Para acompanhar a sobremesa

por Eduardo Tristão Girão 26/02/2013 10:47

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Samuel Gê; Eugênio Gurgel; João Carlos Martins; Divulgação
None (foto: Samuel Gê; Eugênio Gurgel; João Carlos Martins; Divulgação)

Mais doce que Jerez

 

Fernando de Castilla Antique Pedro Ximenez

 

É com a uva pedro ximenez (por vezes abreviada para PX) que é feito este impressionante vinho de sobremesa da Espanha. É o estilo mais doce de jerez, de cor escura e aspecto opaco. Cremoso e aveludado na boca, mostra-se muito rico e concentrado, com notas de passas e melado evidentes ao paladar Harmonização: frutas secas, sorvetes e variados pratos doces Onde encontrar: Verdemar (R$ 167, 500 ml)

 

Se cada apreciador de vinho dedicasse só um pouquinho de seu entusiasmo por brancos e tintos aos vinhos de sobremesa, talvez as vendas desses rótulos não fossem tímidas. Dizem que há um deles para cada sobremesa, e a variedade de estilos produzidos tanto no Velho quanto no Novo Mundo é tão apaixonante que faz a afirmação parecer verdade. Ignorando a oferta nas importadoras, o freguês ainda costuma ficar preso ao vinho do porto, mas há muito a se descobrir.

 

Entre os rótulos mais inusitados está o catarinense Pericó Icewine, que, além de ser um vinho de sobremesa rosado (o que é raro), tem modo de produção peculiar: as uvas são colhidas maduras e congeladas naturalmente durante as frias madrugadas em São Joaquim. Como resultado, um licoroso com aroma marcado por frutas secas.

 

Na Patagônia argentina, a vinícola Familia Schroeder prova que fora da Europa se multiplicam propostas diferentes de vinhos de sobremesa. Elaborado somente com a uva pinot noir, o Saurus Pinot Noir Tardio usa a técnica tradicional dos vinhos de colheita tardia.

 

Mesmo entre os países europeus há surpresas – a começar do porto branco. Muitas vezes ele é apresentado como principal ingrediente do drinque portonic (com água tônica, gelo e limão), mas seu potencial é muito maior, pois harmoniza com sobremesas e aperitivos.

 

Já a diversidade de jerez confunde a cabeça do enófilo, com cerca de 10 estilos que vão do seco ao extremamente doce. Sem falar na forma de envelhecimento, baseada no sistema solera, que mistura conteúdos de barris com vinhos de diferentes idades. No caso do tipo mais doce, destaca-se aquele feito com a uva pedro ximenez: intenso, aveludado e denso, tem notas muito marcadas por passas e melado.

 

E estes são apenas alguns exemplos de interessantes vinhos de sobremesa que podem surpreender. Praticamente todo país produtor de vinho tem a oferecer um rótulo adequado a um tipo específico de harmonização. Nesse sentido, a criatividade é um caminho sem fim e leva a muitas descobertas.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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