Pernas, para que te quero!

Bem cuidadas, elas atraem atenção e fazem sucesso com o público masculino, mas problemas de circulação podem afetar a beleza delas e a saúde feminina. Conheça os fatores que provocam varizes e como se prevenir

por Pabline Félix 20/03/2013 14:21

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Samuel Gê
Karoline Castro, bancária: "Visito um angiologista uma vez por ano, pelo menos. É uma preocupação que vai além da estética" (foto: Samuel Gê)
As primeiras marquinhas roxas apareceram nas pernas de Karoline Castro aos 15 anos. “Na época, achei que fosse um machucado. Naquela idade, nunca ia imaginar que eram varizes”, conta a bancária, hoje com 24 anos e já com experiência no tratamento dos incômodos vazinhos sanguíneos que, dilatados, tornam-se visíveis como pequenos e tortuosos riscos arroxeados na camada superficial da pele. Mais comum em mulheres maduras – segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), 70% das pessoas acima de 70 anos têm varizes, contra a média geral de 38% –  , o problema resultante da má circulação do sangue nas pernas pode atingir diferentes idades segundo fatores como ocupação, sobrepeso, uso de pílulas anticoncepcionais, número de gestações e herança genética, considerado o de maior peso na questão. “Os casos de varizes têm se tornado mais comuns em jovens porque costumes como tomar contraceptivos ou carregar muito peso na musculação, que favorecem seu aparecimento, passam a fazer parte da rotina cada vez mais cedo. Mas o que mais conta é o componente genético”, afirma a angiologista Solange Meyge Evangelista, vice-presidente da SBACV em 2011 e diretora de uma clínica especializada em tratamentos vasculares da capital.

Leo Araújo
A advogada Juliana Andrade: "Vou ao médico sempre que surge um vasinho e, nos intervalos, recorro à carboxiterapia, que ajuda a vascularizar os tecidos" (foto: Leo Araújo)


Com diversos casos de problemas de saúde relacionados à circulação tanto na família materna quanto na paterna, Karoline sabia que “escapar” do aborrecimento seria difícil, mesmo com hábitos saudáveis. “Minha mãe teve trombose (formação de um coágulo no interior do vaso sanguíneo, que obstrui total ou parcialmente o fluxo de sangue) e foi operada. Logo depois, eu e meu irmão passamos a visitar um angiologista uma vez por ano, pelo menos. É uma preocupação que vai além da parte estética”, conta. A jovem não abre mão da atividade física para fortalecer os músculos das pernas, comportamento aprovado pelo angiologista Caetano Lopes: “A musculatura da panturrilha é considerada o coração periférico do corpo. É a partir dela que o sangue é bombeado de volta ao coração. Se esse músculo é forte, o retorno do sangue é mais fácil e a chance de se ter algum problema de circulação é menor”.

Para amenizar a aparência das veias, um recurso muito utilizado por mulheres de todas as idades é a aplicação de substâncias químicas na região onde estão mais aparentes. Elas causam pequenas irritações nas veias e interrompem a circulação de sangue no local, “solucionando”, pelo menos temporariamente, o problema. “Há também opções de tratamentos pouco invasivos que utilizam técnicas de radiofrequência e laser. O resultado desses tipos de tratamento é visto em mais ou menos um mês. Não têm contraindicações, nem efeitos colaterais. Por isso, é grande a procura por mulheres de 20 a 70 anos”, conta a médica Rosana Simões, proprietária de uma clínica de estética em Belo Horizonte.

Samuel Gê
Fabiana de Freitas, auxiliar de seguros: "Desde os 18 anos sinto formigamento nas pernas. Logo as varizes surgiram, mas só comecei a ir ao médico há três anos" (foto: Samuel Gê)


A advogada Juliana Andrade, de 36 anos, é uma das adeptas das aplicações; ela alia diversos tipos de tratamentos estéticos a exercícios para garantir a beleza das pernas. “Visito o meu médico sempre que surge um vasinho ou outro e, nos intervalos, recorro à carboxiterapia, que ajuda a vascularizar os tecidos da perna. Além disso, malho todos os dias por duas horas. Acho que, se não fosse tão disciplinada na prevenção e no cuidado com a saúde, não teria um resultado tão bom”, avalia.

A dificuldade do corpo para reenviar o sangue ao coração pode comprometer não só o aspecto das pernas, mas também pode gerar desconfortos físicos, como queimação na sola dos pés, dores, inchaço e vermelhidão na parte inferior – sintomas que a auxiliar de seguros Fabiana de Freitas, de 29 anos, conhece bem. “Desde os 18 anos sinto formigamento nas pernas. Logo as varizes surgiram, mas só comecei a ir ao médico há três anos, quando a dor se tornou muito grande. Fiz uma cirurgia em 2011 e, apesar de as veias voltarem a aparecer, não sinto mais o incômodo”, afirma. A cirurgia só é indicada em casos em que veias, e não vasos, não colaboram mais com a circulação. Sua retirada melhora o fluxo do sangue e, por consequência, alivia os sintomas e previne possíveis complicações.

Leo Araújo
A enfermeira Elen Peixoto sempre usa a meia compressora: "Faço plantões de 36 horas em pé e, sem a meia, não consigo chegar inteira ao fim da rotina" (foto: Leo Araújo)


Segundo Caetano Lopes, ainda não é possível falar em uma solução para o problema, mas há alguns recursos conhecidos que refletem positivamente na saúde das pernas. A mais famosa é a meia elástica compressora, recomendável não só para quem tem sinais aparentes, mas a todos que tenham cansaço e dores nos membros inferiores. A enfermeira Elen Peixoto, de 29 anos, garante que o uso da peça faz diferença no dia a dia. “Faço plantões de 36 horas em pé e, sem a meia, não consigo chegar inteira ao fim da rotina. Mas, se a utilizo durante pelo menos 12 horas do plantão, sou capaz de sair e correr oito quilômetros na Pampulha”, diz. Usar saltos médios – nem muito altos, nem completamente baixos –, evitar ganho de peso corporal, praticar esportes que não sejam de alto impacto e movimentar-se ao longo do dia também podem ajudar a se manter livre dos roxinhos indesejáveis.

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