No passo da bailarina

As sapatilhas deixaram de ser apenas um artigo para dançar e se tornaram tendência top de moda. Simples e delicadas, deixam a mulher perfeita para qualquer ocasião

por Ana Cláudia Esteves 17/04/2013 16:02

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Samuel Gê
Atualmente com 14 pares, Iara Leão tem na sapatilha um curinga: "Hoje, ela é aliada dos meus looks" (foto: Samuel Gê)

Diretamente dos palcos e espetáculos de balé, onde colãs, coques e tchu-tchus vestem o ritmo clássico, de influência mundial, foi que surgiu o calçado que é, atualmente, o mais usado pelo público feminino: as sapatilhas. Tudo começou com a fascinante Brigitte Bardot. A atriz, que foi considerada diva nos anos 1950, deixou vários legados ao universo fashion e é, até os dias de hoje, referência de beleza, requinte e estilo. Entre penteados, maquiagens e produções, a estrela, que foi bailarina durante 12 anos, foi a grande precursora das também conhecidas ballerinas na moda.

Bardot encenou o filme E Deus Criou a Mulher com um modelo batizado BB. Simples e bonito, esse então foi o primeiro par a sair dos pés das bailarinas diretamente para as telas de cinema. Mas o sucesso não parou por aí. A atriz pediu para Rose Repetto – criadora da marca de produtos de balé Repetto – que fizesse para ela um par personalizado. O resultado, chamado Cendrillon, foi usado pela loira até no tapete vermelho do Festival de Cannes.

Mas a consagração se deu quando a também queridinha Audrey Hepburn usou as sapatilhas no filme Cinderela em Paris, com nada mais, nada menos, que um vestido de gala vermelho. A partir de então se confirmava o sucesso de um sapato para quem buscava beleza e bem-estar.

Adriano Bastos
Luiza Homaidan é viciada em sapatilhas: "Vou adequando os diferentes modelos a cada ocasião" (foto: Adriano Bastos)


Com o passar dos anos, elas foram ganhando novos designs, formatos, cores e texturas. As sapatilhas conquistaram a moda e são atualmente não só símbolo de conforto, como também a melhor opção para os diferentes tipos de mulheres que não topam o salto alto no dia a dia, tampouco em ocasiões mais formais. O modelo, que ganhou cada vez mais popularidade, com o passar dos anos desafia as mudanças climáticas, trajes estipulados e a troca de coleções: elas se fixam no mercado fashion com os mais variados tipos, que levam com luxo a uma noite especial, com estilo a um passeio casual ou até com total conforto a uma viagem de férias.

“A sapatilha é uma grande aliada da mulher contemporânea, que tem dias cheios e busca praticidade em suas atividades. Além disso, com os diversos designs encontrados atualmente, ela me dá a possibilidade de transitar bem por variados estilos sem perder o charme do calçado”, conta a publicitária Iara Leão, que completa: “Hoje, mais do que nunca, ela é marca registrada nos meus looks”. Com 26 anos e a vida agitada, a também consultora de imagem e blogueira vê nesse tipo de sapato toda a delicadeza que os outros pares rasteiros não têm. “Sem elas, me restariam os tênis, os docksides, slippers e rasteirinhas. Falta alguma opção mais feminina, não é mesmo?”, diz Iara, que relembra: “Tudo começou porque sempre fui a mais alta da turma e usar qualquer tipo de salto alto causava muito impacto”.

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Brigitte Bardot calçando as famosas ballerines (foto: Internet)

 

Segundo Valéria Nogueira, diretora geral de uma das marcas mineiras mais consagradas no mercado de calçados, a Villa Vittini, a sapatilha é o modelo mais procurado pelo público feminino. “A mulher já se conscientizou de que não precisa de salto para ficar chique e vem priorizando mais a comodidade em seu cotidiano.” Valéria ainda destaca que, de um tempo para cá, a sapatilha ganhou outro status. “Tudo mudou depois de Carla Bruni Sarkozy. A ex-primeira-dama francesa (mulher do ex-presidente Nicolas Sarkozy), que é sinônimo de elegância, mostrou ao mundo que uma mulher pode ser poderosa com os pés no nível do chão”, diz.

 

A médica pediatra Luiza Homaidan, também adepta dos sapatos baixos, introduziu as sapatilhas em seu armário quando iniciou a faculdade: “Estava na hora de deixar para trás os tênis da escola”, diz. Com 27 anos e 1,76 m de altura, ela não vê restrições para o uso do calçado. “Sempre digo que nasci alta para não ter de usar salto. Por isso, opto pelas sapatilhas em todas as ocasiões.  Elas me permitem ficar elegante sem que, ao fim do dia, eu seja surpreendida por dores ou bolhas nos pés”. Luiza, que se considera viciada no modelo, tem pares reservados para os diferentes momentos. “Para o trabalho, prefiro cores neutras, sem brilho. Já para festas, prefiro um modelo mais chiquezinho, na cor preta, com brilhos ou spike.”

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Audrey Hepburn com o o calçado no filme Cinderela em Paris (foto: Internet)

 

 

 

 

 

 

 

E para quem está sempre antenada às artes e manhas da moda, não é novidade que já existem estilos recomendados para cada tipo de corpo. Assim como nas roupas, certas peças, cores e modelos são ideais para disfarçar alguns volumes – ou a falta deles – as sapatilhas também podem ajudar. Para as baixinhas, por exemplo, os modelos com as laterais cavadas são as mais indicadas: elas não devem chamar tanta atenção para os pés, preferindo cores como nude ou marrom, que alongam. Mulheres com quadril largo devem procurar sapatilhas que façam volume na parte de cima, com laços, fivelas ou pedras, para contrabalançar. As sapatilhas de bico fino, no entanto, ficam melhores para quem tem o pé maior, acima do número 37.

 

Com tantas opções e possibilidades, as ballerines já podem ser consideradas um must-have para grande parte das mulheres, sem distinção de idade e estilo. O acessório, nos dias de hoje, aproxima-se do salto alto, retratando a máxima feminilidade.

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