Em busca do par perfeito

Muitos mineiros deixaram o preconceito de lado e estão recorrendo às agências de namoro à procura da alma gêmea. Alguns encontros resultaram em casamento

por Daniela Costa 06/06/2013 13:14

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Paulo Márcio
A designer Rose Paiva e o marido, o médico Breno Paiva, se conheceram por meio de uma agência e hoje aguardam a chegada da primeira filha, Valentina: "Ele é mais do que eu esperava. Estamos muito felizes", diz ela (foto: Paulo Márcio)

Entre tantas pessoas, de repente, uma se torna especial. Como já dizia o poeta Fernando Pessoa, “quem ama nunca sabe o que ama, nem sabe por que ama, nem o que é amar”. E encontrar o par perfeito capaz de acelerar as batidas do coração e fazer as mãos suarem não é tão simples assim. Além da famosa química que provoca uma ebulição de emoções, é preciso ter serenidade para distinguir paixões efêmeras de um verdadeiro amor.

O primeiro passo é quebrar alguns mitos, entre eles o de que a primeira impressão é a que fica. “A mulher tem de deixar de ser check-list, ou seja, em 10 minutos de conversa já define se o parceiro é bom ou ruim. E o homem tem de ser um pouco menos visual. Ambos precisam criar oportunidades para se conhecerem melhor e descobrir os valores que cada um tem”, diz Carla Rodrigues, gerente da agência de namoro A2 Encontros, que tem escritório em Belo Horizonte. Outro mito é o de que os homens não gostam de mulheres independentes. “Na verdade, eles adoram mulheres firmes, seguras e determinadas, o que não significa que gostem de ter suas companheiras competindo com eles o tempo todo. Por isso, a mulher tem de manter a sua feminilidade e deixar que o parceiro também cumpra o seu papel na relação”, diz Carla.

Apesar de todas as facilidades e liberalidades do mundo contemporâneo, o fato é que o número de pessoas solitárias é cada vez maior, e a busca pela pessoa ideal também é crescente. “A facilidade com que os relacionamentos ocorrem hoje em dia os torna cada vez mais frágeis e descartáveis, o que dificulta a criação de laços afetivos verdadeiramente fortes para se construir uma relação madura e duradoura”, diz Odilon Luiz Nogueira, especialista em psicologia clínica existencial. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011 mostra que no Brasil existem 48,1% de solteiros, contra 39,9% de casados. Isso significa que sempre é tempo de encontrar a sua cara metade, já que tem muita gente livre por aí.

As agências de namoro se esforçam para atender a esse público, tentando encontrar e unir perfis ideais. E garantem que a ideia de que quem procura ajuda para conseguir um parceiro não tem capacidade de conquista, não existe. “É exatamente o contrário. O cliente que nos procura é exigente e faz questão de conhecer pessoas que atendam às suas expectativas. Ele sabe exatamente o que quer”, afirma Carla Rodrigues. Em geral, são pessoas cansadas de baladas noturnas e em busca de parceiros que tenham as mesmas pretensões de um relacionamento sério – o que é difícil de acontecer nas caçadas noturnas. “Tive três longos relacionamentos e, como trabalho muito, pratico esporte à noite e não curto sair para paquerar, prefiro buscar algo mais direcionado”, conta o funcionário público Carlos Alberto de Alencar Guerra, 49 anos. “Estou gostando muito desta experiência. Descobri que existem inúmeras pessoas bacanas que ficam em casa, e não necessariamente em baladas”.

Entre os motivos que levam um número cada vez maior de pessoas a buscar empresas especializadas para encontrar um parceiro, estão os quesitos segurança e privacidade. As empresas sérias do ramo possuem atendimento virtual, mas priorizam o atendimento pessoal em seus escritórios. Para se cadastrar, o candidato tem de apresentar atestado de bons antecedentes, documentos que comprovem suas declarações e passar por entrevista com psicólogo.  Na sequência, é traçado um perfil com todas as suas preferências. “Quando estamos soltos na praça, buscando um relacionamento sério, acabamos nos decepcionando porque as relações estão muito banalizadas. Agora que me sinto pronto para assumir um compromisso, prefiro buscar em locais onde hajam pessoas com o mesmo objetivo que eu”, diz Artur Grossi Pedro, 30 anos, empresário gráfico.

Na era da pegação, a busca pela alma gêmea é tão intensa que empresas virtuais como a e-Harmony,  ParPerfeito e a B2 Encontros atraem milhões de usuários em todo o mundo. Mas há quem prefira um atendimento personalizado. “Eu me senti mais segura em empresas nas quais pude ser atendida pessoalmente”,  diz a designer de interiores Rose Andreia Miranda Paiva, de 31 anos. Em janeiro de 2011, ela se cadastrou na agência e agora, dois anos depois, está casada e esperando sua primeira filha, Valentina. Foi lá que ela conheceu o médico Breno Paiva, de 35 anos. “Queria alguém que atendesse as minhas expectativas como não ter vícios e ser devoto como eu. E o Breno é até mais do que eu esperava. Valeu muito a pena, estamos muito felizes”, diz.

Cuidados na escolha

Atenção às dicas antes de contratar o serviço:

  • Muitas agências de relacionamento possuem apenas atendimento virtual, por isso é bom tomar cuidado com as informações pessoais fornecidas, e sempre buscar referências quanto à qualidade do serviço prestado

 

  • Segundo especialista, é melhor optar por empresas que possuem escritório físico e realizam processo de seleção dos candidatos, já que o risco de contratempos é menor

 

  • Os preços dos serviços variam de acordo com o pacote escolhido que pode ser mensal, bimestral, semestral ou anual. Nos sites de relacionamento o preço mínimo é de R$ 50. E nas agências físicas o mínimo R$ 2 mil

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