Turismo interativo em BH

por Alysson Lisboa 12/06/2013 17:23

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Divulgação
(foto: Divulgação)
Mapas interativos georreferenciados, roteiros, bares e restaurantes de BH estão agora na palma das mãos de quem visita a capital. Foi lançado o Mob.urb, aplicativo desenvolvido pela empresa mineira Squadra. Com apoio da prefeitura e da Belotur, o programa foi financiado pelo Finep e já está disponível nas lojas virtuais de aplicativos App Store e Google Play. Entre as funcionalidades, será possível identificar as principais atrações turísticas e traçar roteiros de carro ou ônibus. Quando o turista baixar o programa, será necessário preencher um cadastro e definir o tipo de perfil, como viagem a negócios, com família, para solteiros, entre outros. Até a Copa de 2014, novas funcionalidades e cidades serão incorporadas ao aplicativo. A ideia é atender a todas as cidades-sede. A empresa fechou parceria com a operadora Oi, que abre aos usuários, gratuitamente, 3 mil pontos de acesso à internet sem fio espalhados pela cidade. A previsão é de que sejam realizados 10 mil downloads durante o período da Copa das Confederações, facilitando a vida de quem visita a cidade.

Cada vez mais conectados


Quase a metade do Brasil já está na internet, segundo os últimos dados do Pnad/IBGE. A média nacional é de 46,5%. A pesquisa mostra que na região Sudeste esse percentual já ultrapassou essa marca, chegando a 54,2%. Em 2005, apenas 20,9% da população brasileira tinha acesso à rede mundial de computadores. A diferença entre homens e mulheres em relação ao acesso ficou menor se comparada aos anos anteriores (46,9% homens; 46,1% mulheres). Outro dado interessante da pesquisa foi a inclusão de pessoas com 50 anos ou mais. Em 2005, essa faixa etária respondia por 7,3%; em 2011, esse número mais que dobrou, chegando a 18,4%. O maior percentual de crescimento está entre os jovens de 15 a 17 anos. De 2005 a 2011, houve crescimento de 110%. Um em cada sete jovens dessa faixa etária estão conectados à internet. A pesquisa completa está disponível no endereço: www.ibge.gov.br

Reprodução/Cláudio Cunha
Com ilustrações, poesia e música que retratam a trajetória do rio São Francisco, de Minas a Alagoas, o livro é um excelente passeio virtual (foto: Reprodução/Cláudio Cunha)
E-books contam a história do Rio São Francisco


Com apoio da Hidroex, fundação para preservação dos recursos hídricos ligada à Unesco, o pesquisador Chico Marinho, coordenador do laboratório de Centro de Experimentação e pesquisa em sistema multimodais da UFMG, lança três volumes em formato e-book que contam a história de um dos rios mais importantes do Brasil, o São Francisco. Os volumes Na Levada da Serra, Nas Malhas do Sertão e Na Pancada do Mar são ilustrados pelo artista Demóstenes Vargas e têm poemas de Raimundo de Carvalho. A trilha sonora é de Marku Ribas e Matheus Braga. Em versão bilíngue, o livro é desenhado em uma grande panorâmica, trazendo ao longo da trajetória elementos interativos que retratam a história do Velho Chico, da sua nascente, em Minas, até a foz, no Oceano Atlântico, em Alagoas.












Rodney Costa
O professor Carlos Scolari tratou das narrativas transmídia durante uma semana em BH (foto: Rodney Costa)
Novas narrativas na cidade


A capital mineira recebeu eventos ligados às narrativas transmídia com a visita do pesquisador argentino Carlos Scolari, professor da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, e doutor em linguística aplicada. Ele ministrou curso na UFMG e aula no Uni-BH. Com foco nas novas formas de contar histórias, Scolari mostrou como a televisão e o cinema expandem as narrativas para além dos filmes. São bonecos, revistas em quadrinhos, participação dos usuários, telas e comunidades de fãs que ampliam, constroem e remodelam diferentes formas de comunicação e entretenimento. Em entrevista a Encontro, ele falou sobre tecnologia, comunicação e impressões que teve sobre Inhotim.

Entrevista | Carlos Alberto Scolari

Durante sua visita ao Brasil, o que você destacaria no contexto da sociedade em rede, se fizermos uma comparação com os países desenvolvidos? A América Latina está preparada para fazer frente às mudanças comportamentais trazidas pela tecnologia? Você acredita que falta maturidade na sociedade?


Uma semana é pouco tempo para ter uma visão global do que está passando a sociedade em rede no Brasil. Porém, o que me surpreendeu é a vivacidade econômica do país. É uma percepção que vejo por morar na Espanha, onde a sociedade atravessa uma fase de depressão econômica, social e existencial. No Brasil, as mudanças são visíveis, a mobilidade social é ascendente e há um crescimento do poder aquisitivo da população. E claro que isso, obviamente, também deverá influenciar no desenvolvimento da sociedade em rede. Em relação à apropriação das tecnologias, isso é sempre um processo social de conflito que adota diferentes formas em cada lugar. A chegada da telefonia móvel em um país da Europa não chega do mesmo modo na América Latina ou África. As empresas sabem bem disso. Uma tecnologia ou serviço cresce em um país de formas diferentes. Não acredito que seja uma questão de maturidade. Todas as sociedades com suas contradições e táticas de uso vão, à sua maneira, se apropriando das novas tecnologias – neste caso, digitais – e irão construindo seu próprio caminho.

Como investigador em comunicação, você é um otimista ou faz parte da corrente que acredita que a tecnologia contribui cada vez mais para a solidão do ser humano?

Nunca estivemos tão interconectados na história da humanidade. O homo sapiens é uma espécie que desde sua origem tem a tendência a organizar-se em unidades maiores. No início, eram pequenos grupos de coletores na savana africana, porém, há 10 mil anos nasceram as primeiras cidades. Com os assentamentos urbanos, criaram-se as primeiras formas de governo. Esse processo sofreu uma alteração posterior – estamos falando em termos evolutivos, ou seja, de centenas de milhares de anos – com a chegada das tecnologias da comunicação, primeiro os livros, mas, sobretudo, com os meios elétricos (telégrafo, telefone, rádio etc.). A sociedade em rede leva essa tendência a um nível superior. Hoje, nos organizamos em escala global, uma vez que as pessoas com as quais compartilhamos interesses e interagimos podem estar em qualquer lugar do planeta. Estar na frente de uma tela interativa ou com um smartphone nas mãos, na maioria dos casos, não é "estar sozinho". Poderíamos até dizer que o problema é que estamos muito interconectados e a sociedade tende a ser um bem escasso no futuro.

E seu último livro Narrativas Transmedia, você fala da fragmentação ou atomização das audiências. No entanto, a televisão segue como um produto de consumo de massas no Brasil. Esse modelo está com seus dias contados?


Pouco a pouco o reinado dos grandes meios massivos (a televisão em primeiro lugar) começa a cambalear. Isso não significa que as pessoas deixarão de "assistir televisão": apenas que consumiremos conteúdos audiovisuais de outra forma, em outros dispositivos e com outras modalidades. Em relação à televisão, o consumo pouco a pouco deixa de estar atrelado à programação que cada canal entrega a nós. Muitos telespectadores consomem sua série favorita quando querem e no dispositivo que preferem. É isso que estamos vivendo hoje. O consumo televisivo tradicional seguirá existindo – milhões de telespectadores adultos nunca se adaptarão aos padrões de consumo de seus filhos e netos – porém, pouco a pouco, a audiência se renovará com essas lógicas. O broadcasting desaparecerá? Não, apenas reduzirá sua presença no consumo audiovisual. Muitos eventos, como a final do mundial da Fifa até a eleição do novo papa, passando por eventos extraordinários, como o resgate dos mineiros chilenos, continuarão sendo consumidos ao vivo.

Você visitou Inhotim. Você pode comparar com os museus europeus? O que temos ainda que evoluir no que se refere aos museus?


O que mais se parece com Inhotim na Europa é a Fundação Serralves, em Porto (Portugal). Creio que Inhotim é um espaço único na sua confluência entre ecossistema tropical e arte contemporânea. Além disso, Inhotim tem forte vocação para projetos educativos e sociais em uma região muito particular do Brasil. As potencialidades de Inhotim são imensas: não é apenas um lugar de inspiração como também um lugar de criação. Além de abrigar o trabalho de diversos artistas, Inhotim deveria abrir e gerar espaços para que participassem todos os tipos de profissionais, desde biólogos até comunicadores sociais. Eu o imagino como um elo criativo interdisciplinar, em sintonia com um entorno onde a natureza e a arte dialogam de maneira muito profunda. Em relação à comunicação, se compararmos às instituições europeias, em Inhotim faltam desenvolver alguns aspectos. Por exemplo, há pouca produção local nos objetos que se vendem na lojas. Deveriam também desenvolver mais os produtos audiovisuais (busquei um DVD do parque, mas não encontrei). E, por último, um aplicativo para dispositivos móveis com realidade aumentada poderia ser o companheiro ideal durante a visita. Com certeza, os organizadores já devem estar pensando nessas e em outras iniciativas para o futuro. Inhotim é um projeto muito recente e começou agora a dar os primeiros passos. Mais que esses aspectos a serem desenvolvidos, é um espaço que gera sensações e ideias surpreendentes a cada passo. Nunca imaginei encontrar algo assim e só penso em poder voltar.


Reprodução
(foto: Reprodução)
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