Novamente, forte e épico

17/06/2013 16:36

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Cena do filme Ferrugem e Osso,de Jacques Audiard: estreia no Brasil será em 14 de junho (foto: Divulgação)
Foi uma briga das boas. No Festival de Cannes do ano passado, o júri se dividiu entre duas produções faladas em francês. Amor, de Michael Haneke, levou a melhor e, assim, a cobiçada Palma de Ouro. Porém, a crítica também apostava em Ferrugem e Osso, de Rouille et d%u2019os, que somente neste mês apareceu por aqui. O braço de clássicos da Sony certamente não deve levar muita fé no mercado brasileiro. Nada justifica o obscuro atraso no lançamento de mais um magistral acerto, no currículo do já mítico cineasta Jacques Audiard. A insuspeita %u201Cbíblia%u201D Cahiers du Cinéma elegeu Ferrugem e Osso com máxima cotação, apontado como grande representante da França na croisette 2012. O último longa-metragem de Jacques Audiard é, antes de tudo, uma explosiva e linda história de amor. Um novo plano a ser explorado por ele. Mas sem abandonar a digital marcante de seus outros trabalhos: De Tanto Bater Meu Coração Parou e o Profeta, sua obra-prima. A primeira sensação para qualquer espectador é a do privilégio de poder acompanhar a importante carreira de Audiard. Ao selecionar essa mais recente empreitada, com uma trama amarrada às raias da mais genuína e crua violência, o genial cineasta compõe novamente um épico, neste momento mais interessado em ser introspectivo, íntimo e triste. Resumir ou simplesmente contar o roteiro não seria justo com um filme que esbanja suas ambiciosas imagens e o empenho na atuação de seu elenco. Durante uma confusão na balada, a treinadora de baleias Stéphanie (a sempre competente Marion Cotillard) flerta com o lutador Alain (Matthias Schoenaerts, Uma avalanche, vencedor do César de melhor revelação), em mais um trabalho de bico, por alguns trocados. A sensível moça sofre um absurdo e estúpido acidente no trabalho, perdendo as pernas. Atravessa, a partir disso, as dolorosas etapas da pós-mutilação, até surgir o redentor interesse de procurar o brucutu Alain. Quando do reencontro, o esportista amador já estará em plena incursão no perigoso e lucrativo submundo das lutas clandestinas. Com duração precisa de duas horas, Ferrugem e Osso sabe capturar seu público. Mérito de uma eficiente edição. Na montagem final, seria um sacrilégio descartar qualquer uma das sequências. O diretor Jacques Audiard confirma a posição de maior nome do novo cinema francês, espaço vital para os que promovem a diversidade, o luxo e a inteligência no mercado exibidor. Poucos saberiam ter tanto controle e bom gosto na condução das complexas cenas desse (já) clássico filme de amor. Sucessor de Spielberg: na estreia de Super 8 no verão norte-americano de 2011, o diretor J.J. Abrams seguiu ao pé da letra os métodos e toda a cartilha de Steven Spielberg. O filme-pipoca foi a grande surpresa daquela temporada, e Spielberg, produtor na ocasião, adorou a homenagem. Homem de televisão (criador da febre Lost), Abrams assume em definitivo o posto de herdeiro do pai do E.T., com o lançamento do imperdível e bárbaro Além da Escuridão %u2013 Star Trek (Star Trek into Darkness), que chega ao Brasil em 14 de junho. Sem contar a responsabilidade de assumir o concorrente direto da Enterprise, a saga Star Wars, vendida por George Lucas no fim do ano passado para a Disney. Na nova aventura trekker, J.J. Abrams aplica os macetes televisivos, todos testados, na fórmula cinematográfica. É bom frisar: hoje, a crítica americana morre de amores pelos produtos (séries) de TV. Mais notável ainda é a sua generosidade em permitir os saltos de seu elenco, com destaque, óbvio, para a parceria dos protagonistas Chris Pine (Capitão Kirk) e Zachary Quinto (Spock).

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