Teste do cinema

Encontro avaliou 10 cinemas de shoppings de BH para escolher o melhor da cidade

por Marina Dias, Pabline Felix, Rafael Campos e Simone Dutra 11/07/2013 18:49

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(foto: FreeDigitalPhotos.net)

Ir ao cinema já foi considerado um evento. Os amantes da sétima arte aguardavam ansiosamente estreias com seus atores prediletos. Homens não dispensavam o uso de ternos bem alinhados e as mulheres esbanjavam elegância em belos vestidos. Os anos se passaram desde 1906, data de inauguração da primeira sala de cinema em BH – que ficava no Teatro Paris, na rua da Bahia. Cinemas de rua tiveram seu apogeu e decadência, que coincidiu com o início das grandes redes de shopping centers, no fim da década de 1980. Comodidade, segurança, garantia de vagas e proximidade com outros serviços foram alguns dos benefícios que impulsionaram esse mercado nos malls.

Pedro Nicoli/Encontro
(foto: Pedro Nicoli/Encontro)

Samuel Gê/Encontro
(foto: Samuel Gê/Encontro)


Os cinemas enfrentam, hoje, novos concorrentes, como a internet, onde muitos filmes podem ser baixados de graça, e os serviços do tipo “alugue sem sair de casa”. Mas o encanto de ir a uma sessão atravessa gerações e é programa indispensável para pessoas de todas as idades. Por isso, no mês das férias, Encontro visitou 10 cinemas de Belo Horizonte para saber quais as novidades e como está a qualidade dos serviços oferecidos ao espectador mineiro.

Fato é que os cinemas estão buscando se modernizar para atrair cada vez mais o público. Venda de ingressos pela internet e investimento em tecnologias experienciais, como projeções 3D, telas gigantescas e poltronas que respondem aos estímulos do filme (ainda inéditas na capital mineira), são atrativos diferenciais dos complexos e não podem ser reproduzidos em casa. Conforto é outra palavrinha mágica para ganhar o gosto dos espectadores. Na capital, já é possível, por exemplo, assistir àquela estreia saboreando um delicioso vinho em poltronas de couro superconfortáveis e que reclinam automaticamente (confira box).

Samuel Gê/Encontro
(foto: Samuel Gê/Encontro)

Samuel Gê/Encontro
(foto: Samuel Gê/Encontro)


O público da cidade é o terceiro maior do país – segundo pesquisa realizada pelo portal Filme B, especializado no setor. Foram 5,6 milhões de ingressos vendidos em 2012, atrás apenas de Rio de Janeiro (15,6 milhões) e São Paulo (22 milhões), e a soma da bilheteria superou R$ 60 milhões. Grandes redes dominam o setor por aqui: Cineart e Cinemark, além da recém-chegada Cinépolis. Durante a visita da equipe de Encontro, constatou-se que não há um padrão de qualidade em salas da mesma rede, como é o caso do Cineart do Shopping Cidade, localizado no centro, e o do Ponteio, no Santa Lúcia. No primeiro, foram encontradas deficiências. Já o segundo é pioneiro no investimento na sala Premier, onde é possível ser atendido por um garçom dentro da sala e ser servido sobre uma mesa retrátil da própria poltrona, além de desfrutar de uma estrutura realmente luxuosa em comparação com todos os outros (confira quadro).

Samuel Gê/Encontro
(foto: Samuel Gê/Encontro)

Paulo Márcio/Encontro
(foto: Paulo Márcio/Encontro)


Apesar de o número de salas das três empresas somar 65, o que permitiria grande diversificação de filmes, a programação concentra-se em blockbusters – superproduções norte-americanas –, não havendo opções de obras produzidas fora do circuito comercial. Prova disso é que, durante a realização desta matéria, os quatro repórteres viram o mesmo título em cinemas e datas diferentes. “Os poucos cinemas de rua remanescentes ficam com a responsabilidade de exibir toda a “outra” produção, com caráter alternativo. No fim, falta espaço e sobra privilégio para a indústria cinematográfica já estabelecida”, diz o pesquisador de cinema Ataídes Braga, autor do livro O Fim das Coisas: As Salas de Cinema de Belo Horizonte.

Samuel Gê/Encontro
(foto: Samuel Gê/Encontro)

Paulo Márcio/Encontro
(foto: Paulo Márcio/Encontro)


No quesito segurança, não há uma legislação específica para cinemas. O que orienta é a norma geral para edificações que recebem público. Segundo o capitão Cristian Souza, da diretoria de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros, todo e qualquer imóvel, exceto residências, deve ter proteção contra incêndio e pânico. “Os cinemas estão em uma categoria crítica, a exemplo dos teatros, pois exigem atenção especial por concentrar grande número de pessoas em espaço fechado, com estrutura de materiais sintéticos. Todos devem ter extintor, balizamento nas escadas, luzes no chão para guiar as pessoas, sinalização e iluminação das saídas de emergência”, diz o capitão. O auto de vistoria tem validade de três anos e não existe visita rotineira: a corporação só vai até o local mediante denúncias.

Mas agora, chega de conversa. Vá conferir de perto o que Encontro testou para você. Chame os amigos, o namorado, a namorada, pegue  sua pipoca, refrigerante e balas. A magia já vai começar. Boa sessão!

Paulo Márcio/Encontro
(foto: Paulo Márcio/Encontro)

Paulo Márcio/Encontro
(foto: Paulo Márcio/Encontro)


Confira a tabela completa:















Premier Ponteio: imbatível

Tendência em outras cidades do país, como São Paulo e Brasília, o cinema de luxo chegou a BH com a sala Premier do Cineart Ponteio Lar Shopping, única desse tipo por aqui. A proposta é dar ao espectador uma experiência diferenciada em relação a outras salas da capital – que chegam a comportar mais de 300 pessoas e servem os mesmos tipos de lanches, como pipoca, salgadinhos, balas, refrigerantes e sucos. “Criamos esta sala por perceber que o público demandava uma experiência diferente, mas não esperávamos uma aprovação tão grande. A adesão foi tão grande que estamos realizando estudos para propor mais salas desse tipo”, afirma Marina Rossi, gerente de marketing do Cineart.

A sala Premier, inaugurada em dezembro de 2012, tem 53 poltronas de couro reclináveis de forma automática, sendo possível deitar o encosto e subir o descanso de pés, na inclinação que interessar a cada um. As cadeiras são largas, com distância maior entre elas, e possuem mesinhas móveis, para quem pede alguma das opções da lanchonete gourmet. No cardápio, variedade de vinhos, sanduíches finos, doces e pipocas especiais. O lanche, aliás, pode ser levado por garçons até a sala ou ser degustado na lanchonete interna, que tem função de lounge e é reservada aos clientes da sala Premier.

Os serviços diferenciados e a estrutura especial têm um custo, e os ingressos da sala luxo vão de R$ 44 a R$ 48 (sessões 3D). Nas demais salas, os preços do ingresso variam de R$ 18 a R$ 28.

Samuel Gê/Encontro
Os usuários da sala VIP têm à disposição uma lanchonete diferenciada (foto: Samuel Gê/Encontro)


Critérios adotados no teste

  1. Foram visitados 10 cinemas de BH, todos eles de shopping centers. Foi avaliada uma sessão em cada sala. Todas as visitas foram feitas no mês de junho, e as sessões escolhidas foram aquelas entre as 16h e as 19h, sempre aos domingos, na maior sala de cada cinema em que não estivesse em cartaz um filme 3D. O domingo foi o dia escolhido por ser o de maior movimento da semana;

  2. Quatro jornalistas foram designados para fazer as visitas, sendo que dois foram a dois cinemas e os outros dois foram a três. Todos compraram ingressos, combos (comida + bebida) e assistiram aos filmes até o final;

  3. A avaliação considerou os seguintes quesitos: estrutura do cinemas (sinalização das salas, quantidade de salas, poltronas no hall para aguardar a sessão e temperatura do ar condicionado); atendimento (quantidade de guichês e máquinas de autoatendimento, painel eletrônico com informação sobre as sessões, fôlderes, pessoa para informar, tamanho das filas, cortesia e preparo da equipe); conforto (venda de lugares marcados, respeito à marcação, estofamento, visibilidade da numeração das cadeiras e da tela, qualidade da transmissão – som e imagem); limpeza (das salas, banheiros, hall e bombonières); lanchonete (variedade de produtos e de combos) e acessibilidade (presença de rampas, elevadores, corrimãos, espaços para cadeirantes e poltronas para obesos, etc.);

  4. Nem todos os quesitos tiveram o mesmo peso na nota final da categoria. Exemplo: em atendimento, os quesitos quantidade de guichês/máquinas de autoatendimento funcionando tiveram maior peso que os demais;

  5. A nota máxima de cada uma das seis categorias é 10. A nota final de cada cinema é a soma do total das notas (representadas por pipocas);

  6. O teste não tem validade científica.

 

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