Só não vê...

por Fábio Doyle 09/08/2013 16:32

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Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)
Quem observa o panorama automotivo das cidades percebe, com facilidade, a presença cada vez maior de carros tipicamente urbanos nos grandes centros. Entre eles, destacam-se os premium desse segmento: o smart (da Daimler) e o Fiat Cinquecento, ou 500. O smart, o mais urbano de todos, ainda tem vendas muito limitadas devido ao preço (a partir R$ 52 mil, podendo chegar a R$ 68 mil). Com lugar para duas pessoas (e nada mais mesmo) é o mais “puro-sangue” entre seus concorrentes. Ainda caro, é veículo para quem já tem na garagem outros tipos de carro e, para ser moderno, amigo da sustentabilidade, politicamente correto, inclui o smart em sua frota e o utiliza para trafegar sem dor na consciência pela cidade. No Brasil, o smart emplacou 631 unidades em 2012 e 153 até maio deste ano. Em Minas, foram apenas 14 unidades emplacadas até meados de junho de 2013, segundo os números da Fenabrave – a associação dos distribuidores de veículos.

...quem não quer

A Mercedes-Benz do Brasil e seus revendedores trabalham para fazer crescer esse número. É essencial, no entanto, que o governo federal tenha sensibilidade sobre a importância em incentivar (com menos impostos) esses modelos de veículos, como já acontece há muitos anos em outros mercados. Na Europa, o smart é vendido, em suas versões com motor elétrico – as mais caras –, por preços entre 20 mil e 33 mil euros (R$ 60 mil a R$ 99 mil). Nos Estados Unidos, quem quiser ter um pode fazer leasing com valores a partir de US$ 99 por mês, durante três anos. Isso para a versão com motor a gasolina. Se optar pela versão com motor elétrico, o valor do leasing, também por três anos, é de US$ 199 por mês. Por aqui o smart elétrico ainda nem chegou. A razão é o preço inviável que atingiria, graças aos impostos absurdos e ao total descaso do governo em incentivar o uso (e, por que não, até a produção local) desse tipo de veículo. Uma versão “basicona” foi desenvolvida especialmente para o mercado brasileiro, que tem preço de aproximadamente R$ 52 mil. Por falar nisso, a Nissan anunciou planos de produzir no país, em sua futura fábrica do Rio de Janeiro, o primeiro carro elétrico do Brasil. Já assinou carta de intenção com o governo fluminense, que vai incentivar o projeto, mas ainda não conseguiu o apoio do governo federal.

México foi solução

O Fiat Cinquecento, por sua vez, depois que passou a ser importado do México e teve seu preço drasticamente reduzido, literalmente, invadiu as ruas das grandes cidades brasileiras. A cobiça por um cresceu tanto que há fila de espera nas concessionárias da marca. As vendas do 500 no país, segundo a Fenabrave, foram de quase 16 mil unidades e, neste ano, entre janeiro e maio, registram-se 3.017 unidades vendidas, também segundo a Fenabrave. A fábrica mexicana está com dificuldades em atender o volume que o mercado brasileiro quer. A prioridade é o mercado norte-americano, tudo indica. O preço no Brasil começa em R$ 47 mil, podendo chegar a R$ 62.856, na versão Gucci.

Divulgação
(foto: Divulgação)


Up! Disfarçado

Disfarçado de Fox, o Up! começa a chegar ao Brasil. O novo motor de três cilindros, que a Volkswagen lançou no penúltimo dia de junho para equipar o Fox BlueMotion (foto), será também o motor do novo compacto que a marca alemã lança no Brasil, provavelmente até o fim do ano. A informação ainda não é oficial, mas não restam dúvidas. O novo motor 1.0 de três cilindros passa a ser o primeiro com essa característica fabricado no Brasil e, com certeza, vai fazer com que os concorrentes, principalmente a Fiat, se mexam para não ficarem atrás. Com bloco em alumínio, o EA211 (como o motor é identificado na VW) pesa 24 kg a menos que o propulsor 1.0 de quatro cilindros da VW. Sua potência no Fox é de 75 cv com gasolina e 82 cv com álcool. Vai conquistar com facilidade o mercado pelo baixo consumo de combustível. No trecho rodoviário, o Fox BlueMotion testado por nossa reportagem fez 16,6 km/l e, no trânsito urbano, a média obtida em teste foi de 15,1 km/l. O preço do novo modelo é R$ 750 acima do atual. Essa diferença pode ser recuperada em 12 meses circulando com gasolina para quem roda 20 mil km por ano, acredita a VW.

Esperança

A grande dor de cabeça de quem tem automóveis importados de marcas premium é o preço das peças de reposição, sempre desproporcionalmente altos em relação ao valor de mercado do carro. Isso vale para todos. Esse fato tem ocasionado a fuga de clientes tradicionais dessas marcas para outras em que o problema é menos gritante. Algumas delas têm consciência de como isso pode ser prejudicial a seu prestígio e confiabilidade e se preparam para lançar programas de correção dessa distorção. A Volvocars Brasil, por exemplo, estuda o lançamento de projeto de redução de suas peças e componentes de reposição para os automóveis da marca com até oitos ano de idade, revelou Jorge Muzzi, diretor de pós-vendas. A Mercedes-Benz já fez algumas campanhas promocionais temporárias nesse sentido, mas precisa de uma ação mais consistente e definitiva. Ao consumidor, resta apenas aguardar e torcer. Enquanto isso, cresce um novo segmento no setor: o de empresas importadoras de peças e componentes para automóveis importados para suprir as oficinas independentes.      

Triumph em BH

O mês que passou foi marcado pela chegada a BH das emblemáticas motos britânicas Triumph. Mais uma haste do guarda-chuva do grupo Bonsucesso, a revendedora foi instalada na avenida Barão Homem de Melo que, junto com a Raja Gabaglia, se firma como o corredor das concessionárias automotivas da cidade. A Triumph BH é a sexta concessionária da marca no Brasil.

Divulgação
(foto: Divulgação)


Chineses no forno

Embora a mais recente novidade da Chery seja a nova geração do utilitário esportivo Tiggo, as atenções do mercado em relação à marca estão mesmo voltadas para a fábrica da empresa, em construção na cidade de Jacareí, Vale do Paraíba de São Paulo. O próprio Mr. Du, presidente da Chery para as Américas do Sul e Central, um chinês que veste terno com corte italiano e sapatos em tonalidade laranja, afirmou que o Tiggo está nos planos de produção no Brasil, mas só a partir de 2017. Em 2014, os primeiros Chery nacionais serão um sedã derivado do Celer e um compacto do segmento de entrada, ainda conhecido como projeto S15, que dizem, será o novo QQ. A pretensão da Chery é que o índice de componentes brasileiros em seus carros seja importante e que vai utilizar fornecedores já conhecidos da indústria mundial, como a Magnetti-Marelli, Bosch, Siemens, Pininfarina e Continental Pneus.

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