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BH possui estabelecimentos que mantêm a tradição e o charme de fazer a barba à moda antiga. Confira alguns endereços na cidade

por Simone Dutra 28/08/2013 17:03

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Cláudio Cunha
Daniel Freitas não abre mão da barba feita pelo designer de barba Marcelo Rodrigues: a decoração, inspirada em barbearias americanas, é atrativo à parte (foto: Cláudio Cunha)
 
 
Historicamente, os pelos do rosto entram e saem de moda. As tendências são inspiradas em atores hollywodianos ou mesmo nos bonitões em evidência em novelas e revistas. Aqui em BH, basta dar uma volta pelas ruas para perceber que as barbas, realmente, estão em alta. Cada um com seu estilo, muitos optam pelo visual barbado para ganhar um ar de sensualidade, outros porque querem passar seriedade no visual e outros tantos são adeptos por estilo mesmo. Mas, independentemente da escolha, a barba precisa ser benfeita. E nada melhor do que contar com ajuda profissional para isso. O que não falta na cidade são barbearias tradicionais, que atendem a homens de diversos estilos, e mesmo aqueles que preferem manter o rosto liso.
 
As opções vão das mais simples, em que bastam cadeiras e um pequeno espelho pendurado na parede, até as mais sofisticadas, decoradas com móveis antigos, estilizadas e com todo aquele ritual de aparar a barba. E como a concorrência é grande, além de oferecer os serviços tradicionais, alguns barbeiros usam e abusam da criatividade para se diferenciar dos demais. A Confraria do Cabelo, por exemplo, oferece aos seus clientes uma geladeira para deixar a cerveja gelada e uma chapa para o churrasco. “Fazemos uma vaquinha e compramos a bebida e a carne. E, enquanto faço a barba, preparo também o filé”, brinca o proprietário José Antônio, que queria tornar a barbearia um local de descontração e ponto de encontro para os amigos. Conseguiu.
 
Geraldo Goulart
O barbeiro Valdiney Rodrigues atende ao cliente Marcelo Fernandes: barba feita em 30 minutos, no método tradicional, com navalhete e espuma (foto: Geraldo Goulart)
 
 
Toninho, como é conhecido, tem clientes de vários lugares, pois sua barbearia fica bem ao lado de um dos pontos de ônibus que vêm do aeroporto de Confins. E, entre os frequentadores, tem até personalidade como o ex-jogador de futebol Toninho Cerezo e o atual treinador do Cruzeiro, Marcelo Oliveira. Outros não são tão conhecidos, mas se tornaram clientes fiéis, como o funcionário público Bernardo Pimenta Alkimim. “Acompanho o Toninho desde quando vim morar em BH. Sempre que posso levo carne de sol, e aproveito para fazer a barba e cortar o cabelo”, brinca.

Também existem na cidade barbearias que seguem a tradição familiar, passada de pai para filhos. No Salão Ritz é assim. O pai, que ainda trabalha com os filhos, ensinou o ofício. "Meu irmão brinca que não escolhemos ser barbeiros, quando vimos, já estávamos seguindo a profissão do nosso pai", conta Valdiney Assis Rodrigues. No salão, a barba é aparada em 30 minutos, mas com todo o cuidado. "Primeiro desenho com um lápis, passo creme de pele de amêndoas, máquina de cortar o cabelo, navalhete e finalizo com loção pós-barba", explica. Valdiney conta que antigamente eram usadas toalhas quentes e tinha até um aparelho para aquecê-las. "Mas, hoje, ninguém tem tempo para isso, tudo tem de ser prático e eficiente. Perdeu-se a tradição", diz Rodrigues. Nem por isso, o empresário Marcelo Fernandes dos Santos Pimenta, de 30 anos, deixa de frequentar o local. "Comecei aos 22 anos, e acredito que a barba é o encanto do homem", diz.
 
Paulo Márcio
Entre um atendimento e outro, o barbeiro Toninho serve cliente assíduos, como Bernardo Alkimim: "Enquanto faço a barba, preparo também um filé", diz Toninho (foto: Paulo Márcio)
 
 
Para quem não abre mão de dispensar um bom tempo a esse cuidado, o salão Kbllo Barber Shop mantém a tradição. Lá, em ambiente descolado, o cliente relaxa com a aplicação de toalha quente, entre outros caprichos. A decoração é um atrativo à parte. Inspirada em barbearias americanas e europeias, tem até exposição de objetos antigos, como uma navalha enferrujada, máquinas de cortar o cabelo, aquecedor de toalha a carvão. Na parede, um mural com imagens plotadas de mulheres sensuais, cenas de filmes, cabelos e barbas de vários estilos. "As cadeiras foram garimpadas de antiquários e lojas de colecionadores. Todas foram restauradas. E a mais bonita é a feita de couro de cobra", diz o proprietário Luciano Rosas Castro, de 46 anos.
  
O designer Daniel Martins de Freitas, de 28 anos, é adepto da barba maior e passou a frequentar o local no início deste ano. "Quando faço a barba em casa, não consigo manter a simetria", diz. O tratamento é especial: "Além da toalha, usamos creme de barbear, trocamos a lâmina do navelhete várias vezes, para evitar irritação, e finalizamos com óleo para pele sensível, além de gelo, para fechar os poros", conta o designer de barba Marcelo Paulo Rodrigues, de 34 anos, mais conhecido como Guth. Tudo em nome de uma barba bonita, benfeita e na moda.
 
 

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