Plástica radical

por Augusto Franco 29/08/2013 15:17

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Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)
Quem passa pela rua Juiz de Fora, altura do número 1.257, no Barro Preto, pode achar que há novo restaurante por ali. Não é bem assim. Na verdade, trata-se do quarentão Haus München, que passou por uma reformulação total. "Já tínhamos esse projeto há algum tempo, mas apareceu a oportunidade em junho. Ficamos fechados durante a Copa das Confederações. Jogamos a casa no chão e fizemos outra", diz o proprietário, Rodrigo Ferraz. A reinauguração aconteceu no dia 16 de julho. Um dos motivos da mudança foi o ano Brasil-Alemanha, que acontece entre maio de 2013 e maio de 2014, com uma série de atividades em todo o país. Uma coisa que não mudou foi a ampla carta de cervejas do estabelecimento, que conta com mais de 300 rótulos. Salada de batatas, chucrute e o joelho de porco também permaneceram no menu. Para combinar com as louras, ruivas e morenas, a chef Paula Cardoso está desenvolvendo vários embutidos, todos elaborados na própria casa. Entre as novidades, salsicha branca (de vitelo) e linguiças de pequi, pimenta- -biquinho e ervas finas, costelinha defumada e patê suíno. As receitas contam com a consultoria do chef Rafael Cardoso (ex-Atlântico), que atualmente mora no interior de São Paulo.

Geraldo Goulart
(foto: Geraldo Goulart)

Trindade completa

Natural de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, o sommelier Benedito Filho fez carreira em São Paulo. Passou por medalhões como o D.O.M., de Alex Atala, foi consultor da Enoteca Decanter, recebeu dezenas de prêmios, entre eles o Prazeres da Mesa 2013 de melhor sommelier do país, e participou do Jantar do Século, que reuniu em SP astros das caçarolas, como os espanhóis Ferran Adrià (do extinto El Bullí) e Juan Maria Arzak (do Arzak, atual oitavo melhor do mundo). Depois de duas décadas fora, retornou à casa, ou quase. Está em BH desde abril. O convite veio do amigo  Felipe Rameh. Os dois se conheceram no D.O.M., onde o chef mineiro (de Muriaé) trabalhou. O trabalho de Benedito é ampliar a carta e garimpar rótulos nacionais de alta qualidade, que combinem com criações como o porquinho prensado, criação do chef fundador do restaurante e sócio de Rameh, Frederico Trindade.

Divulgação
(foto: Divulgação)

Novidades na mata

Antes de completar um ano de vida, o concorrido Na Mata Café, no Lourdes, reforçou seu já turbinado cardápio de drinques. Três criações de inverno, boladas pelo mixologista (nova nomenclatura dada aos antigos barmans) Gilmar Saldanha, ficam no cardápio pelo menos até o final de agosto. O Papaya Smoked, feito com mamão defumado, limão-siciliano, xarope e cravo, tem textura cremosa. O Wolf leva Jagermeister, morangos e espumante gelado. O Wall Street leva tequila prata e aperol, e é servido com chocolate. Além dos drinques, a chef Júlia Martins criou pratos harmonizados, que permanecem no cardápio enquanto as bebidas durarem.

Samuel Gê
(foto: Samuel Gê)
 

Mais amigos

O grupo de amigos que toca o restaurante Mes Amis, no Lourdes, minguou. Em dezembro do ano passado, o jogador de futebol Júnior Souza (ex-lateral esquerdo pentacampeão, que passou pelo Atlético) e sua mulher, Kelly Souza, deixaram a sociedade. O atleta aposentado foi convocado pelo prefeito de sua cidade natal, Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, para assumir a Secretaria Municipal de Esportes. Em fevereiro, foi a vez do chef executivo Eric Marty, que depois de dois anos à frente das caçarolas optou por montar o próprio negócio. “Foi tudo numa ótima. São meus amigos, a gente continua se falando”, diz o atual proprietário, Guilherme Cruz, que comprou a parte do sócio, mas continua sendo advogado do jogador. A partir de agora, a missão do chef Ronaldo Afonso, que já trabalhava na cozinha, é criar cardápios temáticos para os festivais que vêm por aí. No primeiro deles, realizado em julho, preparos como o risoto caipira, com carne seca, frango e catupiry, e o tagliatelle com ragu de rabada saíam a R$ 29,90. "Queremos ter cada vez mais amigos", diz Guilherme.

Samuel Gê
(foto: Samuel Gê)

O vinho da copa

Exatamente um ano antes de a bola rolar para a Copa do Mundo de 2014, a vinícola gaúcha Lídio Carraro, instalada em Bento Gonçalves, já marcou seu primeiro gol. A produtora, que abriu as portas em 1998, é quem fará os vinhos oficiais do Brasil para o evento esportivo. O lançamento da linha foi em BH, no início de julho, na Casa Rio Verde, pelo enólogo Juliano Carraro, filho do fundador. As garrafas, no entanto, só devem começar a ser vendidas por aqui a partir de agosto. Batizada como Faces, a linha conta com um tinto (produzido a partir da fermentação de 11 tipos de uvas), um branco (composto das uvas chardonnay, moscato e riesling italian) e um rosé, ainda em testes finais. Este último só será lançado no fim do ano. As garrafas devem chegar às prateleiras de BH com preços na casa dos R$ 50. 

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