Da penitenciária para o mundo

por Bertha Maakaroun 29/08/2013 17:13

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Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)

Quando ela chega à penitenciária de segurança máxima Professor Ariosvaldo de Campos Pires, em Juiz de Fora, ouve os chamados: "Me dá uma chance, dona Raquel!", "Preciso sair daqui!”, “Estou esperando um emprego!". "Catuques" (bilhetinhos) chegam de todos os lados. Todos querem uma chance com a estilista Raquell Guimarães, da grife Doiselles, que há cinco anos produz alta-costura em tricô e crochê pelas mãos dos presos e já voou para os showrooms permanentes em São Paulo, Tóquio e em Nova York, onde vende no atacado. No varejo, cada peça é comercializada na principal multimarcas em Paris, por, em média, 800 euros.

Com agulhas muito grossas, o tricô e o crochê são revisitados. Não apenas no tipo de trabalho contemporâneo que sai do traçado das agulhas manipuladas por até 40 presos. Cada um que inicia conclui o seu trabalho, o que dá a cada peça artesanal uma autoria. "Vendemos também um conceito, a história de cada peça e uma nova consciência que transforma", afirma a estilista. Os artesãos ganham por sua produção. Além de aprenderem o ofício, como vantagem legal, a cada três dias de trabalho ainda têm a remissão de um dia de pena. "O trabalho não é o perdão da pena. É uma chance de não cometerem novamente o crime", diz ela.

Paulo Márcio
(foto: Paulo Márcio)

Justiça sem pompa

O juridiquês anda em baixa. Naquilo que depender do desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, da 14ª Câmara Cível, que é professor e doutor em direito administrativo, o Judiciário deve simplificar a sua linguagem e acabar com a pompa para se aproximar do cidadão comum. "Frequentemente, o indivíduo acompanha as decisões judiciais perplexo, sem saber se ganhou ou perdeu", assinala ele, que recentemente foi convidado pela Universidade Livre da Colômbia para ministrar palestra sobre a ética e a filosofia do direito. Ao mesmo tempo, diz o desembargador, a Justiça deve simplificar os seus ritos. "A imponência dos prédios, das salas de audiência e o ritual dessas audiências estão muito longe da realidade da sociedade", acrescenta. Tem toda a razão.

João Carlos Martins
(foto: João Carlos Martins)

Mundial de habilidades

Foi em Leipzig, na Alemanha, que 41 estudantes brasileiros, dos quais nove mineiros, disputaram a World Skills, a maior competição internacional de formação profissional – que reuniu mais de mil estudantes de 52 países, que atuam nas áreas de soluções em software, web design, robótica móvel, tecnologia da moda e vitrines. Contratada pelo Senai-MG especialmente para concorrer a uma das medalhas, Nágella Araújo, de 21 anos (E), que cursa faculdade de design de moda, foi treinada pela expert Melina Pedrosa, analista de educação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). De volta para casa, trouxe na bagagem o terceiro lugar pelas duas vitrines que desenvolveu: uma, para o público teen, com a marca Havaianas; a outra, com aparelho de jantar, voltado para noivas. Pelo prêmio, Nágella poderá escolher a área e a faculdade que quiser, em qualquer país, e será custeada pelo Senai-MG. "Quero concluir a faculdade e optar pela pós-graduação no exterior", afirma ela.

Negociação como saída

Mais vale uma saída extrajudicial, rápida e com ganhos ambientais imediatos do que uma demanda que ficaria por no mínimo 10 anos no Judiciário. É com esse princípio que o promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador geral do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais, trabalha há seis meses, desde a sua instalação. "Os resultados são muito significativos", afirma ele, que, nesse período, atuou em 30 casos de conflitos ambientais no estado. "Quase a metade foi solucionada e o retorno em medidas compensatórias ao meio ambiente ultrapassa R$ 70 milhões", considera Carlos Eduardo, que, pelo trabalho inovador, recebeu menção honrosa do Conselho Nacional do Ministério Público. Dos casos não solucionados, a maioria está em negociação. Só dois conflitos foram judicializados.

Maíra Vieira
(foto: Maíra Vieira)
 

Verdes

Agostinho Patrus Filho, secretário de Estado de Turismo, é o novo presidente estadual do PV, em substituição a Ronaldo Vasconcelos e com o apoio do vice-prefeito de Belo Horizonte, Délio Malheiros.  O PV se manterá na base do governo de Antonio Anastasia (PSDB) e em apoio à coligação majoritária do grupo para concorrer ao Palácio Tiradentes.

Marco mineral

Minas Gerais terá o presidente e o relator – respectivamente, Gabriel Guimarães (PT) e Leonardo Quintão (PMDB) – na comissão especial da Câmara dos Deputados para dar o parecer ao projeto de lei encaminhado pelo governo para o novo marco regulatório mineral. O projeto interessa diretamente ao governo de Minas. A mineração, como se sabe, é a principal atividade econômica do estado.

Pimenta de volta?

Apesar de as manifestações de junho terem colocado água na fervura na sucessão ao governo de Minas, no PSDB, voltou a circular a hipótese da candidatura de Pimenta da Veiga. Aos 66 anos, o advogado, que hoje vive em Brasília, já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro das Comunicações no governo FHC.

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