Pura adrenalina

Santa Luzia recebe em outubro a decisão do Mundial de skate downhill. Modalidade, que pode ultrapassar 100 km/h, vem ganhando cada vez mais praticantes no estado

por Rafael Campos - Revista do Correio 13/09/2013 13:51

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Geraldo Goulart
(foto: Geraldo Goulart)
 
 
Quando o assunto é esportes radicais, Minas Gerais é destaque nacional – e o motivo está na paisagem. Suas inúmeras serras e o relevo montanhoso favorecem os viciados em adrenalina. O esporte da vez é o skate downhill e, para quem entende um pouco de inglês, sabe que se trata de velocidade ladeira abaixo. Para comprovar a força da modalidade em terras mineiras, o Mega Space, em Santa Luzia, na Grande BH, vai sediar em seu autódromo, de 24 a 27 de outubro, a etapa brasileira do mundial de skate downhill, que faz parte do calendário da International Downhill Federation (Federação Internacional de Downhill). 

Estão sendo esperados cerca de 200 atletas, dos quais 40 devem vir de fora do país, principalmente dos Estados Unidos, onde a modalidade surgiu e mantém competições regulares. Thiago Duarte, de 27 anos, é presidente da Federação Mineira de Skate Downhill, entidade que existe há três anos. Ele conta que a realização da etapa impulsionará ainda mais a modalidade por aqui, que a cada dia ganha mais adeptos. "Minas Gerais está entre os principais lugares para o esporte no país, ao lado de São Paulo e Rio Grande do Sul", afirma Thiago, que, a exemplo dos outros praticantes, começou a rodar pelo asfalto com o skate tradicional, modalidade chamada de street.
 
Geraldo Goulart
Santa Luzia recebe em outubro a decisão do Mundial de skate downhill. Modalidade, que pode ultrapassar 100 km/h, vem ganhando cada vez mais praticantes no estado (foto: Geraldo Goulart)
 
  
O presidente da entidade explica que a competição que será realizada em Minas se assemelha muito às provas automobilísticas – e, portanto, é uma corrida. Ganha o mais rápido, por isso, é chamada de speed stand up. Diferentemente do skate convencional, cujas manobras é que são avaliadas, o downhill é marcado pela velocidade e, claro, a habilidade nas curvas e ultrapassagens. "Em Minas, temos recordes de velocidade. Dependendo da descida, o skate pode superar 110 km/h", revela Thiago. BH e região metropolitana oferecem boas pistas para a prática. Os lugares mais cobiçados são a praça do Papa, no Mangabeiras, região Centro-Sul, o Vale do Sereno, em Nova Lima, e a serra da Moeda, cujo acesso é pela BR-040, no distrito de mesmo nome. Mas, se você está pretendendo pegar um shape (skate) depois de ler esta reportagem e partir para uma dessas ladeiras, esqueça! De acordo com Thiago Duarte, a prática requer experiência. "Para quem deseja iniciar na modalidade, pedimos que entre em contato conosco. Podemos dar dicas e realizar treinos para saber se a pessoa demonstra aptidão para o skate downhill", diz. Do contrário, é tombo na certa. Além disso, acessórios de segurança (veja acima) são imprescindíveis tanto para os experientes quanto para os iniciantes. Um exemplo é a luva com casquilho, material que protege as mãos quando elas encostam no asfalto e servem como freios. 
   
A etapa brasileira do Mundial será a última. Portanto, o melhor do mundo será conhecido em Santa Luzia. Antes de chegar ao Brasil, a competição passou pela Austrália, Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, França e Colômbia. Max Ballesteros, de 23 anos, nasceu nos Estados Unidos, mas veio para Belo Horizonte quando tinha apenas 2 anos. Ele é um dos principais atletas brasileiros da atualidade. "É um sabor especial. Será nossa primeira competição mundial aqui, e espero ficar entre os três primeiros", afirma Max. E a sensação de descer ladeira abaixo? "Liberdade! Quando estou em cima do skate não penso em mais nada", diz. E, de fato, não dá para pensar em muita coisa, já que a descida do Mega Space, por exemplo, pode durar pouco mais de um minuto. É pura adrenalina!
 
 

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