Arte solidária

Projeto voluntário transforma desenhos de crianças carentes em obras assinadas por artistas renomados. Exposição e leilão das peças estão marcados para outubro, em BH

por Rafael Campos - Revista do Correio 16/09/2013 13:46

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Divulgação
Desenhos que salvam: pinturas infantis podem ser revertidas em renda para comunidades pobres em várias partes do mundo (foto: Divulgação)
 
 
A arte pode transformar vidas. É por acreditar nisso que a farmacêutica mineira Eve Picardi, de 55 anos, criou em 2010 o projeto Arte que Salva, com o objetivo de proporcionar alento às crianças que sofrem com a miséria, a guerra e os desastres naturais no Brasil e no mundo. Para isso, Eve visitou lugares como Haiti, Moçambique e o sertão do Maranhão. Retornou com a bagagem recheada de desenhos produzidos pelas crianças. Os desenhos ganharam vida nas mãos de artistas plásticos consagrados e agora serão expostos e leiloados. A mostra acontecerá de 9 a 22 de outubro no Ponteio Lar Shopping, em Belo Horizonte, e o leilão está marcado para o último dia da exposição. E o mais importante, a arrecadação será totalmente: revertida para as comunidades visitadas no Haiti, Moçambique e Maranhão.
 
Divulgação
Crianças carentes no sertão do Maranhão: valores arrecadados são totalmente revertidos para a comunidade (foto: Divulgação)
 
 
Essa história teve o primeiro capítulo em 2009, quando Eve Picardi, que também é artista plástica, viajou para o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais. Lá, ela conheceu uma missionária brasileira que a convidou para visitar o seu orfanato na Índia e propôs que Eve ensinasse arte às crianças. "Fiquei sensibilizada e comecei a ajudar o orfanato. Queria fazer mais", diz Eve. E ela fez. A farmacêutica teve a ideia de transformar a arte produzida pelas crianças em fonte de renda para elas. Assim, nasceu o projeto Arte que Salva.
 
Em forte parceria com a Operação Philippos, organização não governamental cristã, sem fins lucrativos, Eve passou a organizar viagens e recrutar voluntários para as missões. "A proposta é ir aonde há crianças em risco", afirma Eve. Vários artistas plásticos já abraçaram a causa e têm contribuído para melhorar a vida de crianças carentes. Fernando Vignoli, Carlos Bracher, Eymard Brandão, Gustavo Penna, Luiz Sternick e Noêmia Motta são alguns dos artistas que contribuíram com os desenhos.
 
Pedro Nicoli
Eve Picardi e Rosani Martins, coordenadoras do Arte que Salva, com um dos quadros da artista Silvana Lodi, produzido a partir da reprodução dos desenhos infantis: "A proposta é ir aonde há crianças em risco", diz Eve (foto: Pedro Nicoli)
 
   
A cada viagem, a motivação aumenta. "A realidade dessas crianças é muito triste. Conheci três meninas no sertão do Maranhão, que estavam sozinhas e cozinhando água suja com pedaços de abóbora", lembra emocionada. Na primeira viagem, realizada em 2010, cerca de 100 crianças que sofreram com o terremoto no Haiti foram alimentadas com o recurso do primeiro leilão. Rosani Martins, formada em ciências econômicas, também abraçou o projeto. Ela conta que a luta agora é fortalecer as missões. "Fazemos o diagnóstico e procuramos melhorar o que é mais urgente nesses lugares. Temos o objetivo de crescer, buscar mais recursos e profissionais", conta a voluntária. “Nós acreditamos que a iniciativa é pequena, quase insignificante frente à dimensão da miséria, mas, pela fé, cremos que a ideia se propagará e poderá tomar proporções significantes, principalmente, com a participação de mais pessoas” afirma Eve. Quem tiver interesse em participar pode fazer contato pelo e-mail contatoartequesalva@gmail.com. Estamos na torcida! 

Últimas notícias

Comentários