Hora de reprogramar as férias

A alta do dólar está levando o consumidor a mudar o destino para as férias de fim de ano. Encontro selecionou 10 opções para quem quer viajar sem se preocupar com o câmbio

por Marina Dias 07/10/2013 16:55

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Quem planejou tirar férias e viajar para o exterior no fim do ano pode ter passado por momentos de tensão nos últimos meses. O culpado foi o dólar, que, após um longo período de estabilidade em patamares inferiores a R$ 2, passou por fortes oscilações neste ano, provocadas pela economia norte-americana, e chegou a atingir, em agosto, a maior cotação desde 2008 (R$ 2,45). Para os turistas de plantão, especialmente os que pretendiam fazer viagens internacionais, a alta da moeda tem consequências diretas, como o aumento de preços de passagens, hospedagem e até das comprinhas que pretendiam fazer.

Luis Eduardo Vaz/Divulgação
(foto: Luis Eduardo Vaz/Divulgação)
 
Apesar do impacto direto, a intenção de viagem entre os mineiros não caiu. Segundo levantamento feito pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), entre as sete capitais pesquisadas, BH foi a que mais registrou aumento das intenções positivas de viagem em agosto em relação aos seis meses seguintes – de 30,4% para 37,9%.

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As explicações são várias. Segundo especialistas, há as pessoas que não desistem do destino que escolheram, pelo fato de esse aumento não pesar no orçamento ou porque a vontade de viajar supera o "prejuízo". "Apesar da alta do dólar, não percebemos alterações quanto à procura e interesse em viagens à Disney. É importante perceber que esse destino faz parte de um sonho de muitos adolescentes e de muitas famílias e que uma pequena alteração na moeda não teria um impacto assim tão grande no curso da sua expectativa", diz Renata Boechat, gerente de operações da Tia Eliane Turismo.

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Lenine Lamounier, diretor comercial da Master Turismo, completa que, principalmente para as classes A e B, a valorização das verdinhas não é um fator inibidor – mesmo porque viagens internacionais costumam exigir um planejamento maior, o que significa que os pacotes podem ter sido comprados no início do ano, antes da escalada da moeda. "Normalmente, não se organiza uma viagem internacional em cima da hora. Como as férias são pagas com antecedência, a alta não influencia tanto", diz.

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No entanto, um movimento percebido nas agências é a reprogramação, principalmente entre os casais ou famílias que pretendiam ir para destinos muito afastados, como Singapura, Istambul ou Dubai, diz Ana Maria Fulgêncio, presidente da Green Tours. Segundo ela, as passagens para esses lugares, que já são mais caras pela distância, têm um aumento considerável com a alta do dólar. Com esse cenário, tornaram-se mais atraentes opções na América do Sul (Argentina, Chile e, mais recentemente, Peru e Equador) e até América Central (Costa Rica e Guatelama). "Na América Latina, os preços também são em dólar, mas passagem e hospedagem são naturalmente mais baratas, então a alta não influi tanto", afirma Ana Maria.

Carlos Altman/D.A. Press
(foto: Carlos Altman/D.A. Press)
 
Outra estratégia dos turistas tem sido optar por viagens no Brasil. Antes da alta da moeda no segundo trimestre, viajar para o Caribe, por exemplo, poderia custar mais barato que alguns destinos brasileiros. "Com essa desvalorização do real, passou a valer a pena refazer os cálculos", afirma Lenine, para quem a bola da vez para a virada do ano é o Nordeste, foco das pessoas que planejavam ir para Indonésia, Caribe e outros destinos mais longínquos para curtir o sol e uma boa praia.

Alfredo Duraes/EM/D.A. Press
(foto: Alfredo Duraes/EM/D.A. Press)
 

O diretor comercial da Interpool Viagens, Paulo Testa, é ainda mais específico e diz que o destino mais concorrido entre os mineiros é a Bahia. "Estamos há 1h10 de Porto Seguro, 1h20 de Ilhéus. Então, são destinos práticos, fora as paisagens maravilhosas e a infraestrutura, que não deixa a desejar em relação a opções internacionais", afirma.

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Mas pesquisar, como sempre, é a palavra de ordem. Tanto sobre moedas estrangeiras quanto sobre pacotes. Segundo o professor de economia Gustavo Scoralick, da faculdade IBS/FGV, o dólar se estabilizou e deve oscilar pouco em relação ao real até o fim do ano. Além disso, agências têm feito promoções para evitar a possível desistência de turistas, como ampliar as opções de pagamento, oferecer um número maior de parcelas e não exigir entrada.

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Para ajudar na escolha de quem está pensando em viajar ou reprogramar as férias, Encontro pesquisou destinos nacionais e internacionais cujos preços não foram afetados pela recente alta do dólar. Boa viagem!

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