Teste do delivery

Pela segunda vez, Encontro avaliou a entrega em domicílio de 39 estabelecimentos de alimentação de BH para verificar como os pedidos de diferentes tipos de cozinha chegam aos seus destinos. O serviço melhorou em relação ao primeiro teste, mas ainda há problemas que merecem a atenção dos estabelecimentos

por Marina Dias 05/11/2013 12:46

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Ficar em casa vendo um filme ou curtir um dia de preguiça tem o seu lugar. Nessas horas, pedir uma comida que chegue tão boa quanto a dos restaurantes que você frequenta— e, principalmente, que não exija o trabalho do preparo - é uma mão na roda.
 
Boa notícia é que, fora a pizza (um clássico do delivery), diferentes cozinhas têm investido na entrega em domicílio, que está cada vez mais diversificada. Segundo pesquisa do ano passado da GS&MD – Gouvêa de Souza, consultoria empresarial especializada em varejo, marketing e canais de distribuição, apesar de 91% dos brasileiros pedirem a redonda em casa, ela tem dividido espaço com sanduíches, comida chinesa, brasileira, japonesa, árabe, saladas, entre outras. Os sanduíches, por exemplo, passaram de 26% para 44% das escolhas, e a comida chinesa, de 22% para 34%.
 
"Nós estamos vivendo a era do e-com shopping. As pessoas estão comprando cada vez mais de dentro de suas casas, principalmente devido à importância da conveniência nas nossas vidas", diz Fernando Marchesini, coordenador do curso de Gestão de Negócios em Comércio e Vendas da FGV/IBS. "Você opta e paga pela conveniência. Em um delivery, existe a taxa de entrega, mas a pessoa está em casa, solicita a comida e ela chega pronta. É a questão da facilidade. Até padarias têm delivery hoje", diz.
 
Em BH, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), dos 12 mil pontos de venda, 2 mil oferecem o serviço de delivery, ou seja, mais de 16%. Há dois anos, o percentual era de 5%. "É um mercado em crescimento, principalmente por fatores conjunturais que favorecem o pedido em casa. Fora a falta de tempo, há o trânsito, que está cada vez mais difícil nas grandes cidades, a dificuldade de estacionamento e a questão da segurança", explica Lucas Pêgo, diretor de comunicação da Abrasel-MG.
 
  
 
Crescimento e variedade, porém, não são, necessariamente, sinônimos de qualidade. Reclamações como pedidos errados, atrasos na entrega e falta de nota fiscal eram comuns há dois anos, quando Encontro fez o primeiro teste do delivery. Por isso, decidimos empreender novo desafio (ver tabelas) e constatamos: ainda há problemas. A nota fiscal só é entregue quando o cliente exige (e olhe lá! Um estabelecimento chegou a pedir que o cliente fosse buscá-la no local), ainda há pedidos entregues com atraso, e atendentes mal preparados. Casos de erro no pedido ou pratos fora da temperatura adequada, por outro lado, foram menos comuns, o que sugere melhoria no setor.
 
Como lembra Lucas Pêgo, o serviço de delivery ainda tem muito potencial de desenvolvimento, afinal, começou a ganhar peso no país no início da década de 1990. "Esse serviço não existe há tanto tempo. Nem existia profissão de motofrete, que foi criada, justamente, devido ao aumento do número de entregas, não só no setor de alimentação, mas também de medicamentos e outros", diz.

Aliás, a atividade vem passando por discussões, desde o reconhecimento do motofrete como profissão, em 2009, o que acarretou mudanças de legislação e, consequentemente, de conduta. Um exemplo é que passou a ser proibido remunerar os motociclistas por produtividade ou oferecer qualquer incentivo que os faça correr nas entregas – o que significou, na prática, o fim das promoções do tipo "seu pedido no tempo prometido ou você não paga". Além disso, novos equipamentos de segurança passaram a ser exigidos dos entregadores. Isso tudo impacta nos custos e, claro, na velocidade da entrega.
 
 
 
De acordo com Rogério dos Santos Lara, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais, outra questão a ser considerada na qualidade do serviço é a alta rotatividade de entregadores nos restaurantes. "Muitos estabelecimentos ainda estão irregulares, pagando seus motociclistas por entrega. Devido às condições, o rodízio de trabalhadores é grande. Quem paga mais por um profissional mais experiente atrai esse motociclista", explica.

Alguns investimentos, no entanto, têm sido feitos no sentido de tornar o serviço mais cômodo e rápido, como o sistema de pedidos online, que pode existir tanto pelos sites dos próprios restaurantes quanto por portais de delivery que reúnem diferentes estabelecimentos.
 
"Além de facilitar a vida do cliente em termos de conhecimento dos preços e do cardápio, quando o site de pedido já é integrado ao sistema do restaurante, o cliente é quem lança o pedido, dando baixa até no estoque do local, o que torna tudo mais rápido", afirma Lucas. Deu fome? Veja nossa avaliação, escolha seu preferido e bon appétit!

Colaboraram: Ana Cláudia Esteves, João Paulo Martins, João Pombo Barile, Pabline Felix, Sergiovanne Amaral, Simone Dutra e Tamara Fontes
 
 
Pizzarias:
 
 
Chinês / Japonês: 
 
 
Sanduíches: 
 
 
Cozinha variada: 
 
 

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