Um olho no bicho, outro no prato

Para não deixar o seu animal de estimação sofrer com doenças inesperadas, a melhor dica é investir em uma boa alimentação. Saiba qual é a melhor ração para o seu pet e quais alimentos são terminantemente proibidos

por Daniela Costa 06/11/2013 14:04

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Thiago Mamede
O cão Bill teve pancreatite: "Ele sempre gostou de pão, macarrão, queijo, mas foi isso que o levou a adoecer", conta a advogada Bruna Santos de Sousa Carmo (foto: Thiago Mamede)
 
 
Como resistir àquele famoso olhar de piedade lançado pelos bichinhos de estimação quando querem ganhar algum alimento contraindicado? Os preferidos são pedaços de ossos e, é claro, o tradicional pãozinho de sal. Mas será que ceder à chantagem emocional faz bem à saúde dos animais? A resposta, segundo os especialistas, é negativa. Afinal, é a qualidade do alimento consumido que garantirá o bem-estar e a longevidade dos bichinhos. "Por isso, a relação entre qualidade e quantidade é tão importante. Alimentos desbalanceados podem provocar inúmeras doenças, entre elas, obesidade ou baixa nutricional", explica Leonardo Bôscoli Lara, professor do Departamento de Zootecnia da Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
 
Entre comida caseira e petiscos, o melhor alimento para os pets é mesmo uma boa ração. "Além de proteína, carboidratos, lipídeos, fibras, vitaminas e sais minerais, uma boa ração deve conter prebióticos para manter o equilíbrio intestinal, antioxidantes, ômega 3 e zinco para crescimento, brilho e maciez dos pelos, além do hexametafosfato de sódio, que ajuda na prevenção do tártaro", destaca Joyce Azevedo, veterinária especializada em nutrição animal. As rações do tipo premium são completas e dispensam suplementação mineral ou vitamínica.
 
Samuel Gê
As chinchilas Jurema e Joaquim apresentaram queda de pelo por falta de fibra na alimentação: "Foi só comerem frutas, verduras e legumes que os sintomas desapareceram", diz a estudante Silvia de Castro (foto: Samuel Gê)
 
 
Por sua vez, a ingestão de comidas temperadas, condimentos e embutidos sobrecarrega o pâncreas, responsável pela digestão de gorduras e açúcares, podendo levar o animal à morte. "Por isso, nenhum tempero deve ser incluído na alimentação dos pets, a exemplo da cebola e do alho, que têm uma substância tóxica  que destrói as células vermelhas e impede o transporte de oxigênio pela corrente sanguínea", orienta o veterinário Alexandre Junqueira, da Clínica Veterinária Gutierrez. Processo pelo qual Bill, lhasa apso de 10 anos, passou no início do ano. "Ele sempre gostou de pão, macarrão e queijo. Mas foi isso que o levou a ficar internado por 15 dias devido a uma pancreatite. Sofremos muito e quase o perdemos", recorda a advogada Bruna Santos de Sousa Carmo, de 27 anos.
 
Raças com tendência à obesidade, como beagle, labrador, golden retriever e bulldog, requerem atenção especial e devem aliar dieta à atividade física. Estipular horários para a alimentação é outro fator importante. O hábito evita que o animal perca o interesse pela comida. Os bifinhos e petiscos devem servir apenas como agrado ou premiação, jamais serem dados de forma indiscriminada. E os tentadores doces e chocolates devem ser proibidos. "Nos cães, esse tipo de alimento pode levar à obesidade e ao diabetes. Nos gatos, que têm mais dificuldade para digerir carboidratos, pode provocar vômito, diarreia, tremores e convulsões", explica Alexandre Junqueira.
 
 

Em se tratando de animais exóticos, a alimentação deve ser semelhante à que ele come na natureza. Caso não seja possível, a melhor opção são as rações próprias para cada espécie. "Cada animal tem características e necessidades diferentes que devem ser seguidas à risca, para que sua saúde não seja comprometida", explica a veterinária Marcela Ortiz, especialista em animais exóticos.

Há poucos meses, o casal de chinchilas Jurema e Joaquim, de 9 meses de idade, começou a apresentar alguns sintomas estranhos, entre eles, queda de pelo, alteração nas fezes e ingestão de pelo – um do outro. O motivo? Simples: falta de fibras na alimentação. "Foi só acrescentar frutas, verduras e legumes à dieta que os sintomas desapareceram", conta a estudante Silvia de Castro Martins, de 26 anos. "Por isso é tão importante consultar um profissional antes de definir qual alimento dar ao seu animal de estimação, seja ele exótico ou não", diz Marcela.

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