Eles já deslancharam

BH quer se tornar a capital das startups. O que não falta são exemplos de empresas inovadoras que deram certo por aqui

por Alysson Lisboa 06/11/2013 14:53

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Samuel Gê
O ambiente da Samba Tech mais parece uma casa de festas: "Atmosfera divertida se converte em ideias inovadoras", diz o diretor Gustavo Caetano (foto: Samuel Gê)

Eleita a capital nacional dos bares, Belo Horizonte quer agora outro título: o de capital das startups. Vocação, infraestrutura, incentivo e milhares de jovens com muita vontade de empreender não faltam por aqui. Uma das características desse tipo de empresa é ter em seu DNA um rápido crescimento e capacidade de inovação. Tanto que um dos casos de sucesso no Brasil é da empresa mineira Studio Sol, que começou como startup e hoje serve de inspiração para milhares de novos empreeendedores. Studio Sol pode até parecer um nome desconhecido, mas com certeza muitos já ouviram falar de alguma das três marcas hoje gerenciadas pela empresa – Letras.mus.br, Cifras Club e Palco MP3. Juntas, elas têm 43 milhões de visitantes únicos, um recorde na internet brasileira.

A história da Studio Sol começa em 1996, quando Gabriel Fernandes, mineiro de São Lourenço, criou a Cifras Club. Quatro anos depois, Samuel Vignoli, de 32 anos, publicitário e fã do site, convenceu Gabriel a vir para BH e ampliar o negócio, dando início ao Letras.mus.br, o site de música mais acessado do Brasil. A Studio Sol trabalha basicamente em duas áreas de atuação: planejamento de produtos e programação. Os designers traduzem as ideias em layouts durante o processo de criação e o produto vai sendo refinado até ser lançado.


As startups têm como característica o rápido crescimento. A Rock Content, 100% mineira, é outro exemplo disso. A empresa, que começou a atuar em março desenvolvendo soluções em marketing de conteúdo, já desponta no cenário das startups. Os sócios Vitor Peçanha, de 31 anos, Diego Gomes, de 29 anos, e Edmar Ferreira, de 26 anos,  começaram a transformar o sonho em realidade no bairro São Pedro. Peçanha lembra que a padaria do bairro se transformou em ponto de encontro de empreendedores e a interação foi inevitável. Em um desses encontros, alguém brincou com o nome San Pedro Valley, em alusão a Silicon Valley, o Vale do Silício, nos Estados Unidos. E o nome pegou, já que várias startups surgiram no bairro.
 
O avanço das startups na capital mineira levou, inclusive, à criação de um site onde todas são mapeadas, o Sanpedrovalley.org. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Startups e diretor da Samba Tech, Gustavo Caetano, de 30 anos, só em Belo Horizonte existem 110 empresas em atuação nas diversas fases do projeto.

Pedro Nicoli
Samuel Vignoli e Gabriel Fernandes, da Studio Sol: o site de música é hoje o mais acessado do Brasil (foto: Pedro Nicoli)

Antiga startup, hoje uma empresa de sucesso, a Samba Tech ultrapassou as fronteiras de Minas. Gustavo Caetano, fundador da empresa, saiu de Araguari em 2004 para estudar na Escola Superior de Propaganda e Marketing, no Rio de Janeiro. Em 2008, começou sua aventura empreendedora vendendo joguinhos para celular em uma época em que empreendedorismo digital era um termo desconhecido de empresários e investidores. A Samba Tech hoje trabalha com uma plataforma de gestão de vídeos na internet, uma espécie de YouTube para empresas, e já tem clientes como SBT, O Boticário, TIM, entre outros. Segundo Pedro Filizzola, gerente de marketing da Samba Tech, o grande volume de startups em Belo Horizonte é justificável: "Os empreendedores aqui têm uma forte cultura do compartilhamento e da troca de experiências", diz.

Geraldo Goulart
Edmar Ferreira e Vitor Peçanha, da Rock Content: em apenas sete meses eles já despontam no cenário das startups (foto: Geraldo Goulart)
 

Para reter talentos, a Samba Tech orgulha-se de trabalhar em um ambiente que se parece muito com uma casa de festas. "Sinuca, jogos online e um ambiente divertido se convertem em lucratividade e ideias inovadoras", explica Gustavo Caetano. O empresário dá algumas dicas para quem pretende começar no mundo das startups. "Tire a ideia do papel, crie um protótipo e contrate gente de fora se for necessário. Os investidores estão muito descrentes de ideias. Não adianta falar se você não mostrar o que está em desenvolvimento", completa.


Várias outras empresas começam a despontar no cenário da capital mineira – a Beved, que gerencia aulas online e presenciais; a Cucco, aplicativo para agendamento online; e Hotmart, comércio eletrônico para conteúdos digitais. Algumas, inclusive, já estão colhendo frutos, como a Tracksale, dos sócios Tomás Duarte, Tatiana Salles e Luiz Fernando Carvalho. Eles trabalham analisando a satisfação de clientes do varejo no pós-venda. 

Outro destaque é a Sympla, plataforma para divulgação e venda de eventos que começou as operações no ano passado. Hoje a Sympla tem sete colaboradores em BH e prevê contratação de mais cinco. Um dos sócios trabalha de São Paulo e outro dos Estados Unidos. A equipe de desenvolvimento é de Honduras e o departamento mobile está instalado na Argentina.

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