Copacabana mineira e BR-040

11/12/2013 14:29

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Minas tem lá suas tradições. E, entre elas, ter em Copacabana sua praia de segunda residência, herança dos séculos de capital federal. Especialmente, por seus governadores.

Cesário Alvim, que governou Minas, foi prefeito do Rio, onde fixou residência. Augusto de Lima, deputado federal por 24 anos, viveu quase 30 anos e morreu na Gávea. Capanema deixou o governo e foi para o Rio ser ministro, deputado e, mesmo quando senador, residia no Rio, na Almirante Tamandaré, Flamengo. Ovídio de Abreu, outro que passou pelo Palácio da Liberdade, fixou-se em Ipanema.

Milton Campos só foi para Copacabana quando deputado, assim como JK, na avenida Nossa Senhora de Copacabana com Sá Ferreira, imóvel que manteve como governador e presidente. Depois, foi para Ipanema e, finalmente, Copacabana.
Bias Fortes, na Atlântica, no Posto Seis, sucedido por Magalhães Pinto, no Arpoador, e depois na avenida Atlântica, onde já estava, no mesmo edifício, seu adversário na eleição de 1960, Tancredo Neves. O vice deste, Hélio Garcia, era da Atlântica e, em seguida, mudou-se para a Vieira Souto, em Ipanema.

Depois de Israel Pinheiro, que nunca teve residência fixa no Rio, dos três indicados pela Revolução, só um, Rondon Pacheco, tinha imóvel e mora até hoje em Copacabana. Aureliano e Francelino sempre tiveram residência em BH.

Tancredo, como já referido, desde os anos 1950, deputado e ministro, em Copacabana. Aécio estudou no Rio, onde o pai mantinha residência. Foi aluno no Santo Agostinho e na Cândido Mendes de Ipanema, onde hoje tem apartamento.

A ligação mineira com o Rio é tanta que justificaria até uma fusão. Os intelectuais sempre marcaram presença no Rio, desde o quarteto do Encontro Marcado – Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos – a Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade, Ziraldo (que se diz carioca de Caratinga), Antonio Olinto e centenas de outros. Além dos políticos Milton Reis, Sebastião Paes de Almeida, Bilac Pinto, Oscar Correa e José Aparecido. 

Todos perto do mar, mas com a vida e o coração em Minas. Raros os casos da mudança definitiva, como Afonso Arinos Sobrinho, que, sem condições eleitorais em 1958 de renovar o mandato, foi para o Rio pelas mãos de Carlos Lacerda para nunca mais voltar. Em 1964, foi por dias formar no secretariado de Magalhães Pinto, na Revolução, mas já senador pelo Rio e depois para tomar posse na Academia Mineira, onde não voltou, assim como seu filho, que nunca mais voltou ao solar da rua da Bahia.

No meio empresarial, o sistema financeiro também trouxe nomes de peso. Entre eles: Ricardo Fernandez (de Montes Claros), Antonio José Carneiro (Ponte Nova), Guido Almeida Magalhães (São João del-Rei), os irmãos Calcado (Paracatu), Theophilo de Azeredo Santos (Serro), José Sílvio Magalhães (Ponte Nova), os irmãos Magalhães Pinto, Paulo Guedes (ambos de BH) e Luiz Antônio Gonçalves, entre tantos outros. 

Na outra mão, empresários foram do Rio para Minas. De Niterói, José Costa, fundador do Diário do Comércio, Ruben Vasconcellos, do imobiliário, que retornou ao Rio, Ricardo Freitas, da engenharia.

Enfim, mais uma justificativa, indignada, para que a BR-040 passe a ser uma estrada mais segura e melhor cuidada pelo governo federal.

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