Aécio Neves

Eleito em 2013 presidente nacional do PSDB e único mineiro entre os 10 mais influentes congressistas do Brasil, ele se consolidou como a grande liderança de oposição. Será candidato à Presidência. Para orgulho dos mineiros

por Tereza Rodrigues 06/01/2014 15:53

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.


Cláudio Cunha
Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo PSDB: "Esse crescimento de 1,5%, 2%, é pífio. Mais de 60% das famílias brasileiras estão endividadas. As coisas não vão bem" (foto: Cláudio Cunha)
Para quem marcou sua chegada ao Senado, em 2011, com um discurso no qual criticou fortemente o PT e buscou seu lugar de líder de uma nova forma de oposição ao governo, o ano de 2013 foi o de consolidação do trabalho proposto por Aécio Neves. Eleito presidente nacional do PSDB em maio, com 97% dos votos dos integrantes do partido – e único parlamentar mineiro na lista dos dez mais influentes do Congresso em 2012, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), divulgada em novembro passado –, ele tem, desde então, as funções de liderar as ações da sigla, administrar divergências internas e articular alianças nacionais e regionais.

E tem respondido muito bem. Por isso, será o candidato natural do partido à Presidência da República, mesmo que prefira repetir que "há um sentimento majoritário levando a isso, mas as definições só serão certas em 2014". Ele diz que, hoje, sua preocupação maior é dar nova cara ao PSDB, em que há um anseio por renovação: "Meu grande desafio é apresentar uma nova agenda. Estou estimulado a cumprir esse papel", diz. 

O que não é um trabalho fácil, convenhamos. Mas, em toda sua andança pelo país desde julho – quando passou a viajar mais com o intuito de organizar a legenda e visitou 20 estados em quatro meses –, seu posicionamento tem se mostrado maduro. Aécio sabe o que está falando quando enumera os principais problemas que acabaram gerando a fragilidade econômica que o Brasil vive hoje. "Nosso país precisa de um novo ciclo, de gestão responsável, transparente, de solidariedade com os municípios e com os estados. Além de uma política externa que permita a reinserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção. Somos hoje a sétima economia do mundo e só o 25º exportador. Tem uma coisa errada nisso", diz.

De fato, ele se destacou por verbalizar de forma clara os números que levam o Brasil a crescer menos da metade que a média dos vizinhos sul-americanos nos últimos três anos: "Esse crescimento de 1,5%, 2%, é pífio. Mais de 60% das famílias brasileiras estão endividadas". Para ele, os protestos de junho foram o grande marco de 2013, uma sinalização para os políticos: "Todo mundo teve de reconhecer que as coisas não vão bem". Em outubro, o senador apresentou projeto de lei que torna o programa de distribuição de renda definitivo, qualquer que seja o presidente da República. "O Bolsa Família está enraizado na paisagem econômica e social do Brasil", afirma.

O ano foi especial também na vida pessoal de Aécio. O casamento com Letícia Weber, com quem já tinha um relacionamento de cinco anos, e a vitória do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro deram novo estímulo. Em resumo, ele está pronto – e cheio de gás – para 2014.
 
Perfil:
 
Aécio Neves da Cunha
Nascido em Belo Horizonte (MG)
53 anos, casado, uma filha
Graduado em economia pela PUC Minas
Senador e presidente nacional do PSDB 

Últimas notícias

Comentários