Patrícia Motta

Principal estilista mineira com trabalho em couro, ela estreou em 2013 no São Paulo Fashion Week e foi das mais ovacionadas. Nos negócios, inaugurou showroom em Paris, de onde quer expandir a marca para o mundo

por Marina Dias 06/01/2014 16:32

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.


Rogério Sol
Patrícia Motta apresentou novidades e agradou: "Quero mais espaço no Brasil e no exterior" (foto: Rogério Sol)
Persistência é a palavra de ordem na vida de Patrícia Motta. Desde que colocou na cabeça que trabalharia com moda – mal sabe dizer quando, pois nunca pensou em fazer outra coisa –, não olhou para trás. Nem o fato de ter perdido o pai cedo, aos 17 anos, desmotivou-a, e seu primeiro ateliê foi na própria casa, em Contagem, local que depois virou confecção, quando a família se mudou para BH, após a morte do pai. "Minha mãe gostou", diz. "Ela foi criada por um tio alfaiate, cujos filhos são todos ligados ao ramo. É gosto de família."

O fato de ser desconhecida não a intimidou. Pelo contrário: ao abrir o negócio, em 1994,  quis batizar a marca com seu nome. A paixão pelo couro, 95% de suas coleções, já era visível desde o início. Mas, diferentemente dos dias de hoje, naquela época o material era raro nas coleções, exceção feita ao inverno, quando se viam alguns poucos produtos. "Era uma luta vender vestidos. As pessoas só enxergavam couro em jaquetas", diz ela.

Depois de 19 anos na estrada, a marca Patrícia Motta transformou-se em grife. Em agosto, foi convidada para participar, pela primeira vez, do São Paulo Fashion Week (SPFW), maior evento de moda do Brasil, desfilando no mesmo dia de Pedro Lourenço, Ronaldo Fraga, Colcci e Glória Coelho, entre outros nomes consagrados nas passarelas. Sucesso de público e crítica, Patrícia Motta voltou esfuziante. "Quem me conhece, sabe, eu não desisto nunca dos meus sonhos", diz ela, com a fé evangélica que lhe acompanha. "Não acredito em sorte, nem em momento certo. Acredito nas escolhas que fazemos." 

Na ocasião do convite, a estilista já estava com tudo preparado para desfilar no Minas Trend. Poderia simplesmente transferir o desfile. Mas ela resolveu participar dos dois eventos, quase simultâneos. Para isso, teve de criar nova mostra, específica para São Paulo, a apenas dois meses do evento. "Eu não precisava fazer outro desfile, mas preferi assim", afirma ela, que apresentou novidades como a pele de carneiro, shape de moletom e tricô com tiras de couro.

Depois de participar do SPFW, Patrícia resolveu incrementar seus projetos de expansão no Brasil e no exterior. Atualmente, a grife é vendida em 35 multimarcas no país, tem duas lojas em BH, um showroom em São Paulo e, desde o final de 2012, um em Paris. "Quero ocupar mais espaço aqui dentro e lá fora", diz ela, que já exporta para França e Rússia, sempre tendo no couro o protagonista de sua marca. "Não gosto de nada descartável", afirma. "Nem marido, nem amigos, nem as  roupas. Crio peças de  couro para que sejam eternas no closet da mulher. Crio para quem dá valor para as coisas eternas."
 
Perfil: 
 
Patrícia Motta
Nascida em Belo Horizonte (MG)
43 anos, casada, dois filhos
Estilista e diretora da marca de roupas e acessórios Patricia Motta 

Últimas notícias

Comentários