Marcelo Mendez

Depois de ganhar títulos regionais, nacionais e internacionais nos quatro anos à frente do Cruzeiro, o técnico levou o clube ao posto de primeiro time brasileiro da história a ser campeão mundial de vôlei

por Marina Dias 07/01/2014 13:51

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Denis Medeiros
O técnico Marcelo Mendez detesta perder: "Com os anos, aprendi a aceitar. Mas, gostar, não gosto" (foto: Denis Medeiros)
Pense em rivalidade no esporte, mas esqueça a histórica rixa entre Brasil e Argentina por uns instantes. Um dos maiores confrontos deste ano ficou por conta de Brasil e Rússia, e as redes, que vez ou outra balançaram, estavam em uma quadra de vôlei. Quem se deu melhor no embate? O Brasil. Pela primeira vez, representado pelo Cruzeiro, o país faturou, em outubro de 2013, o Mundial de Clubes, vencendo os russos do Lokomotiv Novosibirsk por 3 sets a 0. O responsável pela conquista? Um argentino chamado Marcelo Mendez. 

Técnico do Cruzeiro desde 2009, Mendez não só liderou o clube até o título inédito, como também chegou às finais em todas as edições de campeonatos que disputou, vencendo todos ao menos uma vez. Além do Mundial, levou o ouro no Mineiro (três vezes), na Superliga (campeão em 2012, foi vice em 2013 e em 2011), no Sul-Americano e no Torneio Internacional de Irvine, nos Estados Unidos (duas vezes), entre outras competições. Ninguém imaginava que a dobradinha Brasil-Argentina daria tão certo, mas parece que o sol de Mendez brilha mais em terras verde-amarelas. 

Depois de treinar times argentinos, italianos, espanhóis e até a seleção da Espanha, ele foi, em 2009, convidado a montar o primeiro time do Montes Claros. A experiência de mais de 30 anos no esporte – começou a jogar aos 16 como central, no River Plate – tornou o desafio mais fácil, e Mendez fez do Montes Claros campeão mineiro já no primeiro ano em que comandou o time. Ao comentar o desempenho, deixa escapar um pouco da "marra" argentina. "Detesto perder. Com os anos, aprendi a aceitar, mas, gostar, não gosto. Faço o possível para ganhar. Dentro da lei, é claro", diz.  

Antes de transformar a equipe em potência internacional, o técnico teve de encarar o grupo. "Os jogadores eram muito bons, mas tinha de  haver uma mudança de mentalidade", afirma, com carregado sotaque. "Faltava vontade de ganhar." Algumas intervenções na postura do time e o perfil de gestor ajudaram na mudança. "Jogadores devem ter metas claras: saber quais funções cumprem, qual o objetivo geral e como se comportar em quadra e fora dela", diz. Quando chegou ao Cruzeiro, por exemplo, Marcelo observou que nas viagens eram sempre os juvenis que carregavam todas as malas da equipe. "Acabei com essa panelinha", diz. "Passamos a fazer rodízio e todos têm de cumprir a tarefa."
 
O título inédito serviu para superar o vice na Superliga 2012/2013 e o vice no Mundial do ano passado. Para 2014, os objetivos de Mendez não são nada modestos: "Vamos ganhar a Superliga e o próximo Mundial".
 
Antes que os argentinos se assanhem, um esclarecimento: ele está se referindo ao Mundial de Vôlei, claro.
 
Perfil:
 
Marcelo Rodolfo Mendez
Nascido em Buenos Aires (Argentina) 
49 anos, casado, três filhos
Graduado em educação física (Argentina)
Técnico da equipe profissional de vôlei do Cruzeiro 
 
 

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