Ano novo, palco novo!

Pelo menos mais sete opções vão integrar o cardápio artístico de Belo Horizonte em 2014, com reforma e lançamento de espaços para exposições, música e artes cênicas. Teatros Marília e Francisco Nunes estão na lista, mas com datas remarcadas

por Rafael Campos - Revista do Correio 09/01/2014 13:47

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Divulgação
(foto: Divulgação)

Quem costuma dizer que uma das principais capitais do país oferece pouco quando o assunto é cultura pode ir se preparando para baixar um pouco o tom das reclamações em 2014. É que sete espaços devem ser abertos ao público até o fim do próximo ano, de acordo com a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (FMC). Além de novidades como um moderno espaço multiuso no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro, e o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi, no Alípio de Melo, região Noroeste, lugares bem conhecidos da população serão reformados. É o caso dos teatros Marília, no bairro Santa Efigênia, e Francisco Nunes, também no Parque Municipal, que devem ser reabertos já no começo do próximo ano.  

Segundo a FMC, a previsão era de que o Marília voltasse a funcionar em janeiro apenas para a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, mas um problema com o antigo ar-condicionado adiou o plano. Imprevistos também impediram a reabertura definitiva do Teatro Francisco Nunes, programada para o mesmo período. Durante as obras, engenheiros foram surpreendidos por uma manilha sob o piso da plateia e do palco com várias perfurações e solicitaram à Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) a retirada. Caso não haja outras surpresas desagradáveis, Chico Nunes e Marília devem estar liberados para reestreia em abril e também estarão de portas abertas para receber os espetáculos do Festival Internacional de Teatro (FIT-BH), que acontece em maio. Leônidas Oliveira, presidente da FMC, encara com tranquilidade o atraso. "Serão mais três meses de obras, porém, ao final, serão dois teatros de ponta", afirma. 

Enquanto isso, outros projetos são tocados na FMC a todo vapor. Segundo Leônidas, os investimentos em recuperação de alguns espaços na capital acontecem em boa hora, já que a procura tem aumentado. O público que frequentou os equipamentos culturais da fundação em 2013 foi equivalente aos de 2011 e 2012 somados. "Cerca de 1,4 milhão participaram dos nossos eventos", revela.

Apesar de várias surpresas estarem guardadas para 2014, 2013 foi ano especial para os belo-horizontinos. O Cine Theatro Brasil, localizado na praça Sete, fechado há 15 anos, foi enfim, reinaugurado. Na reabertura, os painéis Guerra e Paz, de Candido Portinari, emocionaram mais de 80 mil pessoas. Na praça da Liberdade, o Centro Cultural Banco do Brasil abriu suas portas em agosto e recebeu mais de 100 mil pessoas em três meses. Cristiana Kumaira, gerente executiva do Circuito Praça da Liberdade, acredita que a cidade está vivendo a sua melhor fase na área cultural. "Estamos aproximando os artistas dos moradores da capital", afirma. Que essas transformações se consolidem como um bom espetáculo que não sai de cartaz.

Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)
Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)
Geraldo Goulart
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Leo Araujo
(foto: Leo Araujo)
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