Vizinho da estação

09/01/2014 15:06

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Samuel Gê
(foto: Samuel Gê)

Já pensou em ter como quintal a praça da Estação? Isso é privilégio para poucos, ou melhor, para apenas uma família: a de Eurico do Carmo Batista, de 69 anos, que trabalhou como segurança na extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA). "Quando os vagões do trem, carregados de petróleo, descarrilavam e derrubavam o combustível na região, eu era convocado para ir ao local e isolar a área. Além disso, era minha função acionar as autoridades militares e o Corpo de Bombeiros", lembra Batista. Para ficar mais próximo da estação, o segurança foi convidado pela Rede Ferroviária para habitar a casa localizada no número 10 da praça Rui Barbosa. Segundo Batista, a edificação é muito antiga e pode ter sido construída na década de 1930. "Antes de aceitar a oferta de morar aqui, fiz uma grande reforma na casa. Quando entrei nela pela primeira vez, há 28 anos, fiquei horrorizado, porque tinha lama até na janela, pois o ribeirão Arrudas enchia e inundava tudo", diz. Segundo a diretoria de Patrimônio Cultural, a casa, em estilo eclético, foi tombada em 1998 no âmbito do Conjunto Urbano Praça Rui Barbosa e Adjacências.

Geraldo Goulart
(foto: Geraldo Goulart)

Vai pegar?

Para incentivar o belo-horizontino a deixar o automóvel em casa e andar mais de bicicleta, a BHTrans vem implantando ciclovias pela cidade. Além disso, até o fim do ano que vem, pretende instalar 30 estações de compartilhamento de bikes. Serão 300 bicicletas disponíveis para serem alugadas. Os valores máximos de cobrança já estão definidos: R$ 3 pelo uso diário, R$ 9 para mensal e R$ 60 para anual. Mas, para o especialista em trânsito, transportes e assuntos urbanos José Aparecido Ribeiro, o projeto deve ser visto com uma certa cautela: "No início será moda, porém, dificilmente vai dar certo, porque o modelo foi copiado de Bogotá, na Colômbia, cidade que tem temperatura média de 17 graus, topografia plana e cultura coletiva, e não individualista, como é aqui em BH".

Geraldo Goulart
(foto: Geraldo Goulart)

Prédio fantasma

O Sion é conhecido pelos grandes e belos arranha-céus. Bairro nobre da capital mineira, tem um dos metros quadrados mais caros da cidade. É lá que se encontra o edifício Samambaia construído há mais de 15 anos e que hoje se destaca na paisagem pelo aspecto de prédio fantasma. Localizado na rua Patagônia, 590, possui oito andares e foi edificado para ser residencial. "A maioria dos apartamentos foi comprada e ocupada", afirma o porteiro Milton Andrade Chaves, que há 22 anos trabalha no prédio ao lado. Depois de um deslizamento de terra há cerca de cinco anos, que atingiu os dois pilotis de garagem e o primeiro andar, os moradores deixaram suas residências às pressas. Com isso, o prédio ficou abandonado, foi invadido e depenado. De acordo com a prefeitura, o imóvel não apresentou irregularidades durante a última vistoria fiscal feita no fim do ano passado.

Divulgação
(foto: Divulgação)

Polo do conhecimento

Os bairros Cidade Nova e Horto estão prestes a se transformar na Cidade da Ciência e do Conhecimento. O arquiteto Jaime Lerner projetou um ousado e moderno edifício interligando as diversas instituições de ensino, pesquisa e tecnologia existentes na região. O formato mais parece a Via Láctea, com rampas em espirais que levarão o frequentador ao centro, que terá um palco envolto por espelho d’água. Ao redor, instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Jardim Botânico, o Museu de História Natural, entre outras.

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