Que venham los hermanos

CTs do Atlético e Cruzeiro, além de hotel em Sete Lagoas, estão sendo preparados para receber as seleções da Argentina, Chile e Uruguai. Se depender de conforto e padrão de qualidade, elas vão se dar bem

por Renan Damasceno e Marina Santos 19/02/2014 14:45

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Centros de treinamento modernos e proximidade das outras cidades-sede da Copa do Mundo – a cerca de uma hora de voo de São Paulo, Rio, Salvador e Brasília, por exemplo –, além de conforto e tranquilidade, foram alguns dos atrativos de Minas Gerais para chamar a atenção de três tradicionais seleções sul-americanas, que escolheram o estado para se preparar para o Mundial: a bicampeã Argentina optou pela Cidade do Galo, centro de treinamento do Atlético, em Vespasiano; o Chile vai ficar na Toca da Raposa II, do Cruzeiro, em Belo Horizonte; e o algoz do Brasil na Copa do Mundo de 1950, o Uruguai, resolveu se isolar no JN Resort, na BR-040, em Sete Lagoas. 

Embora o período de permanência nos locais seja curto, já que os times devem chegar a menos de uma semana para o Mundial, o processo de escolha dos "QGs" das seleções é minucioso, por se tratar da reta final de preparação para o campeonato mais importante do planeta. Os argentinos, por exemplo, visitaram hotéis no Rio e em Porto Alegre, mas se encantaram com a Cidade do Galo, que, aliás, nem estava na lista inicial da Fifa. "O posicionamento do Atlético era firme: de não baixar a cabeça para tudo que estavam exigindo. Mas nós estabelecemos uma boa relação com os argentinos na Libertadores e, diante da tradição e do respeito que tem a Argentina, aceitamos recebê-los", conta o vice-presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno.

Samuel Gê
(foto: Samuel Gê)

O primeiro contato foi feito por Julio Ricardo Grondona, presidente do Arsenal de Sarandi e filho do presidente da Associação de Futebol da Argentina, Julio Grondona. Ele conheceu a diretoria do Atlético depois da confusão envolvendo jogadores de Galo e Arsenal no fim da partida válida pela primeira fase da Libertadores do ano passado. Em seguida, Carlos Bilardo (campeão do mundo em 1986) e o atual técnico, Alejandro Sabella, visitaram o CT. Sabella explicou que o processo de escolha priorizou a qualidade dos quartos, restaurantes, redução de deslocamentos e a privacidade para driblar o assédio ao quatro vezes escolhido melhor do mundo, Lionel Messi. "Sabemos que Messi será muito procurado, vamos permitir que ele fale com todos, mas ele terá de trabalhar muito e descansar", explicou Sabella, em sua passagem por BH, no fim de janeiro.

Conforto e modernidade também foram fundamentais para a escolha dos chilenos, que conheceram a Toca da Raposa II no ano passado, em passagem por Belo Horizonte para amistoso contra o Brasil. "Na época, eles pediram a Toca emprestada e acabaram gostando muito da localização, das condições de trabalho, e fecharam conosco. Você faz tudo aqui, não tem de sair para nada, só para jogar. Fica em um local isolado, ganha tempo e tranquilidade", explica o gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa. No mesmo período, a seleção chilena sub-20 treinará na Toca da Raposa I, que atualmente é usada pela base.


Valdir explica que será feita a troca total dos móveis dos apartamentos. Os vestiários também serão reformados, custeada pelo convênio que o clube possui com a Brahma, e será feita a mudança da espécie da grama dos campos, que tem de ser igual à do Mineirão. O CT será entregue à Fifa com 21 dias de antecedência. No período de paralisação do Brasileiro e Libertadores para a realização do Mundial, os jogadores farão uma intertemporada nos Estados Unidos ou França.

Já os uruguaios ficaram encantados com "o clima de fazenda" do JN Resort, diz a gerente-geral, Luciene Pires. O resort é um paraíso de 600 mil m2, com 71 apartamentos, três lagos, bangalôs, bosques, academia e sossego de sobra, e também esteve na lista de desejo da Itália, Coreia do Sul, Bósnia e Espanha, a atual campeã mundial. A diária em um quarto de luxo ou nos bangalôs custa R$ 380. A delegação uruguaia, composta de 55 pessoas, chega em 9 de junho e vai ocupar 47 quartos. Os treinos serão na Arena do Jacaré, que fica a 17 km de distância.


O hotel vai investir cerca de R$ 200 mil para atender os uruguaios. A lista de exigências chama a atenção: além de pedir exclusividade no hotel,  troca do ar condicionado, academia mais ampla e aparelhada, a delegação exigiu até mesmo a construção de churrasqueira para assar a tradicional parrilla. "É uma tradição deles. O chef de cozinha vem com a delegação, mas nós fomos ao Uruguai, no fim do ano, para contratar alguns garçons especializados para atendê-los da melhor forma", explica Luciene.

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