Ritmo lento

Produtores apontam a Copa do Mundo e as eleições, além da alta do dólar, como fatores responsáveis pela dificuldade de trazer grandes atrações a BH em 2014

por João Pombo Barile 21/02/2014 16:44

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Hugh Laurie em BH: o astro do seriado House vai mostrar, no palco do Chevrolet Hall, que também entende de música (foto: Divulgação)

Nem mesmo o maior dos pessimistas pode negar: nos últimos anos, a capital mineira entrou definitivamente na agenda dos grandes shows internacionais. Os belo-horizontinos já se acostumaram a ver grandes nomes se apresentando por aqui e 2013 foi um dos melhores e mais animados. Ninguém precisou sair da cidade, por exemplo, para assistir ao vivo a nomes como Bob Dylan, Paul McCartney, Black Sabbath, Elton John, Morrissey, Red Hot Chili Peppers ou Beyoncé. Mas e em 2014? Com o dólar em alta e alguns economistas prevendo que a moeda possa chegar aos R$ 2,80, será que conseguiremos repetir o sucesso dos anos anteriores? “Neste ano, seguramente, vai ficar apertado para a realização de eventos”, afirma o empresário Aluizer Malab. O dólar alto atrapalha? Malab diz que sim: “Uma possível variação do dólar poderá mesmo atrapalhar muito. Mas sou otimista e acho que teremos bons shows em BH neste ano”, diz o empresário, que garante que eventos importantes, organizados por ele na cidade, como os festivais Eletronika e Saci, o Saint Patrick Day, a Oktober Fest e o Sundance Festival, serão realizados em 2014 também.  

Além da moeda do Tio Sam em alta, outro ponto negativo apontado por alguns produtores será mesmo a Copa do Mundo. O Mundial começa em 12 de junho, com a partida Brasil x Croácia, em São Paulo. Em Belo Horizonte, a Copa estreia no dia 14, com o jogo Colômbia x Grécia. O Mineirão receberá ainda quatro partidas na primeira fase, uma das oitavas de final e uma das semifinais.

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O líder do Guns n%u2019Roses, Axl Rose: banda norte-americana se apresenta em BH em março (foto: Divulgação)

As exigências da Fifa, que administrará o Mineirão e o entorno do estádio por quase dois meses, têm irritado alguns artistas, produtores e agentes culturais, que consideram exageradas as restrições impostas pela federação. Eles alegam que muitos espaços de entretenimento não situados na Pampulha terão sua agenda prejudicada em função da Copa do Mundo. Para Malab, o Mundial de futebol será forte empecilho para a realização de grandes espetáculos: “A Copa vai roubar a cena durante cerca de três meses. E, além disso, não se esqueça de que também teremos eleição neste ano”, explica o produtor. 

O show da banda norte-americana Guns n’Roses é o destaque deste início de ano. O grupo apresenta-se, no dia 22 de março, na Esplanada do Mineirão, durante a quinta edição do Planeta Brasil. O festival terá outras 14 atrações, entre elas, o cantor paulista Criolo. Esta é a sexta vez que a banda se apresenta no Brasil. A primeira foi em 1991, durante o Rock in Rio. Em março de 2010, o Guns fez sua estreia em BH, no Mineirinho. Além da trupe comandada pelo maluco-beleza Axl Rose, outra atração internacional é o músico e ator britânico Hugh Laurie, no Chevrolet Hall, dia 21 de março, que deve atrair os fãs do eterno protagonista da série de TV House. Para o público mais pop, a apresentação da cantora norte-americana Demi Lovato, dia 1º de maio, pode ser boa opção. 

Quem gosta de ópera pode aguardar a montagem de Rigoletto, de Verdi, cuja estreia está prevista para outubro, no Palácio das Artes. E a cantora Carla Bruni, ex-primeira-dama da França, também deve se apresentar no Palácio das Artes, mas a data do show ainda não foi fechada. O ano ainda terá a 12ª edição do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro Palco & Rua), em maio; o Horizonte Blues Festival, em agosto; e a segunda Virada Cultural, em setembro. O jeito, então, é esperar por novas atrações.


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