Criatividade sem limites

A artista Eliz Machado usa chapa de ferro e argila para criar esculturas de mesa e figuras humanas

21/02/2014 16:52

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Dênis Medeiros
Da arquitetura para as artes plásticas: Eliz Machado mescla formas nas peças de ferro e argila (foto: Dênis Medeiros)

Nada menos do que duas exposições e a criação de outra estão nos planos da escultora e arquiteta Eliz Machado. Tudo para este ano. Chapas de ferro e argila são sua matéria-prima, e tudo pode surgir daí, às vezes nem a própria artista sabe. "Antes de criar em ferro, faço um croqui. Já com a argila, não faço rascunho nenhum, vai nascendo à medida que vou esculpindo. A peça flui durante o processo. Eu gosto dessa liberdade", diz. Parafraseando Eliz, para ela o verdadeiro artista não pode ter limites. 

De família tradicional de Passos, no interior de Minas Gerais, a artista nasceu em Dourados, em Mato Grosso do Sul, e cresceu em Belém, no Pará, mas se estabeleceu e constituiu família em Belo Horizonte. Tendo a arquitetura como sua formação, ela trabalhou a maior parte da vida na criação de estandes para feiras de negócios em todo o país. Após anos de dedicação, em 2002, decidiu fincar raízes na capital mineira e se dedicar às artes plásticas. 

Uma de suas grandes influências é a escultora Belkiss Diniz, com quem passou cerca de um ano aprendendo técnicas de fundição. Por quase uma década, Eliz utilizou um galpão de 360 m² no bairro Olhos d’Água, região do Barreiro, para construir as primeiras obras, que foram trabalhadas em chapa de ferro para decoração em parede. Com esculturas de mesa, como Santuário dos Felinos, a artista foi premiada com a medalha de ouro na categoria Escultura na Expoarte das Américas, no Rio de Janeiro, concedida pelo Consulado da República Argentina, em 2012. 

Agora, também se dedica a peças feitas com argila, e por isso a artista transferiu seu ateliê para um casarão no bairro Nova Granada, região Oeste de BH. "Aqui eu consigo dividir o ambiente, ter oficina, espaço de exposição e dar cursos. Será um espaço de arte, para fazer um happy hour com os artistas. Quero movimentar o cenário!", conta. Peças de duas exposições que pretende lançar este ano já estão no local. A primeira foi batizada de BásicaMente Eliz, na qual a artista volta para a influência de linhas geométricas da arquitetura e monta as obras com encaixes de peças de formas básicas. "Trabalhei nela por dois anos", revela. 
 
Dênis Medeiros
Escultura Santuário dos Felinos: vencedora da medalha de ouro na categoria Escultura na Expoarte das Américas, no Rio de Janeiro, em 2012 (foto: Dênis Medeiros)
 
 
Outra exposição engatilhada é Presenças, que já está 70% confeccionada. São 20 esculturas em chapa de aço de carbono oxidado, a menor delas tem 2,30 m. De acordo com Eliz, as peças bidimensionais ganharam esse nome porque, "literalmente, elas são a maior presença do ambiente". Mais esculturas, desta vez em argila, também estão por vir. No meio do novo ateliê, já está Esperança, escultura em argila do corpo de uma mulher, que deverá chegar a 2 m de altura. 

As peças grandes e cheias de movimento refletem a personalidade da artista, que não para um minuto e promete agitar o cenário da capital. Agora é aguardar.

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