Os economistas

26/02/2014 14:57

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O Brasil dispõe de um bom número de economistas altamente qualificados, muitos com cursos de pós-graduação e mestrado nos grandes centros acadêmicos da Europa e EUA, mas poucos com a visão de Estado das figuras que marcaram o século XX. Destes, apenas o admirável Delfim Netto está vivo e em atividade, iluminando governantes e orientando os que buscam, com seus artigos e palestras, respeito e admiração. É o último dos economistas estadistas.

No século XX, tivemos referências importantes e influentes na formação do pensamento nacional. Eugenio Gudin e Roberto Campos, certamente, os nomes maiores, mas também expoentes como Octavio Gouvêa de Bulhões, Mário Henrique Simonsen, Paulo Paiva, Paulo Haddad, Celso Furtado e Caio Prado Junior – os dois últimos influenciados pelo marxismo e seus equívocos.
 
 
 
Também se foi o tempo dos grandes banqueiros por vocação e intuição, dos quais o remanescente é Aloísio Faria, do Banco Alfa, que tudo aprendeu com seu notável pai, Clemente Faria, fundador do Banco da Lavoura. Mas nossa força no sistema financeiro foi construída por homens especiais, como Magalhães Pinto (Banco Nacional), Walter Moreira Salles (Unibanco), Gastão Vidigal (Banco Mercantil de São Paulo), Vicente Araújo (Mercantil do Brasil), José Maria Whitaker (Banco Comind), Clemente Mariani (Banco da Bahia) e o admirável Amador Aguiar (Bradesco). Todos emprestaram seu talento e respeitabilidade a altos cargos da administração pública. Nessa relação, temos políticos eleitos para o parlamento e para o governo estadual, ministros de Estado, embaixadores e até secretários municipais, como o caso de Amador Aguiar, que ajudou Adhemar de Barros a colocar em ordem as finanças da Prefeitura de São Paulo nos anos 1950, ainda muito jovem. 

Na liderança empresarial, já fomos melhor servidos em termos de visão política e sensibilidade para identificar e enfrentar as forças que ameaçam, permanentemente, a livre empresa, o liberalismo econômico, a valorização do empreendedor. Os bancos com Theophilo de Azeredo Santos, a indústria com Mário Amato e Jorge Bhering de Mattos, o comércio com Rui Gomes de Almeida e Rui Barreto, Antonio Carlos Osório, Alberto Byngthon Junior no Conclap. A  Associação Comercial de São Paulo teve em sua presidência homens que assumiram posições na política, sempre na defesa do capitalismo progressista, como Brasílio Machado Neto, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos. Minas teve a contribuição brava de Fábio de Araújo Mota, à frente da Fiemg. E, na agricultura, os gigantes Evaristo de Paula e Jonas Barcelos.

Esse pode ser o ponto mais vulnerável de nossa economia, uma vez que parte de seus problemas tem origem na falta de clima para empreender, investir, inovar e produzir. Não fosse o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo muita gente não saberia que o brasileiro trabalha mais de três meses por ano para pagar impostos, quando não mais. E o empresário colocando seu patrimônio em permanente risco, inclusive pela legislação trabalhista, que inibe o emprego e pune o empregador. 
Na vanguarda da defesa do liberalismo, Antenor Barros Leal fez deste ano o “Ano Eugenio Gudin”, para lembrar o grande liberal. 

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