Uma das joias do centro

26/02/2014 16:21

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Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)

A correria diária de quem frequenta o centro de BH, às vezes, impede de notar as belezas que existem por lá. Uma delas é o prédio da rua Caetés, 603, esquina com rua São Paulo. De estilo eclético e tombado nos anos 1990, a edificação imponente foi erguida em 1925 para ser a sede do antigo Banco do Comércio. Hoje, o prédio, que abriga o Sesc Centro Cultural JK, passa por grande reforma – claro, sem modificar os aspectos históricos que o ligam ao passado, como fachadas, esquadrias, pisos, molduras de teto e luminárias, entre outros. De acordo com o Sesc, o sexto e último pavimento, que sofreu uma mudança arquitetônica ao longo dos anos, será reformulado para valorizar a grande cúpula central na fachada principal. As obras devem levar dois anos, por isso, transferências foram necessárias, como os usuários da Biblioteca Central, que foram direcionados para o Acervo Artístico Literário do Sesc Palladium, na avenida Augusto de Lima, 420.

Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)

Volta, Barão!

Cerca de mil alunos que estudam na Escola Estadual Barão de Macaúbas, no bairro Floresta, região Leste de Belo Horizonte, não veem a hora de voltar à instituição. Por isso, estão na torcida para que o Conselho de Patrimônio Cultural de BH acerte os ponteiros com o Departamento Estadual de Obras Públicas (Deop-MG). As obras foram paralisadas em agosto do ano passado, depois que o conselho municipal detectou alguns problemas na altura do anexo II, estrutura que fica ao lado do prédio tombado, erguido na década de 1920. A Secretaria de Estado de Educação informou que os engenheiros do Deop-MG apresentarão uma solução para o imbróglio este mês. Caso seja aprovada, o prazo para conclusão das obras da edificação será de um ano, enquanto o prédio principal e o anexo I serão entregues em dezembro. Com a reforma, os estudantes tiveram de ser transferidos para a Escola Estadual Pedro Américo, em Santa Tereza.

Rogério sol
(foto: Rogério sol)

Confusão geral

Tem uma coisa que está deixando o belo-horizontino de cabeça quente. E não é a temperatura que está nas alturas, mas o trânsito. Mesmo em janeiro, quando o movimento nas principais ruas e avenidas da capital é um pouco mais tranquilo, os motoristas sofreram para entender os desvios e mudanças de circulação devido ao Move, sistema rápido de ônibus, que está sendo implantado na cidade. Segundo a BHTrans, cerca de 50 mudanças acontecerão na região central. Uma das alterações aconteceu no cruzamento das avenidas Alfredo Balena e Francisco Sales, no Santa Efigênia, onde conversões foram proibidas. Essas, entre outras mudanças, podem até surtir efeito num futuro, mas a principal queixa de motoristas continua sendo a falta de informação. "Só ficamos sabendo da mudança quando chegamos para trabalhar", afirma Vinicius Silva Pereira, de 29 anos, motorista que trabalha em um ponto de táxi na região hospitalar.

Rogério Sol
(foto: Rogério Sol)

Próxima batalha: a reforma

Depois de conquistar a concessão do casarão da rua Manaus, 348, no Santa Efigênia, os integrantes do Espaço Comum Luiz Estrela iniciaram 2014 buscando recursos para obras emergenciais. O espaço, tombado pelo patrimônio municipal, possui dois pavimentos com sérios problemas estruturais, fato que já provocou a interdição de parte do prédio. De grande valor histórico, o imóvel vem atraindo a atenção de especialistas de todo o país. Ele foi erguido no início do século XX e abrigou, entre outros órgãos, um hospital de neuropsiquiatria infantil. O nome é uma homenagem a Luiz Otávio da Silva, mais conhecido como Luiz Estrela, morador de rua, morto no ano passado no centro de Belo Horizonte. Luiz era participante ativo nas mobilizações artísticas e culturais da cidade. O edifício pertence à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e até dezembro do ano passado estava cedido à Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma). A ideia é transformá-lo em um espaço multicultural para BH.

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