Valores consolidados

Artista plástica mineira transforma sentimentos em esculturas que tocam o observador e humanizam o ambiente

por Fernanda Nazaré 31/03/2014 16:43

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Rogério Sol
A escultora Maíra Martins explora os valores familiares para criar suas peças: vocação para lidar com mais emoções (foto: Rogério Sol)
A fascinação pelas cores, pincéis e telas em branco começou cedo. Aos 9 anos, uma mineirinha de Três Pontas, no Sul do estado, já produzia seus quadros. Mais tarde, Maíra Martins, hoje com 50, formou-se em letras, mas seu verdadeiro chamado foi a arte. Começou trabalhando com telas figurativas, depois passou para as abstratas. Apesar de ter ganhado o Troféu Tancredo Neves em 2002 – Pintura Noite das Personalidades, exposto telas em faculdades e participado de leilões em Brasília e em São Paulo, há cerca de dez anos, com a mesma vontade de trabalhar com os pincéis na infância, Maíra começou a sentir necessidade de colocar a mão na massa e trabalhar com esculturas. 

O caminho do abstracionismo, que seguiu durante anos na pintura, foi deixado de lado na criação de esculturas, privilegiando formas suaves e expressões humanas. Ela começou a produzir bustos, depois fez formas femininas e em seguida evoluiu para a construção de imagens de casais interagindo. "Observo tudo do cotidiano que possa me inspirar: a interação das pessoas, um casal junto ou o movimento de uma bailarina", conta Maíra.

Rogério Sol
As esculturas A Família, Encontro e Sedução: figuras humanas com formatos geométricos (foto: Rogério Sol)
Há cerca de um ano, a artista começou a mesclar figuras humanas com formatos geométricos em suas peças. A primeira série foi Envolvimento, esculturas com um personagem só, e depois Encontro, com dois personagens. Na próxima, que está em processo de estudo, Maíra pretende colocar uma terceira pessoa. Uma de suas inspirações para esta nova fase é a obra do escultor brasileiro Bruno Giorgi (1905-1993), que harmonizava linhas curvas e formas angulares. Os trabalhos mais conhecidos de Giorgi são Os Candangos e Meteoro, instalados em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. 
As esculturas de Maíra são finalizadas em bronze ou em mármore com resina. As peças que ganham cor, como vermelho, preto e amarelo, são feitas com resina de cristal e tinta de carro. Segundo ela, a tinta automotiva tem mais brilho e valoriza a obra no ambiente em que está inserida. 

De acordo com a artista, quem busca suas criações são pessoas que procuram uma arte acolhedora, que traga paz ao ambiente. "Comecei a materializar, no meu trabalho, alguns dos meus principais valores, inspirada na relação com a minha família", explica. Pelos títulos dos trabalhos - O Abraço, A Família, Encontro -, percebe-se a vocação da artista em dar forma às emoções, com a ponta do pincel na tela ou com os dedos na argila. 

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