Só em sonho

Para ampliar vendas e reconsolidar marca, Alfa Romeo prepara sete lançamentos, mas a prioridade são os mercados norte-americano e europeu. Alfistas brasileiros terão de exercitar a paciência e esperar

24/04/2014 13:00

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O 4C, o mais recente lançamento Alfa Romeo: aposta na reintrodução da marca milanesa no mercado norte-americano (foto: Divulgação)
Se há uma marca que deixou saudades e um espaço vazio no sonho de quem é apaixonado por carros no Brasil é a Alfa Romeo. Ela já esteve aqui algumas vezes e, por uma série de razões, que vão desde questões cambiais a erros estratégicos, os projetos nunca vingaram. Para quem não se lembra, quando houve a abertura da economia e das importações de automóveis, na década de 1990, a Alfa Romeo foi a primeira a trazer um carro importado para o Brasil. Era o sedã 165, que chegou custando muito caro (próximo a US$ 200 mil) e logo caiu de preço diante das políticas cambiais que vieram a seguir.

Quando Sergio Marcchione, CEO do grupo Fiat Chrysler, acertou a compra da Chrysler, em 2009, ele anunciou que revigorar a marca milanesa era um de seus objetivos no planejamento estratégico do grupo, visando não apenas ao seu crescimento no mercado europeu, mas também – e principalmente – na América do Norte, onde, até agora, todas as tentativas de vender os carros produzidos em Milão não deram certo.

Parece que chegou a hora de Marcchione colocar em prática seus planos. Da Alemanha vem a notícia de que o grupo Fiat Chrysler lançará sete novos modelos Alfa Romeo, com os quais pretende fazer o volume de vendas da marca se multiplicar por cinco, conforme publicou a revista alemã AutoBild, em março. A empresa tem planos de lançar um conversível Spider até 2016, seguido por versões sedã e wagon (perua) dos modelos Giulia e Alfetta em 2017 e 2018, respectivamente.

O Giulia sedã é rival direto do BMW Série 3 e o Alfetta sedã é rival do BMW Série 5. A sequência de lançamentos inclui, ainda, dois crossovers no estilo SUV (utilitário-esportivo), uma versão compacta e outra maior, que deverão chegar ao mercado em 2017 e 2018, respectivamente. A Alfa está desenvolvendo uma nova arquitetura de tração traseira e de tração integral (4x4) para seus novos modelos, que na comunicação interna da fábrica recebeu o codinome de Giorgio, como lembrou a publicação Automotive News Europe, em dezembro.

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Ao lado do 4c e do Giulietta, o MiTo completa a atual e limitada oferta de carros da marca: empresa se prepara para lançar sete novos modelos nos próximos três anos (foto: Divulgação)
Os hatchbacks MiTo e Giulietta, que têm tração dianteira, permanecerão sem alterações. O relançamento da marca, que completa agora 104 anos, em paralelo com os luxuosos Maserati, faz parte do plano de voltar à lucratividade do grupo na Europa até 2016. A Fiat informou que a produção tanto dos Alfas como dos Maseratis continuará concentrada na Itália.

Sem mencionar prazos, a Fiat revelou que a meta é aumentar as vendas da Alfa para pelo menos 500 mil veículos por ano. Em 2013, o resultado foi de 100 mil unidades. O fabricante italiano não comentou as informações divulgadas pela publicação alemã, mas uma coletiva de imprensa está marcada para 6 de maio, quando deverão ser revelados um novo plano industrial, os investimentos e os novos modelos que o grupo pretende lançar nos próximos três anos.

A Fiat comprou a Alfa em 1986, mas nunca conseguiu revigorar a marca, apesar de repetidas tentativas. O ambicioso plano de elevar vendas para meio milhão de unidades em 2014 foi gradualmente adiado, em parte porque o mercado europeu de automóveis está, há seis anos, em forte queda. Pesou também o fato de a marca estar com fraca reputação em qualidade e só oferecer três modelos. O mais recente lançamento, o Alfa Romeo 4C, foi, no entanto, bem recebido.

A possibilidade de os carros Alfa Romeo voltarem para o Brasil é remota, uma vez que isso dependeria de um estudo detalhado para a reintrodução no país, incluindo o formato da rede de distribuição. A Fiat não quer errar outra vez.

A prioridade é consolidar a marca na Europa e depois nos Estados Unidos. Só a partir de então o grupo pensará em outros mercados, informou a assessoria de imprensa da Fiat Automóveis.

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