Hatch crucial

A Nissan inaugurou fábrica no Rio de Janeiro com a produção do compacto New March, apostando no bom desempenho do segmento dos hatchbacks no país

por Fábio Doyle 25/06/2014 13:59

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O hatchback compacto New March da Nissan inaugurou a fábrica da empresa no Brasil: meta é ser a líder entre as japonesas no país (foto: Divulgação)
Para estar entre os primeiros do ranking dos que mais vendem automóveis no Brasil, é preciso investir no segmento dos compactos. Por ter tradição e produtos como Uno e Palio nessa faixa de mercado, a Fiat é a atual líder em vendas. Foi graças ao Gol, o mais vendido, que a Volkswagen foi por muitos anos a primeira no ranking. E não é por outra razão que, para inaugurar seu novo e impressionante complexo industrial em Resende, no Rio de Janeiro, com capacidade para 200 mil unidades por ano, a japonesa Nissan dá o chute inicial na linha de produção com o compacto hatch March. O próximo será o Versa, um sedã médio que chega como produto nacional no segundo semestre. O plano é atingir 5% de participação no mercado brasileiro em 2016 e ser a líder entre as marcas japonesas aqui presentes com produção local, anunciou François Dossa, presidente da Nissan do Brasil.

Se antes, ao se falar de carros compactos, o que vinha à mente eram veículos pequenos, simples e baratos, hoje a oferta e procura por esse tipo de automóvel estão mais complexas e atingem não apenas os consumidores que, com limitações orçamentárias, compram seu primeiro carro, mas também aqueles com maior poder aquisitivo, que buscam meios de locomoção ágeis, práticos para o dia a dia no trânsito urbano das grandes cidades, mas não abrem mão de sofisticações nos campos do conforto, da segurança e do design.

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O up!, da Volkswagen, com motor de três cilindros e várias opções de conforto e segurança, é uma amostra da evolução dos hatchbacks compactos (foto: Divulgação)
Ao apresentar a estratégia para o March fabricado no Rio de Janeiro, Tiago Castro, gerente de marketing e produto da Nissan do Brasil, lembrou que no Brasil os hatches compactos representam 45% das vendas de automóveis no país. Nessa fatia da pizza, estão nada menos que 25 modelos em busca de compradores e que podem ser subdivididos em três categorias.

A primeira é a de entrada, com carros mais baratos e menos equipados, cujo principal comprador são os frotistas – locadoras e empresas que necessitam de carros pequenos e baratos para suas atividades –, seguido pelos que compram seu primeiro automóvel. Segundo Castro, essa categoria representa 23% das vendas dos hatches pequenos. Desse universo, segundo análise da Nissan, fazem parte sete modelos: os Fiat Mille e Palio Fire, os Volkswagen up! e Gol G4, o Chevrolet Celta, o Ford Ka e o Renault Clio.

A segunda é a categoria que Castro chama de mainstream. Representa 70% das vendas do segmento dos hatches pequenos e é composta por dez modelos que são mais bem supridos em equipamentos, motorização e itens de conforto em relação aos de entrada. São eles os Fiat Novo Uno e Novo Palio, os Volkswagen Fox e New Gol, os Chevrolet Onix e Agile, o Fiesta Rocam, o Renault Sandero, o Toyota Etios e o Hyundai HB20, além do Nissan New March, que agora chega ao mercado como produto nacional.

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No alto da pirâmide do segmento de compactos: o Fiat 500 comprova que há espaço para carros pequenos com estilo e sofisticação (foto: Divulgação)
Por último, com 7% de participação no segmento dos hatches compactos, estão os mais sofisticados e caros da categoria que Castro chama de "outros". Dela fazem parte sete modelos: os Fiat Punto e Cinquecento (ou 500), o Volkswagen Polo, o Chevrolet Sonic, o Ford New Fiesta, o Citroën C3 e o Peugeot 208.

A importância do segmento de compactos no mercado automobilístico é indiscutível. Os dados de emplacamentos da Fenabrave, a associação dos revendedores do setor, mostram, porém, que nos últimos dez anos, enquanto o crescimento nas vendas de carros de passeios e comerciais leves foi de 171,54%, o de hatches compactos foi de 83,56%. Ou seja, o crescimento do mercado como um todo foi bem maior.  Em 2003, a participação dos hatches compactos, com 12 modelos em oferta, representava 62% do mercado, enquanto em 2013, com 25 modelos, essa participação foi de 42,3%. Logo, segundo os números divulgados pela Fenabrave, a importância dos hatches compactos perdeu força nos últimos dez anos. Os hatches compactos ainda lideram a indústria automobilística no Brasil, mas já não são o segmento que mais cresce. Os sedãs médios, segmento a que pertence  o Versa, próximo do Nissan a ser aqui fabricado, assumiram esse papel.

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