Ela tece fios. E esperança

Raquell Guimarães emprega presidiários na confecção de sofisticadas peças de crochê e tricô de sua grife, vendidas em Paris, Tóquio e Nova York. Por seu engajamento social, além da exclusividade do seu trabalho, vem se tornando uma das mais badaladas estilistas brasileiras

por Marina Dias 21/07/2014 13:59

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Leo Araujo
Raquell Guimarães com as roupas de tricô e crochê da grife: "Cada trabalho feito de forma manual é único e carrega as dores e as alegrias de quem o produziu" (foto: Leo Araujo)
O túnel escuro do metrô vai ficando para trás à medida que os vagões saem do subterrâneo. A luz começa a preencher a paisagem, dando a ver os prédios e as vias lotadas de carros, indo e vindo, no caos do trânsito paulistano. Alguns minutos de trajeto depois, é possível avistar, à direita, os blocos de concreto levemente amarelados da Casa de Detenção São Paulo, mais conhecida como Carandiru. Para alguns passageiros, essa era uma imagem qualquer, um dia normal na rotina de ir e voltar do trabalho pelo meio mais rápido – e às vezes, mais apertado – que é o metrô. Não para Raquell Guimarães. Aos 18 anos, mineirinha de Juiz de Fora, ela não viu mais nada em seu caminho para uma entrevista de emprego, como aeromoça, além da imponente construção. Não conseguia deixar de imaginar que universo era aquele e como viviam aquelas pessoas – penduradas nas grades, literalmente, vendo o trem passar.

Humberto Micoline
O presidiário Luiz Paulo Pacheco, monitor da Doisélles, com Raquell Guimarães: "Na primeira vez que chegou, com agulhas enormes, achei que ela estivesse ficando doida", diz ele (foto: Humberto Micoline)
Tamanho foi o impacto do presídio no imaginário da jovem que ela resolveu conhecer o local por dentro. Insistiu com um amigo jornalista para ajudá-la e, finalmente, conseguiu. Entrou, visitou, conversou com os presos. "Quando vemos o presídio do lado de fora, parece uma jaula. Eles não são colocados como seres humanos. Assim que entrei, vi que eram pessoas com famílias, histórias. Isso ficou marcado em mim", conta ela, 15 anos depois do episódio, mas com o mesmo sentimento de fascinação que a fez adentrar o presídio em 1999 – e com o qual ela se reencontraria anos depois, já formada em moda, ao se deparar com dificuldades de encontrar mão de obra para a sua recém-criada grife de tricô e crochê, a Doisélles. Fundada em Juiz de Fora, a marca é vendida em 35 multimarcas no Brasil e exterior – 80% da produção é exportada –, por meio de três showrooms internacionais: Paris, Tóquio e Nova York. Detalhe: toda a produção é feita manualmente por presidiários, pacientemente ensinados por Raquell, hoje com 33 anos.

A força e a determinação da estilista foram decisivas para ela galgar degraus no competitivo mercado da moda, ganhando projeção inclusive internacional, embora essas caracaterísticas não sejam evidentes em sua aparência física. Magrinha, baixa, cabelos longos, tem a pele alva e os olhos grandes. De voz suave, parece ter sido aquele tipo de criança que passava todo o tempo brincando de boneca na sua cidade natal. E foi. Mas, desde pequena, não se contentava com o óbvio e queria, ela mesma, criar as roupas para suas "modelos". Logo, logo, isso foi possível, pois aprendeu a tricotar aos 5 anos, antes mesmo de saber escrever. Sem conseguir decifrar as receitas do tricô - para as quais é preciso, ao menos, conseguir ler os números -, precisava da ajuda da avó ou da mãe, já mestres na arte das agulhas e com quem adquiriu o gosto pela trama.

Humberto Nicoline
Célio Tavares começou na Doisélles enquanto cumpria pena e hoje, após ter saído do presídio, continua como funcionário: "A sociedade passou a nos olhar de maneira diferente. Enquanto existir a marca, estou com ela" (foto: Humberto Nicoline)
De tanto tricotar, crochetar e se interessar pelas formas e estilo, a vida a levou à faculdade de moda. Mas não sem antes passar por experiências na faculdade de letras - Raquell diz que, se pudesse, seria leitora profissional -, que não concluiu, e por um período de três anos como comissária de bordo. "Além do olhar para a moda e da paixão pelas palavras, ela queria muito viajar. Aí surgiu a oportunidade de ser comissária, que foi muito boa para ela; abriu muito sua cabeça, deu-lhe uma visão maior do mundo", conta a mãe, Teresinha.

A criatividade nata, o ofício que aprendeu na família, a visão global adquirida nas viagens e a noção de mercado que obteve na faculdade fizeram com que seu talento para a moda começasse a despontar profissionalmente. Durante estágio de produção de moda com o maquiador e fotógrafo Fernando Torquatto, em 2003, participou de uma sessão de fotos com a apresentadora Xuxa. E não é que Xuxa escolheu para vestir, entre muitas opções disponíveis no acervo montado pela mineira, justamente a única peça produzida pela própria Raquell. Quando soube que o crochê era da estagiária, a apresentadora cantou a pedra: "E você está aqui trabalhando na produção? Tem que ter sua própria marca!"

Coincidência? Talvez. Raquell gosta de buscá-las pelo mundo. A principal delas, aliás, está em sua própria identidade: "Meu nome, Raquell, é bíblico e quer dizer ovelha em hebraico. É curioso pensar que a história de Raquell, a pastora de ovelhas, aparece na Bíblia no capítulo 1, versículo 29. Eu nasci justamente em 29 do mês 1", diz ela, com um sorriso de quem sabe que está intrigando.

Samuel Gê
O ex-funcionário Sandro Heleno conseguiu uma licença da penitenciária para visitar o estande da marca no Minas Trend: "Comecei pensando que tricô era coisa de mulher, mas isso mudou rápido" (foto: Samuel Gê)
Coincidência ou não, os sinais de que deveria seguir o caminho da moda continuaram surgindo. O principal deles foi após ter criado 12 peças de crochê e tricô sob encomenda para uma importadora de tecidos, durante uma feira de fim de ano da faculdade, em sua terra natal. Durante as férias seguintes à feira, viajou para a Europa e reconheceu, no centro de Amsterdã (Holanda), um de seus modelos em uma mulher que passava à sua frente. Ao abordá-la, descobriu que a turista era brasileira e tinha comprado a peça em uma loja no Rio de Janeiro.  "Quais as chances? Eu, em outro continente, ver alguém com uma das 12 peças que eu tinha feito? Apesar de eu não ter o menor tino como empreendedora, vi que era o momento de abrir um negócio", lembra Raquell.

Em razão dos dois "eles" de seu nome, batizou a marca de "Doisélles" e foi à luta. Fez uma primeira coleção, ainda sem rumo, e foi atrás da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) com uma mala cheia de amostras de seu trabalho. De cara, os diretores que avaliaram a coleção viram seu potencial. "Raquell é uma explosão de criatividade", conta a consultora de moda e mercado Geni Ribeiro, que recebeu a mineira naquele dia. "Quando se fala em crochê, lembramos de coisas feitas pela vovó. Mas as peças da Raquell mostravam modelagem contemporânea e matérias-primas interessantíssimas; é um trabalho autoral", diz Geni.
A mineira concorda que um diferencial da marca é sua pegada internacional, apesar do DNA mineiro.  Raquell acredita que a característica regional do produto não pode ser exagerada, um "mineiro barroco folclórico", pois corre o risco de se tornar caricato. "O produto que faz sucesso mundialmente tem o DNA da aldeia dele, mas qualidade, conceito e design internacional", explica.

Humberto Nicoline
Raquell na porta da penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires (JF), onde entra quase diariamente para trabalhar com os presos: dos 300 que já passaram pelo projeto, nenhum reincidiu no crime (foto: Humberto Nicoline)
A contemporaneidade da Doisélles está fundada, entre outros motivos, no fato de Raquell ter desenvolvido uma maneira própria de fazer tricô e crochê. Ela usa agulhas maiores, mais largas, para um ponto mais moderno, e até criou um fio manual próprio (passando fios industriais por uma máquina de fazer cadarço de tênis) para desenvolver peças com cartela de cores mais atuais, para além do que é fornecido em armarinhos. Dessa maneira, consegue dar uma cara fashion à trama.

O perfil internacional da Doisélles fez com que a Abit a convidasse para participar da feira Who’s Next, em Paris, que aconteceria três meses depois de sua visita à associação. Na feira, Raquell recebeu pedidos que somavam cerca de 600 peças, a serem entregues em um prazo de dois meses. Considerando que se gasta de três a quatro dias para confeccionar uma peça, seu desafio era enorme, pois ainda não tinha mão de obra para tal escala – fora algumas senhoras aposentadas, que já estavam em outro ritmo de vida. Foi nesse momento, quando pensava que já tinha passado da hora de organizar a produção e de treinar um grupo, que pensou em seu trajeto de metrô emoldurado pelas fachadas dos pavilhões do Carandiru. "Lembrei-me daquela experiência que tinha ficado carimbada. Foi quando resolvi treinar presidiárias", conta a estilista.

Paulo Márcio
A estilista Valéria Lemos, da loja Essenciale, de BH, foi a primeira cliente: "A marca é para quem sabe que o que é feito à mão está cada vez mais raro" (foto: Paulo Márcio)
Raquell já sabia da possibilidade de empregar presos, pois conhecia a Lei de Execução Penal, que dispõe sobre o assunto. Mas pensou primeiro em mulheres – afinal, quem imaginaria homens, encarcerados, fazendo tricô e crochê? A ideia foi bem aceita pela diretora geral da penitenciária de segurança máxima Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, Ândrea Valéria Pinto. No entanto, ela não aprovou que o trabalho fosse feito por mulheres, que, segundo ela, são mais dispersas no cárcere, sendo que a atividade manual exige concentração. A proposta, assim, foi que Raquell treinasse homens. Mesmo sendo um ofício mais praticado por mulheres, não havia dúvida de que alguns dos presidiários topassem participar, pelo tempo ocioso que têm em mãos, pelo treinamento que já tinham tido com a produção de tapetes, pelo salário e pela possibilidade de remissão de pena (a cada três dias trabalhados, diminui-se um na pena que devem cumprir).

"Pensei até que fosse uma forma de me desestimular essa história de trabalhar com homens, mas topei assim mesmo", conta Raquell. Decidida como ela só, a estilista entrou em uma área isolada do Pavilhão 1, com sua instrutora, 20 pares de agulhas em tamanho gigante e 20 tesouras, para treinar 20 detentos. "Eles tomaram tanto susto de eu entrar lá com esses instrumentos, acho que ficaram tão impactados pela confiança, que acreditaram e tiveram também confiança em mim", conta ela, emocionada.

Eugênio Gurgel
O estilista Luiz Cláudio Silva vê o trabalho dos presidiários como parte constituinte da Doisélles: "O produto é para mulheres fortes e de design delicado, talvez até pela mão de obra utilizada" (foto: Eugênio Gurgel)
E sua impressão sobre o susto não foi à toa: "Na primeira vez que chegou lá, com aquelas agulhas enormes, achei que ela estivesse ficando doida", conta Luiz Paulo Pacheco, de 33 anos, participante do projeto desde o início, em 2008. Agora monitor, Luiz Paulo, condenado inicialmente a 127 anos de prisão,  teve a pena reduzida e vai sair do presídio em 2015. O trabalho na grife contribuiu.  "Acabamos nos acostumando com a ideia e aprendendo o ofício. Não temos mais dificuldade com a delicadeza das peças, e hoje já é uma parceria, trabalhamos como equipe", diz ele.

Luiz Paulo conseguiu licença para visitar o estande da Doisélles no Minas Trend, em abril deste ano, onde também aconteceu uma exposição sobre a marca e o projeto com os presos, batizado de Flor de Lótus, que já recebeu quase 300 presos até hoje. A emoção de ter o trabalho reconhecido, explica, já vale o esforço diário e envolvimento total com o ofício. Seu colega de trabalho, Sandro Heleno dos Santos, também conseguiu visitar o estande e ver vestidos, coletes, boleros e blusas, cujo preço médio é de R$ 500, e que ajudou a produzir, expostos para o mercado brasileiro.

Sandro diz que nunca imaginaria algo parecido, já que, em 2009, quando começou, ainda tinha resistência à ideia de pegar nas agulhas. "Achava que era ‘tricozinho’, coisa de mulher. Mas isso mudou rápido", diz ele, que foi liberado em abril e hoje é empregado de uma pizzaria em Juiz de Fora. A diretora do presídio, Andrêa, lembra que, em seis anos de Flor de Lótus, nunca houve transtorno relacionado ao projeto. "Na época, o diretor de segurança foi contra e o juiz também. Afinal, era o pavilhão de regime fechado, presos com penas altas. Mas a má impressão foi passando", diz ela.

Humberto Nicoline
Raquell com o filho de 1 ano, José, para quem fez um blog de moda, o "Bebê Blogueiro": a divulgação do blog é um dos muitos projetos da estilista (foto: Humberto Nicoline)
E a parceria, em que os presos recebem por produção, não acaba quando os detentos cumprem suas penas. Raquell abre as portas da Doisélles e do mercado de trabalho para todos que quiserem mudar de vida e permanecer na marca. Tanto que um dos primeiros funcionários de dentro do presídio, Célio Tavares, é hoje "braço direito" de Teresinha, mãe da estilista e sua sócia na Doisélles. Ele trabalhou dois anos na penitenciária até ir para o regime semiaberto, em 2011. Assim que isso aconteceu, entrou em contato com Raquell, que lhe deu a carta para permitir que saísse durante o dia para trabalhar. Ele participou da Doisélles dessa forma até 2013, quando saiu da penitenciária (fica em condicional até 2020), e hoje está dentro da fábrica da empresa. Célio ressalta a importância do projeto, pois poucos dão oportunidades quando os detentos cumprem suas penas. "Nossa dignidade aumenta, a sociedade nos olha de maneira diferente. Enquanto existir a marca, estou com ela", diz.

Ponderada, Raquell acredita que as pessoas costumam ter uma visão maniqueísta, pensando em presidiários apenas como gente de má índole. Já ela não se preocupa sequer em saber o motivo da condenação de seus colaboradores. Suas penas, suas vidas anteriores, nada disso importa para o que fazem no dia a dia da Doisélles. O que ela precisa julgar, explica, é a qualidade do trabalho, e não o motivo pelo qual estão lá. "Não quero tirar satisfação dessa conta; eles já estão pagando por ela", diz.

Humberto Nicoline
A estilista Valéria Lemos, da loja Essenciale, de BH, foi a primeira cliente: "A marca é para quem sabe que o que é feito à mão está cada vez mais raro" (foto: Humberto Nicoline)
Para os detentos, a atividade tem rendido frutos dentro e fora do presídio. Internamente, já existe fila de espera para participar do Flor de Lótus, o que significa que os participantes ganharam o respeito dos colegas e de quem era contra a ideia no início. Eles sabem também que, ao aprender um ofício, terão oportunidades do lado de fora, seja na Doisélles, seja em outros lugares. Segundo a diretora do presídio, Ândrea, aliás, entre os presos que trabalharam com a Raquell, nenhum reincindiu no crime. "É uma forma de não ficarem ociosos, é uma terapia e uma satisfação pessoal de saber que suas peças são vendidas no mundo inteiro. Ganharam o respeito dentro da massa carcerária e tiraram todos os preconceitos do ofício", diz.

A produção ousada da Doisélles também ficou conhecida no mundo por meio da mídia. Um ensaio fotográfico produzido pela agência internacional Reuters foi capa dos portais norte-americanos Daily News e Washington Post. Tudo, segundo Raquell, porque o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira ficou sabendo do projeto e fez uma matéria a respeito para um canal da TV aberta, o que repercutiu internacionalmente. Além disso, a marca tem aparecido até entre famosos, como Daniela Mercury, que usou uma peça da marca na abertura do carnaval há dois anos, e Angélica, que vestiu um bolero da Doisélles em um episódio do programa Estrelas, gravado em Nova York.

Leca Novo/Divulgação
Adepta do artesanal, a estilista de acessórios Mary Figueiredo ressalta o valor da marca: "Alguém precisa de mais uma peça? Na verdade, precisamos de histórias por trás dos produtos, de experiências que nos renovem" (foto: Leca Novo/Divulgação)
Mas a estilista ressalta sempre que seu objetivo não é ser uma ONG ou projeto social e, sim, fazer o tricô e o crochê, que tanto ama, de maneira sustentável. "As pessoas compram porque é bonito, não para ajudar. Mas se alegram com o fato de que estão usando algo que mudou a vida de alguém", diz a estilista. A história por trás das peças, de fato, é algo que tem sido cada vez mais valioso no mundo da moda, segundo Mary Figueiredo, estilista da marca de acessórios Mary Design. "Cada trabalho feito de forma manual é único e carrega as dores e as alegrias de quem o produziu", diz ela, para quem Raquell faz das agulhas suas armas de combate. "Alguém precisa de mais uma roupa? Um acessório? Na verdade, precisamos de histórias por trás dos produtos, de experiências que nos renovem", diz Mary. Quem compra um produto Doisélles, considera, está comprando a história dos presidiários que tecem fio a fio.

O colega de profissão Luiz Cláudio Silva, estilista da marca Apartamento 03, vê a mão de obra da marca como parte já constituinte da proposta e até da construção de seu público. O paradoxo "homens de mãos fortes x delicadeza da trama", assim, seria algo de especial daquelas peças. "O produto é arrojado, para mulheres fortes e de design delicado, talvez até pela mão de obra utilizada", diz Luiz Cláudio.

De fato, Raquell descreve a Doisélles como uma marca que emociona pessoas sensíveis, característica destacada também pela estilista Valéria Lemos, da loja Essenciale, em BH,  primeira empresária a vender as peças no país. Para ela, a moda da Raquell é para pessoas que dão valor ao que é único, atemporal, que permanece. "É para quem sabe que o feito à mão está cada vez mais raro e é especial, diferente, forte", diz.

A força de Raquell pode vir do fato de que toma suas decisões sem olhar para trás. E ela sabe disso, pois tatuou no ombro direito a frase "Eu não penso na volta", do filme Gattaca, escrita em forma de círculo. "É que eu vou com tudo, só compro a passagem de ida. Porque a volta é uma nova ida", fala. Por isso, projetos não faltam. Desde virar colunista de jornal até manter o blog de moda que criou para o filho José, de 1 ano (bebeblogueiro.com.br), a estilista está aberta a tudo. Ocupada com a rotina de quem divide o tempo entre Juiz de Fora e BH (além das viagens para visitar clientes e showrooms mundo afora), ela está sempre com um sorriso no rosto e com a lembrança daquela imagem que mudou sua vida e a de dezenas de homens que hoje tecem sua liberdade.

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