Homeopatia para os xodós

Os animais de estimação também podem ser tratados com medicamentos alternativos. Veterinários garantem que dão resultados e podem até salvar vidas

por Daniela Costa 16/09/2014 14:13

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Paulo Márcio/Encontro
A arquiteta Marta Felicíssimo quase perdeu o yorkshire Nicolas: "Durante três meses eu lhe dava o medicamento, de duas em duas horas" (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Há quatro anos, quando ganhou de presente do marido o yorkshire Nicolas, a arquiteta Marta Felicíssimo não sabia a luta que teria pela frente. Logo nos primeiros dias em sua nova casa, o filhotinho parou de comer e já não conseguia ficar em pé sozinho. Levado ao veterinário, o diagnóstico não poderia ser mais desanimador. "Foi detectado que ele era portador de uma doença incurável, conhecida como megaesôfago. E a única solução seria a eutanásia", lembra Marta. A doença pouco comum ocorre quando o esôfago é mais largo do que deveria e faz com que o órgão pare suas funções. Inconformada com a notícia, a arquiteta buscou ajuda nos tratamentos não convencionais. Foi quando descobriu que a homeopatia poderia salvar a vida de Nicolas. "Durante três meses, eu lhe dava o medicamento junto ao alimento, de duas em duas horas", conta a arquiteta. Hoje, Nicolas está completamente curado e se recupera de um acidente em que machucou a patinha. "Nesse caso, também estou utilizando medicamento homeopático", diz Marta.

O uso da medicina homeopática para tratar os animais é cada vez mais comum. Sem contraindicações, os medicamentos não oferecem risco à saúde. "Ao agir, o medicamento homeopático provoca uma reação em todo o organismo, sendo capaz de tratar tanto alterações físicas quanto emocionais e comportamentais", diz o veterinário Denerson Ferreira Rocha, da Clínica Vida Animal. Especializado em homeopatia, ele explica que, diferentemente dos remédios alopáticos, a homeopatia não age por ação química, mas sim por meio de estímulos físicos determinados para cada espécie. "Costumo brincar dizendo que a homeopatia é muito parecida com os gatos. Só não gosta deles quem não os conhece de verdade", diz Denerson.

Rogério Sol/Encontro
A pedagoga Andrea Lopes da Silva com o gato Milk Shake: até o vermífugo é natural (foto: Rogério Sol/Encontro)
Criada em 1796 pelo médico alemão Samuel Hahnemann, a homeopatia tem como princípio básico que qualquer mal que atinja o corpo é resultado de um desequilíbrio da energia vital. Para curá-lo, é preciso restaurar esse equilíbrio. "Dessa forma, a saúde é restabelecida com o uso de substâncias do reino vegetal, mineral e animal, diluídas e dinamizadas",explica a veterinária especializada em homeopatia Teresa Cristina Alves Brini Motta, da Clínica Cães e Amigos. Seja em humanos seja em animais, trata todos os tipos de doença, desde as mais simples, como dermatites, a diagnósticos graves, como o câncer. "Em alguns casos, fazemos uso dos medicamentos alopáticos associados com os homeopáticos, para otimizar o tratamento", diz Teresa. O resultado tem sido positivo, até mesmo para afastar pulgas e carrapatos, controlar o estresse e a ansiedade, entre outros problemas comuns entre os animais.

Há dois anos, a pedagoga Andrea Lopes da Silva trata seus animais – seis cães e um gato – somente com homeopatia. O primeiro foi o Ringo, boxer de 10 anos que devido à baixa imunidade teve papilomatose (verrugas) na boca. Já o gato Milk Shake, de 2 anos, só faz uso de vermífugos naturais. "Não tenho dúvida nenhuma de que a homeopatia funciona", diz  Andrea.

Alexandre Rezende/Encontro
A professora Paula Andrea de Oliveira com a cadelinha Serena e o cão Neguinho: todos tratados com a homeopátia (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
A professora Paula Andrea de Oliveira também não duvida. Conseguiu curar uma cadelinha com sarna dermodéstica, outra com epilepsia e, agora, trata Serena, vira-lata de 4 anos que tem problemas de coluna. O Neguinho, vira-lata de 8 anos, também já não sofre com pedras nos rins. "Já tem quase um ano que ele não tem crises e a Serena está melhorando", diz Paula.

Segundo a veterinária Teresa Cristina, a homeopatia pode ser utilizada em qualquer enfermidade, pois o que é levado em conta é o paciente, e não a doença. Nos casos terminais, a medicação traz alívio. O aposentado Geraldo Magela de Souza viu sua cachorrinha ressuscitar. "Há cinco anos minha Pituxinha – poodle toy de 15 anos – esteve tão doente, com problemas cardíacos e tumor no útero, que todos os veterinários a desenganaram", conta. Apesar de ter tido na sequência problemas renais e tumor no intestino, a cachorrinha está ativa e com boa qualidade de vida. Geraldo está convicto: "Se não fosse a homeopatia, já teríamos perdido a Pituxinha."

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