Instalação de gás natural em Belo Horizonte

Já disponível em outras capitais como alternativa ao GLP, somente agora o gás natural poderá ser usado em residências de BH, primeiro em bairros da Zona Sul. Só em 2017 será ampliado para outras áreas

por Rafael Campos - Encontro BH 10/10/2014 11:54

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Thiago Mamede/Encontro
Obras na rua Buenos Aires, no Sion: no local foi instalado um dos dutos que integra a rede de gás natural (foto: Thiago Mamede/Encontro)
Já pensou em substituir o gás de cozinha, o GLP (gás liquefeito de petróleo), pelo gás natural canalizado e aproveitar para aquecer a água do chuveiro? A alternativa, já consolidada em várias capitais brasileiras, chega com atraso a Belo Horizonte. Por isso, a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) corre contra o tempo para expandir a rede de gasodutos da cidade, que antes alcançava apenas o setor industrial. A empresa espera que até 2017 pelo menos 40 mil residências ou edifícios decidam pela conversão (do GLP para o gás natural), o que representa mais de 240 km novos de rede. As obras estão concentradas em 22 bairros da região Centro-Sul, cujo licenciamento já foi aprovado. Mas a meta é ganhar toda a capital mineira.

Thiago Mamede/Encontro
Sérgio Villaça, morador do primeiro edifício a fazer a conversão em BH, no bairro Santo Agostinho: "Logo no primeiro mês de uso tivemos economia de 15%" (foto: Thiago Mamede/Encontro)
Afinal, quais as vantagens do gás natural? Em primeiro lugar, está a praticidade, já que o morador tem fornecimento contínuo. Marcelo Sant’Anna, gerente da Gasmig, indica também a economia. Dependendo do perfil de consumo da família, é possível reduzir em até 30% o valor de consumo em comparação ao GLP. Quanto à segurança, sobretudo em razão de ocorrências envolvendo explosões de bueiros na cidade do Rio de Janeiro, Sant’Anna afirma que riscos de acontecer problemas semelhantes por aqui são mínimos. "Nossa rede é nova e todos os testes estão sendo feitos para evitar vazamentos", diz.

Divulgação
Obras do gasoduto estão espalhadas por toda a cidade: segundo a Gasmig, não há risco de impactar o trânsito, já que não é necessária a abertura de valas (foto: Divulgação)
Antes de chegar a Belo Horizonte, o gás natural percorre longo caminho. Ele vem da bacia de Campos (RJ) e alcança Betim, na região metropolitana. De lá,  é distribuído por dutos para a capital mineira. A primeira etapa de implantação da rede de aço, chamada de Pulmão (veja mapa), está praticamente concluída, faltando apenas 1 km. Ela vai do bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, até o Betânia, região Oeste. A partir dela, estão sendo instalados dutos de polietileno de alta densidade que alcançam as residências e edifícios. De acordo com Eduardo Luiz Batista Soares, gerente de expansão da Rede de Distribuição de Gás Natural da Gasmig, os trabalhos começaram em 2012, motivados pelo desejo dos próprios moradores. "As pessoas indagavam sobre como poderiam aproveitar aquele gasoduto que passava na rua de casa, mas que não chegava até elas", diz.

Agora, 1,5 mil moradores já assinaram contrato com a Gasmig. Sérgio Guimarães Villaça mora no edifício Chamonix, no Santo Agostinho, o primeiro prédio residencial a fazer a conversão em BH. Há mais de um ano, os 12 apartamentos usam o gás natural na cozinha. "Logo no primeiro mês de uso tivemos economia de 15%", diz Sérgio. O Minas I, no Lourdes, e as duas unidades do hospital Materdei, no Barro Preto, também começaram a utilizar o gás natural. Além dos 22 bairros já licenciados, a Gasmig iniciou pesquisa de mercado para oferecer o combustível para os bairros Cidade Nova e Silveira, ambos na região Nordeste de BH. No país, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), mais de 2 milhões de clientes utilizam gás natural.

Enquanto isso, as obras estão a todo vapor pela cidade e, segundo a companhia, os moradores não precisam temer por longas interdições de ruas e avenidas. Os trabalhos seguem o Método Não Destrutivo (MND), que dispensa, por exemplo, a abertura de grandes valas para instalar o duto. "Utilizamos uma tecnologia mais cara, mas os transtornos são menores", diz o gerente da Gasmig, Eduardo Soares. A reportagem de Encontro acompanhou o início das intervenções na rua Buenos Aires, no bairro Sion. No local, estava sendo instalado um duto de polietileno de alta densidade de 90 m que atravessava a rua Grão Mogol. Para isso, apenas três buracos foram abertos, já que o tubo é lançado sob o asfalto. O procedimento é realizado, em média, em três horas.


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