À espera da reforma

Apesar de necessitar de melhorias urgentes, obras no Zoo de BH anunciadas em agosto não têm data para começar. Enquanto isso, os problemas se acumulam, comprometem o bem-estar dos animais e assustam os visitantes

por Rafael Campos - Encontro BH 11/11/2014 14:35

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Roberto Rocha/Encontro
Jardim Botânico: estufa da Mata Atlântica está em péssima situação, com problemas na pintura e falta de identificação das espécies (foto: Roberto Rocha/Encontro)
Os elefantes do Jardim Zoológico de Belo Horizonte, na Pampulha, estão bem à vontade com o novo lar. O espaço foi reformado em março deste ano e deixou os animais bem à mostra para todos os visitantes. Pena que a situação de outros bichos, como a onça-pintada, é bem diferente. É difícil até de fotografá-la. Além do matagal que toma conta do redor de sua morada, há vários esconderijos que acabam frustrando, sobretudo, a criançada.
 
A reportagem de Encontro identificou ainda outros problemas no zoológico, considerado um dos principais centros de pesquisa e reprodução de animais do país, o que expõe a falta de estrutura física e de serviços. Orçada em R$ 1,7 milhão, a reforma do espaço, inaugurado em 1959, foi anunciada em agosto pela Prefeitura de Belo Horizonte. No entanto, as ordens de serviço para a primeira etapa da obra, que vai incluir as praças dos Mamíferos, das Aves e a finalização do borboletário, sequer foram assinadas, por conta da revisão dos custos.

O pior é que os problemas vão se acumulando. Em alguns locais, como no Jardim Botânico, o aspecto é de abandono. Na estufa Mata Atlântica, a estrutura está com a pintura descascada e faltam placas de identificação. No espaço das Angiospermas, além de carência de informação, faltam alguns vidros nas janelas. Na Praça das Aves, os pássaros, raros e exóticos, ficam confinados em locais que necessitam de revitalização. As placas com as informações das espécies, quando há, estão velhas e ilegíveis. Durante a realização da reportagem, apenas um funcionário foi encontrado para esclarecer dúvidas.

Fotos: Roberto Rocha/Encontro
(foto: Fotos: Roberto Rocha/Encontro)
No geral, algumas calçadas estão quebradas e desniveladas. Faltam bebedouros suficientes e os pontos de alimentação carecem de ampliação e novas opções para os visitantes. Localizar-se no Jardim Zoológico, uma área de 170 hectares (incluindo o Jardim Botânico), não é fácil. Maria das Graças Teixeira, vice-diretora das Escolas Rurais, de Itabirito, ao lado da supervisora Gabriela Ribeiro, reclamou dos poucos mapas distribuídos na entrada. "Acompanhamos 100 alunos e apenas cinco mapas foram entregues", diz Maria das Graças. Elas chamaram a atenção para a falta de mais espaços para lanches. A publicitária Miriam Barreto também critica a carência de áreas de alimentação para paradas durante a visita. Ela sugere um novo formato para o Zoo de BH, semelhante ao da capital paulista, com maior liberdade para os animais.

A inspiração para as melhorias realmente virá do espaço de São Paulo. A informação é de Gladstone Araújo, diretor do Jardim Zoológico de BH. Ele reconhece que o lugar necessita de intervenções urgentes e que o processo de reforma pode ser demorado. "O problema é conciliar obra com público, clima e o bem-estar animal", diz. De acordo com o diretor, o borboletário deve ser o primeiro a ficar pronto, já que espera que a ordem de serviço seja assinada nos próximos dias. Os trabalhos no espaço devem durar dois meses. "O Jardim Zoológico cresceu tanto que não há mais espaço para novos projetos, por isso, temos é que remodelá-lo", afirma. Enquanto isso, animais e público, que alcançou a marca de 400 mil de janeiro a setembro deste ano, aguardam ansiosamente pelas melhorias.

Fotos: Roberto Rocha/Encontro
(foto: Fotos: Roberto Rocha/Encontro)

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