Sombra, carinho e água fresca

Forte calor e baixa umidade do ar registrados neste ano representam riscos à saúde dos animais. Saiba o que fazer para proteger seu amigo e mantê-lo sempre saudável

por Daniela Costa 14/11/2014 14:29

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Samuel Gê/Encontro
O músico Ian Pimenta e o rottweiler Juca, de 3 anos, que já sente os efeitos do calor: "Percebi que ele diminuiu o ritmo das brincadeiras e parece estar mais cansado", conta (foto: Samuel Gê/Encontro)
Aos 3 anos de vida e já com 45 kg, o que não falta ao rottweiler Juca é disposição para fazer peraltices. Sua principal distração é correr pelo extenso quintal do sítio onde vive, em Macacos, em busca do brinquedo preferido – um pesado pneu de moto que carrega longe atravessado no pescoço. Sempre agitado e brincalhão, Juca já começa a sentir os efeitos do calor. "Percebi que ele diminuiu o ritmo das brincadeiras e parece estar mais cansado. Sua distração agora é brincar com água", diz o músico Ian Pimenta, dono de Juca. A constante língua de fora, o excesso de salivação, o aumento dos batimentos cardíacos e a respiração ofegante são sinais de que a temperatura corporal do animal está elevada. Sintomas comuns aos pets nos dias mais quentes, já que eles transpiram somente pela língua, focinho e coxins – almofadinhas das patas –, e que tornam o risco de hipertermia ainda maior, processo no qual a temperatura pode ultrapassar os 42° C. "Nesse caso, pode ocorrer coagulação intravascular, parada cardíaca e edema pulmonar, com alto índice de morte", diz o veterinário Eduardo Roscoe, da Dog Service.

Alexandre Rezende/Encontro
A estudante Luma Lago redobra os cuidados com a buldogue francesa, Chanel, de 1 ano: "Procuro mantê-la mais quieta e às vezes deixo que se refresque com um banho de mangueira", diz (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Algumas raças como a de Juca, com tendência a obesidade, sofrem mais com as altas temperaturas. Outras, como o buldogue e o pug, têm tendência a problemas respiratórios que se agravam no verão. Atenta, a estudante Luma Lago, de 21 anos, redobra os cuidados com a buldogue francesa Chanel, de 1 ano. "Procuro mantê-la mais quieta e, às vezes, deixo que se refresque com um banho de mangueira", diz. Já o pug Max, de 3 anos, gosta mesmo é da brisa leve do ventilador. "Para ele não tem coisa melhor nesse calor", diz o economista Felipe Augusto Costa Vilhena, de 24 anos.

Ainda dentro do grupo de risco estão os animais de pelo longo e espesso, os doentes e idosos. E mesmo os saudáveis devem sair para passear em horários restritos, antes das 9h e após as 18h. A medida é preventiva e pode salvar a vida do seu pet, seja ele cão ou gato. "A hipertermia pode acometer qualquer animal. Os sintomas mais comuns são tosse, falta de ar, cansaço, língua arroxeada e respiração ofegante", explica o veterinário Manfredo Werkhauser, da clínica veterinária São Francisco de Assis.

Tiago Mamede/Encontro
O economista Felipe Augusto Costa Vilhena e o pug Max, de 3 anos, que gosta da brisa leve do ventilador: "Para ele, não tem coisa melhor nesse calor", diz Felipe (foto: Tiago Mamede/Encontro)
Para os dias mais quentes, a dica é usar aparelhos umidificadores de ar, ou até mesmo deixar uma bacia de água no ambiente. Banhos frios de chuveiro, mangueira ou piscina só podem ser dados depois que o animal tiver a temperatura corporal reduzida. Caso contrário, poderá sofrer choque térmico. Uma boa dica é fazer picolé de água ou aplicar gelo direto no pelo do cão. Já os felinos adoram água corrente, e ter fontes espalhadas pela casa é uma boa pedida.A higiene do animal, do ambiente e de seus utensílios e casinhas também deve ser redobrada. Isso porque no verão aumenta a proliferação de pulgas, carrapatos e mosquitos – inclusive o palha, transmissor da leishmaniose. Para protegê-los, é necessário o uso de produtos repelentes, coleiras específicas e medicamentos contra parasitas. O banho e a tosa devem estar sempre em dia, assim como as vacinas e vermífugos. Aos animais sensíveis aos raios UV ou com pelos claros, recomenda-se o uso de protetor solar em extremidades como nariz, focinho e orelhas, para protegê-los do câncer de pele. A dieta deve ser mantida com ração de qualidade, nunca a granel, para não ocorrer o acúmulo de fungos e bactérias que desencadeiam desarranjos intestinais. A água deve ser sempre limpa e abundante.

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