As taças são nossas

Estádio novos, organização fora do campo e escolhas acertadas de técnicos e atletas fizeram dos dois grandes times mineiros os melhores do futebol brasileiro

por Renan Damasceno 05/12/2014 13:53

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Rafael Ribeiro/CBF/divulgação
A nova taça do Campeonato Brasileiro (esq.), conquistada pelo Cruzeiro, e da Copa do Brasil, conquistada pelo Atlético (foto: Rafael Ribeiro/CBF/divulgação)
Se a abertura do Mineirão, em 5 de setembro de 1965, foi um divisor de águas para o futebol mineiro, com o Cruzeiro conquistando o título da Taça Brasil no ano seguinte sobre o Santos de Pelé e o Atlético sagrando-se campeão brasileiro pouco depois, em 1971, a reinauguração do Gigante da Pampulha, em 21 de dezembro de 2012, foi o renascimento para os grandes clubes do estado. Atlético e Cruzeiro amargaram resultados inexpressivos nos dois anos em que o estádio ficou fechado para reformas, visando à Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo 2014. Mas, desde de que o Mineirão foi reaberto, o Galo ergueu duas taças continentais, as inéditas Libertadores e Recopa Sul-Americana, e a Raposa sagrou-se bicampeã do Brasileiro. Cada um venceu um estadual e, para consagrar o melhor momento da história do futebol mineiro, o clássico estadual decidiu um troféu nacional pela primeira vez, no mês passado. O Galo triunfou por 2 a 0 no Independência e por 1 a 0 no Mineirão, angariando mais um título inédito para a sala de troféus da sede de Lourdes.

"Ficou de bom tamanho para o futebol mineiro, que está na ponta do futebol brasileiro, com as equipes mais organizadas", disse o técnico do Atlético, Levir Culpi, que conquistou seu segundo troféu da Copa do Brasil – o primeiro foi justamente no Cruzeiro, em 2000. "Possivelmente, são os dois melhores times do Brasil, que vêm jogando o melhor futebol", disse o técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, que começou a carreira como jogador e técnico no arquirrival.

A decisão que parou Belo Horizonte no fim do mês passado coroou dois anos de fortes emoções para os mineiros. Não bastassem as emoções com Cruzeiro e Atlético, Minas foi palco de alguns dos jogos mais marcantes – para o bem ou para o mal – da história recente da Seleção Brasileira. No Mineirão, o time de Felipão superou o Uruguai, por 2 a 1, nas semifinais da Copa das Confederações, abrindo caminho para o título. Na Copa do Mundo, foi no gramado do Gigante que o Brasil superou o Chile nos pênaltis, com direito a bola no travessão de Júlio César no último minuto da prorrogação, e foi goleado pela Alemanha por 7 a 1, na pior, mais vergonhosa e acachapante derrota de sua centenária história.

Tantos jogos importantes fizeram os mineiros registrarem recordes: a vitória do Atlético sobre o Olímpia, por 2 a 0 (4 a 3 nos pênaltis), na decisão da Libertadores, em 24 de julho de 2013, registrou a maior renda da história do futebol brasileiro: R$ 14.176.146. Das cinco maiores rendas, três foram no Mineirão.

O bom momento de Atlético e Cruzeiro se explica não só pelas reformas do Mineirão e Independência, mas também pela ousadia de diretores nos bastidores e pelo esforço dos jogadores em campo. Ronaldinho Gaúcho alçou o Atlético a um novo patamar, trabalho que se seguiu após sua saída. No Cruzeiro, a montagem do elenco foi cirúrgica. Hoje, o técnico Marcelo Oliveira tem em mãos um dos grupos mais qualificados do país, tanto que utilizou 30 atletas para levar o clube celeste ao tetracampeonato.

Os títulos e as emoções fazem os torcedores cruzeirenses e atleticanos projetarem voos mais altos para 2015, quando os dois times vão disputar juntos, pela segunda vez consecutiva, a Copa Libertadores. Não é exagero, portanto, sonhar com novas conquistas mineiras.

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