De olho no futuro

Eles investiram R$ 315 milhões, compraram a maior área disponível nos arredores de BH e planejam construir uma verdadeira cidade no Vetor Sul. Querem mudar o jeito de morar do belo-horizontino. Melhor não duvidar dessa dupla

por Geórgea Choucair , por André Lamounier 05/01/2015 17:25

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Samuel Gê
Os sócios Marco Aurélio Teixeira (esq.) e Roberto Mário. O primeiro é roqueiro; o outro, apreciador de música clássica. Mas, nos negócios, têm a mesma melodia: "Queremos resgatar o jeito mineiro de viver", diz Marco Aurélio (foto: Samuel Gê)
Quando o engenheiro e urbanista Aarão Reis planejou Belo Horizonte, há pouco mais de um século, talvez nunca imaginasse que seu traçado de perímetro da cidade – a avenida do Contorno – iria se transformar apenas em ponto de referência na capital. A expansão da cidade nos séculos XX e XXI ultrapassou em muito os limites do planejado. E, quem diria, uma área correspondente a quase três vezes o perímetro da avenida do Contorno começa a ser planejada no Vetor Sul da capital.


Chamado de CSul (projeto de desenvolvimento econômico, urbano e socioambiental da Centralidade Sul), foi idealizado pelos dois empresários da foto ao lado, acionistas da Alicerce e da Asamar, dois dos maiores grupos empresariais mineiros. Para a execução da ideia, juntaram-se os grupos Votorantim e Barbosa Mello. As empresas investiram R$ 315 milhões (capital próprio) para comprar, no início deste ano, o terreno. Querem desenvolver na região um local onde as pessoas possam morar, trabalhar e se divertir sem necessidade de deslocamentos, em moldes semelhantes à Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Queremos resgatar o jeito mineiro de viver, no qual as pessoas trabalham, vivem e se divertem num só espaço, fazem a maioria das coisas a pé”, diz Marco Aurélio Teixeira de Souza.


A área será desenvolvida em terreno de 27 milhões de metros quadrados (27 km²), no entorno da lagoa dos Ingleses, nos eixos das BRs 040 e 356, no município de Nova Lima. “Será um novo bairro”, explica Roberto Mário Soares. A área tem quase a mesma extensão de toda a regional Centro-Sul da capital mineira, que engloba 16 bairros. Grandes empreendimentos estão previstos para o local e alguns já foram anunciados, como o de um shopping center do Grupo Iguatemi (outlet Premium) e uma fábrica de insulina da Biomm Technology.


Planejar o desenvolvimento urbano da região é o novo desafio dos empresários Marco Aurélio e Roberto Mário, que para isso contrataram o escritório do urbanista Jaime Lerner. O projeto foi apresentado em junho e prevê condomínios residenciais, grandes empresas, infraestrutura de serviços, inclusive com escola, e muita área verde.
Marco Aurélio e Roberto são sócios há sete anos na Masb, empresa de incorporação e construção imobiliária, e se entendem muitíssimo bem nos negócios, apesar da enorme diferença entre eles. Um (Roberto) é cruzeirense; o outro é atleticano roxo, inclusive conselheiro do time. Para expressar sua paixão, Marco Aurélio decorou o fundo da piscina de sua casa com o escudo do Galo.


O hobby de Roberto é viajar e assistir a óperas e concertos mundo afora. Já Marco Aurélio é caseiro e gosta de jogar futebol, hábito que pratica no “famoso” Brejal, time formado pelos amigos de infância.


A despeito das diferenças, eles têm a mesma melodia nos negócios. “Independentemente do jeito de cada um, as pessoas viverão melhor na CSul”, diz o roqueiro e guitarrista Marco Aurélio. “Concordo”, afirma Roberto Mário, apreciador de música clássica e presidente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. É como disse o compositor francês Pierre de Beaumarchais: “Tudo acaba em canções”.

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