O craque do sorriso blindado

Em 2014, ele foi convocado para a Seleção Brasileira, teve atuação brilhante na campanha da Copa do Brasil e ainda marcou o gol da vitória do Galo contra o arquirrival Cruzeiro

por Geórgea Choucair , por André Lamounier 05/01/2015 18:45

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Cláudio Cunha
"Com 29 anos, cheguei ao auge da minha carreira e meu futebol evoluiu dentro de campo. Atuo em quatro ou cinco posições", diz Tardelli (foto: Cláudio Cunha)
Manhã de quinta-feira, 27 de novembro. O atacante do Atlético Diego Tardelli estende a bandeira do time na sacada de seu apartamento, em tranquilo condomínio no Vila da Serra, em Nova Lima, onde vive com a família. Quase ao mesmo tempo, coloca o troféu de melhor jogador da Copa do Brasil sobre a estante de sua sala, junto a outros. A vizinhança parecia esperar pelo momento. Ato contínuo, ele viu seu gesto ser repetido por moradores dos prédios contíguos e as janelas serem cobertas pelo manto preto e branco. Ouve-se uma profusão de gritos: “Gaaaaloooo”, emitidos em direção à casa do craque.

As vibrações tocam o jogador. “Foi emocionante”, diz, mostrando com orgulho o vídeo que fez da cena. Tardelli é só sorrisos. (Detalhe: ele usa aparelhos nos dentes por opção estética. “Fiz um tratamento. Achei bonito e resolvi manter o acessório”). Seu time conquistou a Copa do Brasil em 2014, com importante participação do jogador, que meses antes fora convocado por Dunga para a Seleção Brasileira. E foi com a camisa amarela que ele marcou os dois gols sobre a Argentina, que garantiram o título do Brasil no Superclássico das Américas, em outubro, em Pequim (China).

Graças a suas atuações, Tardelli é considerado por críticos o melhor jogador brasileiro em atuação no país. “Com 29 anos, cheguei ao auge da minha carreira e meu futebol evoluiu dentro de campo. Atuo em quatro ou cinco posições”, diz. Ele não é atacante, meia de ligação, nem ponta. É uma mistura de tudo isso. Toca, avança, dribla, dá passes e faz gols. “Eu me movimento bastante e meu porte físico ajuda.”

Diferentemente do que se imagina, Tardelli não é sobrenome, mas parte de seu nome composto. Foi dado em homenagem ao futebolista italiano Marco Tardelli, admirado pelo pai de Diego, Tadeu Martins, ex-jogador e atleticano roxo.

O nome do ídolo do Galo é homenagem a outro craque: o argentino Diego Maradona. Tardelli tem mais dois irmãos, mas foi o único que ganhou nome e prenome de jogador. Um presságio do pai. Hoje, Tardelli virou marca de família. Seus dois filhos – Pietra e Diego –, frutos do casamento com a mulher, Linda, carregam o prenome.

O jogador do Atlético é um dos maiores artilheiros e ídolos do clube. Já fez 248 jogos pelo Galo. A boa fase atraiu a atenção de clubes estrangeiros. Mas o carinho e a afinidade com a torcida fizeram dele torcedor declarado do Galo, mesmo quando não atua pelo clube. A relação é tão presente que o jogador costuma provocar o arquirrival nas redes sociais e em entrevistas. “É a forma de me comunicar com os torcedores. Gosto de cutucar o adversário”, diz, antes de abrir aquele sorisso brilhante.

No dia 26 de novembro, data do título do Galo sobre o Cruzeiro, nasceram dois meninos em Belo Horizonte que receberam o nome de (adivinhem?) Diego Tardelli. Por essa você não esperava, né, seu Tadeu?

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