Febre sobre rodas

Os patins tomaram as ruas e espaços de lazer de BH. Listamos os locais indicados para a patinação na cidade

por Daniela Costa 24/02/2015 14:30

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Alexandre Rezende/Encontro
Patrick Bonnereau, Alexandre Versiani, Poliana Bueno e Felipe Eduardo: eles participam de grupos que se reúnem nas redes sociais para ensinar técnicas e promover encontros de patinação (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Quem viveu em Belo Horizonte na década de 1990 certamente vai se lembrar da febre dos patins. Agora, essa mistura de lazer e atividade física está de volta em praças e ruas da cidade. Não é difícil encontrar pessoas de todas as idades deslocando-se sobre rodinhas, a qualquer hora do dia. Nas redes sociais, grupos ensinam técnicas e promovem encontros. Um deles é o BH Roller, criado por praticantes apaixonados, que já conta com mais de 3 mil participantes, entre eles o instrutor de patinação Patrick Oliveira Bonnereau. "Nosso principal objetivo é unir todas as modalidades de patinação, priorizando a fitness, que é a mais praticada", diz.

Samuel Gê/Encontro
Júlia Dantas aprendeu a patinar com o pai, o produtor de eventos Marco Aurélio Júnior: "Esse hábito nos aproximou ainda mais", diz Marco Aurélio (foto: Samuel Gê/Encontro)
O instrutor conta que é comum o aluno se lembrar de suas experiências de infância quando volta a patinar. No entanto, surpreende-se com o próprio despreparo ao tentar fazer alguma manobra. "Essa é uma atividade séria, que trabalha toda a musculatura e exige muita força do abdômen e pernas. Por isso, deve ser praticada de forma gradativa e com orientação", diz. Além de melhorar o condicionamento físico, a patinação desenvolve as funções respiratórias e cardiovasculares. Mas requer cuidados, pois uma simples queda pode provocar graves fraturas. Por isso, os equipamentos de proteção, entre eles joelheira, cotoveleira, munhequeira e capacete, não devem jamais ser esquecidos.

Originalmente criados no modelo inline - com quatro rodas em uma única linha -, os patins foram modernizados e adequados às diversas modalidades. A mais comum é a fitness, praticada em parques, passeios, ruas e ciclovias, programa ideal para reunir amigos e familiares em uma divertida tarde de descontração. Aos 8 anos de idade, a pequena Júlia Dantas se arruma toda para se encontrar com o pai, o produtor de eventos Marco Aurélio Junior, de 43 anos. Vaidosa, combina roupas e acessórios com sua cor preferida, a rosa. E nem mesmo os patins fogem à regra. "Desde pequena, levo-a para andar de patins. Sem dúvida, esse hábito nos aproximou ainda mais", diz o pai.  O casal Marina Madeira, estudante, de 19 anos, e Frederico Andrande, técnico em segurança, de 30 anos, também é adepto da patinação. "Como ele me via sair sempre para patinar e não queria ficar para trás, acabou me acompanhando e hoje está adorando. Trouxe mais cumplicidade para nosso relacionamento", diz Marina.

Paulo Márcio/Encontro
Trinta e cinco anos depois, a funcionária pública Simone Brunacci redescobriu o prazer dos patins: "Foi um grande desafio, mas trouxe uma gostosa sensação de autoconfiança e liberdade" (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Pesquisas mostram que andar de patins a 20km/h promove a queima de seis calorias por minuto, o que equivale a 360 calorias por hora. Experiente, a instrutora de patins Poliana Bueno ressalta os benefícios, mas alerta: "Além de usar um equipamento adequado, o praticante deve observar se ele está causando pisada supinada (pés para fora) ou pronada (pés para dentro)", orienta. Ambas as pisadas provocam muita dor e, por falta de conhecimento, muitas pessoas até desistem da atividade.

Mais de três décadas depois, a funcionária pública Simone Brunacci, de 45 anos, redescobriu o prazer de patinar. Há dois anos começou a acompanhar alguns grupos de patinação pelas redes sociais e acabou criando coragem para participar. "Jamais me imaginei patinando na fase adulta, inclusive já sendo avó. Foi um grande desafio, mas que me trouxe uma gostosa sensação de autoconfiança e liberdade", diz.

Apesar dos vários pontos de patinação existentes em Belo Horizonte (confira quadro), a maioria improvisados, um dos grandes problemas é a disputa por espaço nas ruas com carros, motos e ciclistas. "Nem sempre somos respeitados e bem-vindos, e isso realmente dificulta a prática do esporte. Mas nada que nos faça desistir de fazer o que mais gostamos", diz Poliana.


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