Agora é a vez dos encontros face a face

Nada de paquera pelas redes sociais. A nova onda em BH é participar de eventos promovidos em bares para conhecer pretendentes

por Daniela Costa 25/02/2015 16:45

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Rogério Sol/Encontro
O advogado Rafael Ulrik está em busca de relacionamento, mas prefere conhecer pretendentes só pessoalmente: "Pela internet é artificial" (foto: Rogério Sol/Encontro)
O clima de paquera denuncia a expectativa. O cenário é um bar de Belo Horizonte, onde um grupo de homens e mulheres aguarda com ansiedade pelo momento em que estarão frente a frente, pela primeira vez. Até então, nenhum contato por e-mail, redes sociais ou telefone havia sido feito, e o elemento secreto é mesmo a surpresa. São pessoas completamente estranhas em busca de um mesmo objetivo: encontrar um amor.

Assim acontecem os eventos do speed dating, criado nos Estados Unidos para promover encontros rápidos entre solteiros.  Cada participante tem apenas quatro minutos para interagir com o outro. Ao final do prazo, o som de um sino avisa que é hora de circular, momento em que as mulheres permanecem sentadas à mesa ou no sofá e os homens seguem para a próxima candidata. Os organizadores garantem que o tempo é suficiente para despertar paixões e que dessa forma todos os participantes se conhecem, aumentando as chances de encontrar a pessoa ideal. As impressões entre os candidatos são anotadas em um cartão e 24 horas após o término do encontro a organização encaminha aos participantes os resultados que apresentarem interesse mútuo.

Eugênio Gurgel/Encontro
A empresária Cristiane Rocha não quer mais saber de paqueras virtuais: agora virou adepta dos eventos que reúnem solteiros (foto: Eugênio Gurgel/Encontro)


O evento que percorre o mundo todo teve sua quarta edição em Belo Horizonte em janeiro e já tem nova data para março. “No último encontro na capital mineira, 96% dos participantes receberam no mínimo um contato do sexo oposto após o evento e, surpreendentemente, a participação masculina foi superior”, diz o coordenador de marketing do evento, Ivan Viveiros. Entre eles estava o advogado Rafael Ulrik, de 27 anos, que, apesar de não ter engatado nenhum namoro, aprovou o método. “Achei muito legal, menos artificial, conheci pessoas interessantes até mesmo para uma relação de amizade”, diz Rafael.

Para o psicólogo Luiz Cláudio de Araújo, um relacionamento iniciado frente a frente é mais seguro do que nas redes sociais. “Esse tipo de contato torna a relação mais real e menos idealizada. O indivíduo tem a certeza de saber, mesmo que parcialmente, com quem está falando. Além da questão da pele, dos sentidos, da química entre os dois”, diz Luiz Cláudio.

A empresária Cristiane Fátima Rocha, de 35 anos, descartou as paqueras virtuais e se surpreendeu com outro detalhe: “É comum sairmos para a balada e os homens ficarem esperando as mulheres tomarem a iniciativa. Nessas reuniões, são eles que nos abordam, com cuidado e respeito. E isso realmente é algo que faz a diferença”, diz.

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