Os novos queridinhos do cardápio

Os produtos orgânicos ganharam a mesa de quem busca alimentos saudáveis. Especialistas garantem que vale a pena pagar mais caro para evitar intoxicação e outras doenças graves

por Amanda Aleixo 02/04/2015 16:27

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Cláudio Cunha
(foto: Cláudio Cunha)
A onda saudável que tomou as praças da cidade com a prática de esportes também se estende à alimentação. Nos supermercados, já é fácil encontrar seções dedicadas aos produtos orgânicos - os novos queridinhos de quem dá preferência à saúde na hora da refeição.  De acordo com a nutricionista Rachel Horta, os orgânicos são alimentos livres de agrotóxicos, hormônios, substâncias químicas e fertilizantes sintéticos em qualquer fase da produção. Esse diferencial evita as intoxicações agudas e crônicas - que muitos consumidores de alimentos convencionais apresentam ao longo da vida -, mas não interfere no nível de vitaminas ou minerais ingeridos. Rachel explica que muitas pessoas misturam os conceitos de nutritivos com os de orgânicos. "Existem pessoas que acreditam que os orgânicos são mais nutritivos e de baixa caloria. Algumas vezes sim, mas nem sempre isso é verdade", explica. Exemplos são os picolés e chips orgânicos. Mesmo que eles não apresentem agrotóxicos e conservantes,  são calóricos e pouco nutritivos.

Gláucia Rodrigues/Encontro
O empresário Alex Machado mudou seu estilo de vida e consome orgânicos há mais de um ano: "Minha digestão melhorou e fico mais disposto ao longo do dia" (foto: Gláucia Rodrigues/Encontro)
Mas isso não reduz a importância dessa escolha. Segundo estudo da Anvisa publicado em 2012, em uma amostragem aleatória de frutas e legumes, 29% dos alimentos analisados apresentavam resíduos de agrotóxicos acima do limite permitido. Se alguém os consumisse, os sintomas mais comuns seriam náuseas, vômitos, mal-estar e dor de cabeça. Além, é claro, de patologias mais graves, no caso de consumo recorrente.  "O consumidor que ingere esse tipo de substância acima do nível permitido pode apresentar, ao longo da vida, alergias respiratórias, diabetes, distúrbios de tireoide e até câncer", afirma a nutricionista Raíza Girundi, da loja Mundo Verde. Há, ainda, estudos que associam as subtâncias tóxicas ao mal de Parkinson.

Não à toa, a nutricionista Rachel Horta insiste para que seus pacientes deem preferência aos orgânicos sempre que puderem. "Não é preciso que  seja em 100% do que é consumido, pois isso se torna muito difícil na prática. Mas, quanto mais, melhor", diz. Os principiantes podem começar substindo legumes, verduras e frutas considerados campeões dos agrotóxicos, de acordo com a Anvisa: cenoura, pepino, pimentão, alface, mamão e uva. Mas isso não significa comprar de qualquer pessoa que produz em seu sítio e jura de pé junto que não usa agrotóxicos no cultivo. É preciso estar atento para não comprar gato por lebre. A dica de Adriana Daher, produtora de orgânicos há 18 anos,  é procurar o selo SisOrg na embalagem do produto. "É a garantia de que ele foi produzido de acordo com as exigências do Ministério da Agricultura", explica. Vale procurar os produtos em lojas especializadas, supermercados ou em feiras específicas, organizadas pela prefeitura.

Paulo Márcio/Encontro
A produtora Adriana Daher explica que para não ser enganado o consumidor deve observar o selo SisOrg na embalagem do produto: "É a garantia de que foi produzido de acordo com as exigências do Ministério da Agricultura" (foto: Paulo Márcio/Encontro)


Há um ano o empresário Alex Machado mudou seu estilo de vida. Ele conta que perdeu o interesse pelos alimentos convencionais quando começou a tomar sucos verdes com ingredientes orgânicos.  "Hoje, só não mudei minha alimentação em 100%, porque tenho dificuldade para encontrar alguns produtos", diz. Mesmo assim, ele já aponta os benefícios que teve no próprio organismo. "A minha digestão melhorou e fico mais disposto ao longo do dia", conta. Mas o que ganhou de vez o empresário foi o sabor e o aroma intensos dos produtos. "Quando você come uma banana orgânica, por exemplo, é diferente. Parece até que nossa alma agradece", diz. Quem não se convence?

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