Adrenalina nas quadras

Em clubes e condomínios, o squash vem atraindo novos praticantes em BH. Segundo especialistas, a atividade melhora a coordenação motora e a capacidade de concentração

por Daniela Costa 12/05/2015 16:22

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Samuel Gê/Encontro
Emerson Carneiro Miranda e o filho Samuel Lopes Miranda se divertem juntos: "Quando ele era mais novo, ficava brincando na quadra enquanto eu jogava. Hoje é meu parceiro de treino", diz Emerson (foto: Samuel Gê/Encontro)
O clima é de competição, mas também de descontração. Quando se reúnem para jogar squash, pai e filho se divertem. O representante comercial Emerson Carneiro Miranda, de 42 anos, conta que desde bebê o filho, Samuel Lopes Miranda, de 12 anos, o acompanha às quadras. "Enquanto eu jogava, ele ficava brincando no chão. Hoje é meu parceiro de treino", diz Emerson. Praticado como esporte ou lazer, o squash vem conquistando os belo-horizontinos que se deixam levar pela adrenalina que o jogo traz.

Alexandre Rezende/Encontro
O empresário Ronan da Silva Drummond trocou a corrida pelo squash e não se arrepende. "É excelente para descarregar energia" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
"Nos últimos anos, Minas é o estado onde mais cresceu o número de praticantes de squash, tanto amadores quanto profissionais", diz o empresário esportivo e ex-atleta profissional da modalidade Roberto Mori, de 49 anos. Não há levantamento sobre o número de praticantes, mas somente na capital existem oito academias e quatro clubes onde o esporte pode ser praticado. "Isso sem contar os inúmeros condomínios, prédios residenciais e casas que também dispõem de quadras de squash na cidade", diz  Mori.  Não por acaso, atualmente o estado conta com tradicionais competições, entre elas, o Circuito Mineiro de Squash, o Circuito Squash Open  e o Circuito Inter Academias.

JC Martins/Encontro
A estudante mineira Giovanna Veiga, de 16 anos, é campeã sul-americana na categoria e se prepara para competir nos Jogos Pan-americanos em Toronto, em julho. "Vou treinar muito para tentar trazer mais essa medalha para o Brasil" (foto: JC Martins/Encontro)
O esporte, segundo registros, surgiu no século XIX, em Londres, como forma de distração de presidiários, que utilizavam o jogo para gastar energia. Com o tempo, foi sendo difundido pelo mundo, mas de modo elitizado, por se tratar de prática individual, que demanda quadra específica, e por ser pouco divulgado. No Brasil,  chegou em 1920, trazido por ingleses. A primeira quadra do país foi construída em Nova Lima, na região metropolitana de BH, onde está o Clube das Quintas. "Hoje o perfil dos praticantes amadores é bem diversificado, temos público de todas as áreas, sexo e idade", diz Marco Feitosa, da Escola Mineira de Squash. Segundo ele, a disseminação se deu com o aumento do número de quadras em escolas e clubes, o que reduziu o custo e viabilizou o acesso de muita gente. "Os valores se tornaram bem mais acessíveis, com o custo da hora/aula em torno de R$ 50 e ainda podendo ser dividido por até quatro jogadores", diz.

Os benefícios para o corpo são um atrativo. Em uma quadra fechada, dois jogadores rebatem a bola contra a parede usando uma raquete, cada qual tentando dificultar a recepção do outro para marcar pontos. Os movimentos rápidos exigem concentração e agilidade dos competidores, que chegam a perder 800 calorias por hora. Entre as vantagens que o esporte traz estão a melhora do condicionamento físico e cardiovascular, o aumento da coordenação motora e o fortalecimento dos membros inferiores e glúteos, além de ajudar a relaxar e diminuir a ansiedade.

O empresário Ronan da Silva Drummond, de 44 anos, trocou a corrida pelo squash e não se arrepende. "É mais dinâmico, tem alternação de atividade aeróbica e de velocidade mais intensa. Exige agilidade no raciocínio e promove grande gasto calórico. Para mim, é uma forma saudável de  fugir do estresse do dia a dia. Excelente para descarregar energia", diz.

Samuel Gê/Encontro
"Nos últimos anos, Minas é o estado onde mais cresceu o número de praticantes de squash, sejam eles amadores ou profissionais", diz o empresário esportivo e ex-atleta profissional Roberto Mori (foto: Samuel Gê/Encontro)
Em razão do esforço contínuo nos joelhos e tornozelos, é importante  receber orientação profissional. Desse modo não há perigo de se machucar. Para minimizar os riscos, as quadras têm características específicas como piso de madeira para amortecer o impacto, e os praticantes precisam usar  equipamentos de proteção, como óculos e capacete. O manejo incorreto da raquete, por exemplo, pode provocar lesões nos punhos e cotovelos. "É importante ter um instrutor capacitado para passar as técnicas básicas de segurança. Além, é claro, de ensinar sobre as regras do jogo", diz Marco Feitosa.

O crescimento contínuo do squash incentivou, inclusive, a participação de jovens mineiros em competições. Alguns conquistaram destaque no cenário nacional e internacional. "Nossos atletas estão entre os melhores do Brasil. Não por acaso, a seleção mineira foi a campeã nacional em 2012, 2013 e 2014", diz Daniel Penna de Almeida, presidente da Federação Mineira de Squash. Entre eles, está a estudante Giovanna Veiga, de 16 anos, campeã sul-americana na categoria sub 17 feminino, nas competições realizadas em fevereiro no Equador, e o irmão, o estudante Pedro Veiga, de 20 anos, campeão sul-americano de duplas em 2012, no Chile, e vice-campeão pan-americano de dupla em 2013, no Brasil. "Quando eu era pequena, acompanhava meu pai e meu irmão aos jogos. Aos 6 anos, comecei a praticar  o esporte e aos 9 anos já treinava para competir", diz Giovanna.

Em 2014, ela começou a disputar o circuito profissional e neste ano foi selecionada para os Jogos Pan-americanos em Toronto, no próximo mês de julho. "Vou treinar muito para tentar trazer mais uma medalha para o Brasil", diz Giovanna.

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