Parceiros de malhação

Cães e outros animais são bons companheiros para a prática de esporte. A parceria faz bem tanto para os donos quanto para os pets, que também precisam se exercitar para ficar saudáveis

por Daniela Costa 13/10/2015 17:18

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Samuel Gê/Encontro
O empresário Daniel Costa percorre trilhas com o labrador Dentão e a arara Hanna: "Sem dúvida, são meus grandes parceiros de aventura" (foto: Samuel Gê/Encontro)
Aos 7 anos de idade, o labrador Sargento Polaco é a grande atração do bairro Santa Efigênia e de corridas de rua da capital mineira. O dono, o aposentado Clarindo Alves dos Santos, de 66 anos, conta que só se inscreve em provas em que o companheiro possa participar. A parceria começou em uma corrida da Polícia Militar, em que o cão foi liberado para correr. Em seis anos participando de competições, Polaco conquistou três troféus e mais de 200 medalhas.

Sempre companheiro e com disposição de sobra, não raras vezes Polaco senta na pista de corrida para aguardar o dono, que ficou para trás. Por recomendações médicas, após mais de 15 anos praticando esporte, Clarindo não poderá mais competir, mas quer continuar treinando o amigo. "Ele corre sozinho, conhece todos os percursos, e isso sempre me motivou", diz. "Minha grande alegria é tê-lo ao meu lado."

Alexandre Rezende/Encontro
Aos fins de semana, o casal Priscila Loubach e Frederico Dutra leva Zeus, da raça o Australian Cattle Dog, e a Yorkshire Ayra para patinar: "Faz bem para nós e para eles", diz Priscila (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Ter um companheiro animal para malhar é prática adotada por muita gente. A parceria faz bem tanto para os donos quanto para os pets, que também precisam se exercitar. "Entre os benefícios para os animais, estão a melhora da atividade cardiorrespiratória, diminuição da predisposição a diabetes e controle de peso", diz a veterinária Christina Malm, especialista em comportamento e bem-estar animal da UFMG. Além disso, o contato fora do próprio território auxilia na socialização, melhorando sua qualidade de vida.

O designer de produto Adriano Ribeiro Ramos, de 50 anos, sempre teve uma parceira de malhação. Ao lado da labradora Phoebe, de 13 anos, andava de bike, corria e até surfava. Após a morte dela, no ano passado, Adriano não conseguiu ficar sozinho e arrumou uma nova companheira. Com 1 ano e meio, a pequena Megan Lili, da raça Italian Greyhound, já está sendo apresentada a alguns esportes. "Ela adora correr e aos poucos está perdendo o medo da água. Já a levo para nadar e passear de caiaque", diz Adriano.

Victor Schwaner/Encontro
O designer Adriano Ribeiro Ramos e a cadelinha Megan Lili, da raça Italian Greyhound: "Aos poucos, ela está perdendo o medo da água" (foto: Victor Schwaner/Encontro)
O casal Priscila Loubach, de 29 anos, geógrafa, e o veterinário Frederico Dutra, de 30 anos, curte os esportes em terra firme. Nos fins de semana, reúnem a galerinha e saem para patinar. Os ilustres companheiros são Zeus, cão de 5 anos da raça Australian Cattle Dog, e a Yorkshire Ayra, de 5 meses. "Quando abro o armário para pegar os patins, a Ayra já sabe que é hora de passear. E o Zeus adora acompanhar o Fred. Faz bem para nós e para eles, que se exercitam brincando", diz Priscila.

Antes de levar o pet para praticar atividades físicas, contudo, é importante observar as especificidades de cada raça, além da idade e condições físicas de cada animal. "Da mesma forma como acontece com os humanos, as atividades físicas devem começar de maneira moderada, respeitando o condicionamento de cada um. Caso o animal esteja desestimulado ou ofegante, é porque já atingiu seu limite", diz o terapeuta canino Augusto Lavinas. Ele alerta que, no verão, é importante hidratar bem o animal e evitar sair em horários muito quentes, pois o aumento da temperatura corporal pode ocasionar hipertermia, levando à morte.

Gustavo Andrade/Encontro
O aposentado Clarindo Alves dos Santos corre com o labrador Sargento Polaco, que já conquistou mais de 200 medalhas: "Minha grande alegria é tê-lo ao meu lado", diz Clarindo (foto: Gustavo Andrade/Encontro)
Ciente dos cuidados necessários, o empresário Daniel Costa, de 37 anos, prepara sua mochila e a dos pets para praticar ecoturismo. Além do cão Dentão, labrador de 1 ano e meio, a arara Hanna, de mesma idade, também é sua companheira e conta com uma coleira peitoral especial para protegê-la. O trio visita cachoeiras, percorre trilhas e pratica até rapel. "Os dois amam esses passeios, ficam doidos para entrar no carro, pois sabem que é hora de sair. Para o Dentão é ótimo, porque a prática queima muita energia e evita a obesidade. Sem dúvida, são meus grandes parceiros de aventura", diz Daniel.

 

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