Potência rima com verde

O mais recente lançamento da Ferrari, o 488 GTB, oferecido nas versões cupê e spider, atende ao desafio de ser ao mesmo tempo mais potente e menos nocivo ao meio ambiente

por Fábio Doyle 13/10/2015 17:47

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Depois do escândalo da Volkswagen com a fraude no controle de emissões de seus carros com motor a diesel nos Estados Unidos, respeito ao meio ambiente é agora, mais do que nunca, a palavra de ordem da indústria automobilística. Isso vale também para a Ferrari, com seus bólidos superesportivos. Assim, para convencer os fiéis compradores dos cupês com motor V-8 – metade dos quais já foram donos de um modelo similar da marca – de que o recém-lançado 488 GTB turbo é mais potente e verde do que o seu predecessor, a Ferrari partiu para a estratégia de oferecer várias maneiras de comparar as emissões entre suas antigas e atuais ofertas.

O 488 GTB turbo desenvolve potência de 661 hp e emite 260 g de CO2 por quilômetro, enquanto o 458 Itália, com motor aspirado, tem potência de 562 hp e nível de emissão de 275 g/km. Isso significa que a potência aumentou em 18%, ao passo que as emissões de CO2 foram reduzidas em 5,5%. Ainda mais significativa para a marca do cavalinho rampante é a redução, no novo carro, do nível de emissão de CO2 por hp: os 0,39 g/km/hp do 488 é 20% menor do que os 0,49 g/km/hp do 458, que foi lançado em 2009.

“Os compradores de nossos modelos Sport V-8 são extremamente leais e exigentes”, diz Nicola Boari, diretor de produção da Ferrari. As melhorias do 488 em relação ao 458 resultam, principalmente, da troca pelo novo motor de 3,9 litros, que acrescenta dois biturbos de dupla rolagem. O 458 tem motor aspirado de 4,5 litros (sem turbo). As turbinas auxiliaram também na redução da aceleração de zero a 100 km/h, que no 488 é de três segundos contra 3,4 segundos no 458.

Para manter o grau de expectativa e satisfação dos ferraristas, a equipe da Ferrari realizou um trabalho mais do que cuidadoso com o novo modelo. A primeira preocupação foi com a possível resposta retardada dos motores turbinados. Os engenheiros ficaram preocupados com o fato de os compradores tradicionais se incomodarem com eventuais retardos de resposta do turbo, após terem se acostumado com os motores V8 aspirados da marca nos últimos 40 anos. Para evitar esse problema, as turbinas de rolagem duplas – fabricadas no Japão pela IHI – trazem rolamento de compressor de titânio e alumínio, para redução de atrito e respostas mais rápidas.

Na aerodinâmica, o 488 GTB ganhou o Aero Pillar. Trata-se de um divisor duplo inspirado na F1, separado por um componente que a Ferrari chama de Aero Pillar, localizado no centro do nariz do carro. Esse pilar foi projetado para gerenciar a massa de ar que passa na frente do carro e distribuí-la de forma efetiva pelas superfícies planas longitudinais e transversais.

Outra característica que precisava ser mantida é a direção amigável. Antes do 458, os carros da Ferrari eram apaixonantes de se olhar. Mas na hora de dirigir no trânsito normal eram torturantes: duros e desconfortáveis. Apesar da potência exagerada, o 488 GTB é fácil de dirigir no dia a dia, graças a uma evolução do sistema de controle do ângulo de saída lateral (SSC2 Side Slip Angle Control). Esse sistema, que foi lançado no 458 Speciale, é agora mais preciso e menos invasivo. Ele trabalha em sintonia com o diferencial eletrônico traseiro, com o sistema de controle de tração e com os amortecedores eletrônicos de forma a permitir direção rápida, mas segura.

O sistema Apple CarPlay, com a chegada do 488 GTB, passa a ser de série em toda a linha Ferrari. Foi integrado inicialmente no FF, o primeiro carro do mundo a adotar a solução iPhone, que oferece de forma instantânea e intuitiva as funcionalidades de voz e toque: desde telefonemas a uso de mapas, mensagens e música.

Data de lançamento: setembro na Europa; janeiro 2016 nos EUA; no Brasil, ainda indefinido
Preço base: 210.935 euros (Itália), 242.737 dólares (EUA, frete incluso)
Fabricação: Maranello, Itália
Nível de emissão CO2: 260 g/km
Principais concorrentes: Audi R8, Lamborghini Huracan, McLaren 650S, Porsche 911 Turbo

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