Anfitriã inquieta

Ela lançou, em 2015, cinco novos hotéis e fez o faturamento do grupo que dirige crescer 60%. Em 2016, quer inaugurar uma unidade por mês

por Gui Torres 06/01/2016 14:36

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Samuel Gê/Encontro
Érica no mais recente hotel que abriu, o Ramada Encore Luxemburgo, em BH: "Cheguei a perder o sono e consegui bater meu recorde de 18 viagens em 15 dias" (foto: Samuel Gê/Encontro)

Apesar de ser o único hotel cinco estrelas de BH e um dos maiores da cidade, com 25 andares e 365 quartos, o Ouro Minas ficou pequeno para abrigar os sonhos da hoteleira Érica Drumond, herdeira do empreendimento. Em 2007, decidiu deixar o negócio familiar para ocupar o cargo de secretária de Estado de Turismo de Minas Gerais,  no qual permaneceu até 2010. Depois da experiência na administração pública, ela resolveu que não retornaria a sua cadeira no Grupo Maquiné, fundado por seu pai, o empresário-fazendeiro José Décio Drumond, que morreu em 2011. Na época, com a bênção paterna e a aprovação dos três irmãos, lançou-se em voo solo e abriu a Vert Hotéis, empresa com a proposta de construir, prestar assessoria técnica e administrar hotéis em diversos destinos do país.

Nos planos mais otimistas, Érica sonhava que, nos primeiros 10 anos da Vert, conseguiria abrir no máximo 10 hotéis. Mas, ao assinar contrato com o maior grupo hoteleiro do mundo, o Wyndhan, que lhe concedeu uso exclusivo da bandeira Ramada no Brasil, a empreitada ganhou força. Atualmente, antes mesmo de a empresa completar cinco anos, ela já comemora 11 hotéis abertos.

Apesar do impulso com a chamada Lei da Copa, que deu incentivo ao setor, a empreitada teve seu crescimento mais vertiginoso em 2015: cinco hotéis foram inaugurados, sendo dois em Belo Horizonte, além de Natal, Recife e Curitiba. Isso significou a abertura de 900 novos quartos, o que corresponde praticamente ao total dos quatro primeiros anos de trabalho. O faturamento no ano ficou próximo de 75 milhões de reais, contra 45 milhões de reais no ano anterior, um crescimento de 60%.

Tudo isso num momento que o setor enfrenta queda nas taxas de hospedagem, consequência da crise e do crescimento da oferta de leitos. Segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a queda em 2015 é de 6,8%. Em BH, o número é mais expressivo: 19,2%.
Mas esse cenário não foi suficiente para intimidá-la. Em 2015, Érica assinou 12 novos contratos com a Ramada. Outros dois de suas marcas próprias (e.Suites; Icone; Sentido) estão nos planos. Serão, ao todo, 14 empreendimentos, sendo 10 em São Paulo, dois no Nordeste e um no Rio de Janeiro. "Nesse ritmo, cheguei a perder o sono", diz. "Consegui bater meu recorde de 18 viagens em 15 dias." A meta da empresária é ambiciosa: administrar 90 hotéis até 2030. Em 2016, ela quer entregar um hotel por mês. "Sou muito ansiosa", afirma. "Até para subir em elevador." Por essa razão, Érica só mora até o quarto andar. "Acima disso, fico inquieta com o tempo perdido para subir e descer", diz.

Com a vida cheia de planos, vazio mesmo ela sente quando se recorda do pai, de quem puxou toda a inquietação. "Se estivesse vivo, estaria do meu lado em todas as inaugurações", diz.

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