Ele está decolando

Até 2012, a Belvitur era apenas uma grande agência do segmento corporativo. Desde então, entrou no varejo e depois no setor de câmbio. Em 2015, inaugurou um site de vendas online. Cresceu 112%. Precisa dizer mais?

por Marina Dias 06/01/2016 16:04

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Samuel Gê/Encontro
Marcelo Cohen comemora o crescimento de sua empresa, líder no mercado de turismo: "A Belvitur faz serviço completo" (foto: Samuel Gê/Encontro)
O ano de 2014 foi especial para a família Cohen, dona da Belvitur, uma das maiores agências de turismo no Brasil. Foi naquele ano que as gêmeas Sofia e Vitória comemoraram a chegada do bat mitzvah (cerimônia religiosa judaica na qual se celebra a chegada dos 12 anos e, portanto, quando uma jovem assume responsabilidades para a vida adulta). Trata-se de uma data de grande importância para judeus, como os Cohen. Para comemorar em grande estilo, Marcelo Cohen e Gabriela, pais das gêmeas, organizaram uma festa exclusiva para 120 convidados, na ilha de Comandatuba, na Bahia, num dos resorts mais sofisticados do litoral brasileiro. Marcelo não estava apenas comemorando o aniversário das filhas. Estava celebrando também o sucesso de sua empresa.

Fundada em 1963 pelo pai de Marcelo, David Cohen, a Belvitur sempre se destacou na área de turismo corporativo em Minas Gerais. Até 2012, era a maior do ramo no estado. A partir de então, Marcelo contrariou as normas - "foco é tudo" - e decidiu investir seu tempo e dinheiro na diversificação. Percebeu que o mercado corporativo poderia dar sinais de fadiga no futuro e apostou em novos nichos. Marcelo não quis degustar novos segmentos. Bem a seu estilo, optou por entrar de vez. Numa só tacada, inaugurou seis lojas, entre 2013 e 2014. Neste ano, foram mais cinco. Todas nos mais importantes shopping centers do estado. Hoje, são 11 lojas em Minas e uma no Rio de Janeiro.

Em 2014, foi a vez de apostar no mercado de dólar. A Belvitur tornou-se, rapidamente, uma das grandes casas de câmbio da cidade. Também foi naquele ano que investiu num estacionamento nas proximidades do aeroporto de Confins, com 400 vagas. Tudo para servir e atender o cliente que viaja. "A Belvitur faz serviço completo", diz ele.

Em 2015, um novo negócio: o de vendas de passagens on-line. Em vez de gastar tubos de dinheiro em plataformas eletrônicas de e-commerce, como faz a maioria, a Belvitur apostou na compra de um site já existente e que dispunha de boa carteira de clientes. Surgiu o passagenspromo.com.br, endereço de comércio eletrônico de bilhetes áereos, que após nove meses de operação já é o quarto maior do país.

Com as mudanças, a empresa de Cohen sorriu. A receita da Belvitur, antes toda oriunda do mercado corporativo, hoje tem 60% provenientes dos novos negócios. O faturamento pulou de 235 milhões de reais em 2014 para espantosos 500 milhões em 2015. Um crescimento de 112%. O número de funcionários, no mesmo período, aumentou suaves 10%. "Conseguimos elevar muito a nossa margem", diz.

Para 2016, o irrequieto Marcelo Cohen, cujo celular não desliga, planeja lançar nova plataforma on-line, esta voltada exclusivamente para a comercialização de resorts de luxo no Brasil. No mundo off-line, o plano é abrir sete novas lojas, cinco no interior de Minas e duas fora do estado - uma delas em SP.

E assim, como um bom judeu, ele amealha resultados para fazer sua empresa perpetuar de geração em geração. Para alegria das duas gêmeas, que estão perto de completar 15 anos. A propósito, Marcelo, vai ter festa?

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