Reizinhos da bilheteria

Em 2015, eles multiplicaram por três quase tudo na Sympla: funcionários, faturamento e até o tamanho da sede. O reconhecimento veio com o título de startup do ano pela Microsoft

por Aline Gonçalves com assessorias 06/01/2016 16:23

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Pedro Nicoli/Encontro
Os irmãos e sócios Marcelo e Rodrigo Cartacho na sede da empresa, na Savassi, com o prêmio de startup do ano nas mãos, réplica do trono da série da HBO Game of Thrones: "Veio coroar um ano incrível", diz Rodrigo (foto: Pedro Nicoli/Encontro)

Era meados de 2011, quando o engenheiro de software Marcelo Cartacho, que vivia nos EUA, decidiu pegar o telefone e chamar pelo irmão, Rodrigo, que vivia na Hungria. Marcelo trabalhava no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O telefonema não era para matar saudade, mas para propor um negócio. Foi a primeira vez que falaram sobre a possibilidade de montar uma empresa de tecnologia voltada para a venda de ingressos on-line. Nascia o embrião da Sympla, que em 2015 conquistou o título de startup do ano no Brasil pelo Spark Awards, prêmio idealizado pela Microsoft e Startup Farm, considerado o principal da área. O troféu é uma réplica do trono da série da HBO Game of Thrones."Veio coroar um ano incrível", diz Rodrigo, hoje CEO da empresa.

A ideia do empreendimento surgiu porque Marcelo e o colega de profissão argentino David Tomasella – que se tornou sócio da empresa – tinham acabado de realizar uma pesquisa de mercado para o BID e notaram não haver plataformas flexíveis para produtores de eventos de pequeno e médio portes no Brasil. Tiveram então a ideia de montar eles próprios o negócio. Não sabiam, contudo, por onde começar.

Foram buscar ajuda de Rodrigo, um jovem empresário inquieto que tentava ganhar a vida na Europa com um negócio inovador: vender créditos de CO2 (gás carbônico). Marcelo e o sócio portenho tinham a ideia. Rodrigo agregava o espírito empreendedor e a capacidade de agir.

Cerca de um ano depois da primeira troca de telefones, surgia a Sympla, empresa de tecnologia voltada para a venda de ingressos eletrônicos, inaugurada em setembro de 2012. Três anos se passaram e os números da startup não permitem que Rodrigo e Marcelo sintam saudades da velha vida fora do Brasil. O negócio movimentou 15 milhões de reais em 2014. Neste ano, as vendas de ingresso superam  os 40 milhões reais. Crescimento de quase 200% . A equipe, de 12 pessoas em 2014, pulou em 2015 para 45 – e as contratações (acreditem, essa palavra ainda existe!) estão abertas. Para comportar tamanho crescimento, a sede da Sympla, que ocupava um andar na Savassi, hoje se distribui em três pavimentos.

O endereço por onde são vendidos os ingressos (sympla.com.br) chegou a registrar um pico de 2.500 eventos simultâneos em alguns meses de 2015. "Com esses números, nós nos tornamos o maior site de eventos do Brasil", diz Rodrigo. Segundo ele, mais de 1.800 cidades brasileiras já usaram a ferramenta.

Inicialmente, para transformar as ideias e iniciativas dos irmãos Cartacho em realidade, foi preciso buscar investidores anjo (nome dado a pessoas físicas que aplicam recursos do próprio bolso em empresas nascentes, como as startups). Hoje a Sympla não tem mais outros investidores externos e cresce reinvestindo o próprio lucro.

Nada mal para dois jovens de classe média, filhos de pais funcionários públicos, que estudaram no Loyola e cresceram no Gutierrez. "Nosso negócio ainda tem enorme espaço para crescer", diz Rodrigo. "Estamos numa maratona, só conquistamos os primeiros 100 metros."

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