Salve, amuletos

Tem muita gente que não sai de casa sem pequenos talismãs da sorte, como figas e ferraduras. Outros não abrem mão de medalhinha ou crucifixo. Superstição ou fé, quem usa ganha autoconfiança

por Daniela Costa 07/01/2016 16:15

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Alexandre Rezende/Encontro
A modelo Caroline Lagamba não viaja sem levar o seu escapulário: "Sem ele fico apreensiva" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Para afastar as urucubacas e entrar o ano novo com o pé direito, não custa nada tentar uma dose extra de sorte e proteção. E é no poder dos amuletos que muitos apostam a fim de afugentar as energias negativas. Figas, ferraduras, olho grego e trevo de quatro folhas estão entre os preferidos. Mas há também quem prefira contar com a proteção de escapulários, medalhinhas ou crucifixos. Superstição ou fé, o fato é que muita gente não sai de casa sem os amuletos.

A  modelo Caroline Lagamba Aguiar, de 28 anos, não viaja sem levar o escapulário que ganhou aos 12 anos. "Sem ele fico apreensiva", diz. De acordo com o historiador e folclorista Manoel Fonseca dos Reis, há séculos os amuletos são tidos como algo ligado a uma força sobrenatural. Segundo ele, acreditar nesse poder não significa falta de conhecimento. "É simplesmente um aditivo para a fé. O amuleto pode ser qualquer objeto ou símbolo a que a pessoa se apegue", diz. E acrescenta: "Uma prática comum é presentear alguém com o objeto, gesto que simboliza o bem que se deseja ao outro".

Há famosos que fazem questão de dar aquela forcinha para a sorte. Quem não se lembra, por exemplo, do goleiro Victor, do Atlético mineiro, que, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, emprestou seu terço para o companheiro Julio Cézar antes da combrança de pênaltis na partida contra o Chile, que a seleção acabou vencendo. Já a apresentadora Sabrina Sato costuma circular com um pingente de ferradura. A modelo Alessandra Ambrósio confia na shamballa, pulseira inspirada no terço budista. E a pop star Madonna há muito usa crucifixos como pingentes, posteriormente substituídos pela mão de Fátima, palma da mão com um olho no meio.

Pesquisa publicada pela revista americana Psychological Science, especializada em ciência da psicologia, em 2010, mostrou que voluntários de um teste que estavam munidos de seus amuletos se saíram melhor. Tudo porque se sentiam mais autoconfiantes. A pesquisa foi realizada após observarem que vários atletas de elite usavam objetos da sorte, como o ex-jogador de basquetebol norte-americano Michael Jordan, que usava o calção da antiga equipe da faculdade sob seu uniforme da NBA, Outro estudo realizado neste ano por Richard Wiseman, escritor e professor de psicologia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, concluiu que pessoas sortudas aceitam as superstições positivas e que amuletos aumentam a perfomance em atividades físicas e mentais.

A fotógrafa Juliana Grossi, de 34 anos, não nega: "Sou muito supersticiosa e não saio de casa sem meu pingente de ferradura ou cruz. É como ter um escudo", diz. A tradição veio de família, tanto que a filha Maria Eduarda Aranjo, de 7 anos, já é protegida com o pingente do Divino Espírito Santo. "Na dúvida se funciona ou não, prefiro não arriscar", diz Juliana. Já a dentista Fernanda de Oliveira Dias, de 37 anos, aposta na diversidade e alterna escapulários e pulseiras de olho grego. "Fico mais confiante", diz.

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