Au au, que calor!

Com a chegada do verão, várias doenças podem acometer os animais de estimação. Saiba como protegê-los das altas temperaturas

por Daniela Costa 08/01/2016 13:54

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Alexandre Rezende/Encontro
Sempre que podem, a pedagoga Eliane Vasconcelos Santos e o filho, Felipe, dão banhos de mangueira em Bethooven e Lunna: "Como são peludos, sentem muito calor, então adoram", diz ela (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Dias quentes, ensolarados e mais longos: cenário perfeito para passear e viajar com os pets. No entanto, todo cuidado é pouco. Animais são sensíveis às variações do tempo, e o calor pode gerar desconfortos, agravar dores  e até causar enfermidades.

Um dos principais problemas é o risco de elevação da temperatura corporal (hipertermia). Quando ultrapassa os 40 graus, é tão grave que pode provocar coagulação intravascular, parada cardíaca e edema pulmonar. Por isso, nesta estação, é importante evitar lugares com pouca circulação de ar e passeios nos horários mais quentes do dia. "Cães e gatos não produzem suor. É através da respiração que conseguem baixar a temperatura corporal, motivo pelo qual a frequência respiratória é aumentada nos dias quentes. Quando esse mecanismo não funciona, ocorre a doença", diz o veterinário Guilherme Alencar, da clínica veterinária São Francisco de Assis.

Victor Schwaner/Encontro
A engenheira Larissa Brant redobra os cuidados com a yorkshire Bela no calor: "Procuro deixá-la mais quieta, sem fazer atividades que a cansem" (foto: Victor Schwaner/Encontro)
Preocupada com a saúde de Beethoven, são-bernardo de 7 anos, e Lunna, golden retriever de 2 anos, a pedagoga Eliane Vasconcelos Santos e o filho, Felipe, têm uma boa tática para refrescá-los. "Como eles são peludos e sentem muito calor, sempre que temos um tempinho lhes damos um bom banho de mangueira. Eles adoram", diz Eliane. No verão a advogada Fernanda Bouchardet também redobra os cuidados com Bruce Lee, gato sem raça definida de 6 anos. "Percebo que nesta época do ano ele fica desanimado, com pouco apetite e muita queda de pelo", diz. Para melhorar o bem-estar de Bruce, Fernanda lhe dá bastante água e o deixa em locais arejados, além de manter seus pelos tosados e escovados. "Ele adora quando eu e a Elis, minha filha, o penteamos. É um momento de cuidado e carinho".

Além da hipertermia, outros problemas acometem os bichos no verão, dos quais os respiratórios batem recorde de incidência. "Os sintomas mais comuns são tosse, falta de ar, cansaço e língua arroxeada. Usar aparelhos para umidificar o ambiente ou uma bacia de água facilita a respiração dos pets", diz a veterinária Andressa de Marco. Mas atenção: jamais coloque o animal na água fria quando estiver muito aquecido, pois isso pode causar coagulação do sangue. A dica para refrescá-lo é borrifar água no dorso e nas patinhas ou enrolá-lo em uma toalha molhada. Usar o ventilador ou o ar-condicionado de forma moderada também é recomendável.

Alexandre Rezende/Encontro
No verão, a advogada Fernanda Bouchardet e a filha, Elis, escovam o gato Bruce Lee periodicamente: "É um momento de cuidado e carinho" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
A engenheira Larissa Brant sabe bem o que é ter um animal com problemas respiratórios. Desde filhote, a yorkshire Bela, de 7 anos, sofre de uma doença chamada colapso de traqueia, que provoca tosse e dificuldade para respirar. "O ar seco prejudica muito, ela fica ofegante e sem disposição. Procuro deixá-la mais quieta, sem fazer atividades que a cansem", diz.

Doenças de pele são outra preocupação. "As dermatites solares na região nasal, nas margens auriculares e no tronco são muito comuns neste período. Além de queimaduras severas nos coxins - almofadinhas das patas – por conta do contato direto com o piso quente", diz Adriana Auad, veterinária dermatologista. Além disso, animais que têm pele muito clara ou rosada podem desenvolver câncer de pele, sobretudo nas áreas sem pelo. Segundo Auad, o uso de filtros solares à prova d’água, com fator de proteção 15, é indicado nas áreas mais expostas ao sol, de três a quatro vezes ao dia. Conservar a higiene do bicho, com banhos e tosa periódicos, e do ambiente em que vive é fundamental para manter parasitas como pulgas e carrapatos bem longe.

E não só cães e gatos sofrem com o calor intenso. Para os pássaros, recomenda-se colocar um recipiente com água fresca para tomarem banho. As iguanas e tartarugas aquáticas precisam mesmo de uma boa piscininha. Os jabutis também gostam de água, mas não sabem nadar, por isso devem se refrescar em água rasa. Coelhos e chinchilas podem até  morrer por choque térmico, então precisam de toca climatizada. Já os porquinhos-da-índia são extremamente sensíveis às mudanças de temperaturas e, nos dias mais quentes, é comum terem ataques cardíacos fatais. "Por isso é muito importante pesquisar as necessidades de cada espécie. Em cada época do ano, é exigido um tipo de cuidado", diz a veterinária Marcela Ortiz, especialista em animais exóticos.

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